Layzza é uma mulher cuja vida foi destruída por uma escolha errada e por pessoas que ao invés de proteger e cuidar dela, fizeram de tudo para piorar ainda mais sua situação.
Casada a força e grávida do seu primeiro filho, fruto de uma gravidez inesperada, Lay se vê perdida quando seu marido ao invés de proteger e cuidar dela passa a lhe agredir física e psicologicamente. Desolada e sem apoio familiar, ela acha que a única forma de proteger o seu filho é continuar nessa vida infeliz, até que através de Lourdes, sua chefe e então melhor amiga, apresenta a ela a pessoa que vai ajudar a mudar o rumo da sua história.
Moni Cunha, trás em seu livro não apenas uma história de superação, mas o retrato real do que muitas mulheres passam na vida a dois e que a sociedade não é capaz de enxergar, muitos por não se importar com a vida do outro e muitos outros por acharem que a mulher tem culpa na vida que leva.
Narrado em primeira pessoa, o livro trás alguns pontos de vista distintos, além do ponto de vista da Layzza que é a nossa protagonista, também temos o ponto de vista de outros personagens extremamente importantes para a história.
Eu gostei de ver como a narrativa criada pela Moni, consegue deixar a história fluida e gostosa de ler, mesmo com seus pontos fortes e perturbadores.
Aviso que esse livro trás alguns gatilhos como o abuso sexual, agressão física e psicológica, que são narrados na íntegra em algumas situações, então se você tem problemas com esse tipo de leitura: cuidado.
Considero esse livro extremamente importante, principalmente para aqueles que não conhecem a empatia, pois embora ele traga um romance, que de certa forma torna o livro um pouco mais leve, ele também trás uma história real, vivida por muitas mulheres e que faz a gente refletir sobre a importância de olhar para o próximo com o olhar diferente, um olhar de cuidado.