RESENHA DE: O Conde Del Reide @janiceghisleri (@editoracabanavermelha)
“Lembre-se, meu conde, o amor verdadeiro e forte como era o de vocês, pode fazer milagres e superar muitas atribulações"
Música para escutar enquanto lê: Christina Perri - A Thousand years
O amor em sua essência é um adversário à altura para o tempo, foi isso que pensei enquanto lia O Conde Del Rei. Nesse romance intrigante, acompanhamos nossa protagonista Clara que após passar por um acidente passa a sonhar constantemente com um homem mascarado.
Esse homem misterioso de seus sonhos sempre aparece com roupas de época e, pasmem, em preto e branco como se todas as cores tivessem sido tiradas de sua vida, o mesmo ocorre com a pequena ilha em que Iago Del Rei habita, o conde dos sonhos de Clara. Essa falta de cor poderia ser o resultado de uma maldição?
Junto a sua melhor amiga, Alice, as duas mulheres partem em uma busca na Europa, procurando o castelo do conde misterioso. Muitos tentam alertá-la sobre os perigos de sua aventura, entretanto Iago e Clara são atraídos um ao outro por uma força além de qualquer compreensão.
Todavia, até a busca pelo amor tem suas consequências, toda ligação tem seu contraponto. Clara tem determinação e perspicácia tornando-se uma protagonista aliada de seus leitores, ela precisa contestar para ser vista com Clara e não o amor da vida passado de Iago, ao mesmo tempo que o conde precisa lidar com diversos segredos de sua família que são revelados ao longo da trama.
Ler O Conde Del Rei foi uma experiência instigante, toda ansiedade para o encontro dos dois e o efeito dominó dos acontecimentos. A escritora conduz muito bem sua audiência de um ponto para o outro sem se perder, os plots são muito bem estruturados e as reações dos personagens condizem com a personalidade dos mesmos. O livro é totalmente fiel a sua essência e acende a chama do amor no coração dos românticos mais desesperançosos.