A pesquisa realizada partiu exatamente dessa historicidade do espaço intelectual na trajetória de Gustavo Barroso: ora escritor, ora fundador/diretor do Museu Histórico Nacional, mas sempre preocupado com a definição de métodos adequados para o conhecimento do passado. Aqui, o objeto de investigação define-se, portanto, no âmbito das fronteiras que constituíram legitimidade para o exercício tanto da pesquisa histórica quanto da divulgação de narrativas historicamente fundamentadas. Isso numa perspectiva mais geral. Em um plano melhor delimitado, com os devidos recortes que caracterizam a possibilidade de problematização, o interesse da investigação enfoca relações entre a escrita de Gustavo Barroso e as escritas que lidam, de alguma forma, com a participação da poeira nos usos do passado. Nesse recorte, ainda amplo, a pesquisa trabalhou com a seguinte hipótese: a formação da ideia de história nas primeiras décadas de existência do acervo e das exposições do Museu Histórico Nacional (MHN) extrapola a atualização de uma sensibilidade antiquária vinda de séculos anteriores. Além disso, ou subjacente a isso, pretendo examinar os usos do passado que investem no poder simbólico dos artefatos expostos, relacionando-os com a palavra escrita, tanto em legendas quanto nas estratégias das narrativas da ficção e dos relatos de viagem.
A poeira do passado (Estudos da Pós - Graduação)) - tempo, saudade e cultura material
Francisco Régis Lopes Ramos
Imprensa Universitária
2014
300 páginas
10h 0m
ISBN-13: 9788574851938
Português Brasileiro
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