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    Dispersão & Indícios de Oiro -

    Mário de Sá-Carneiro

    Moinhos
    2018
    86 páginas
    2h 52m
    ISBN-13: 9788545557678
    Português
    3.7
    6 avaliações
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    Mário de Sá-Carneiro é um dos escritores mais conhecidos da literatura portuguesa. Foi um dos responsáveis, ao lado de Fernando Pessoa e Almada Negreiros, pelo movimento Modernista em Portugal. Mesmo tendo nos deixado muito novo, em apenas um curto período de tempo (de 1912 a 1916) conseguiu escrever uma obra significativa. Para Rafael Santana, que assina a apresentação deste livro, Sá-Carneiro “foi aquele para quem vida e arte eram considerados termos indissociáveis, e não foi por acaso que ele próprio sinalizou “a tristeza de nunca sermos dois” ao final de “Partida”, o primeiro do conjunto de 12 poemas que reuniu sob o título de Dispersão (1913)”. Mário de Sá-Carneiro, que não afirmava ser poeta, mas apenas um prosador, além deste livro teve outras incursões pela poesia. Indícios de oiro (1915) foi uma delas, e só veio a ser publicado postumamente, 21 anos depois. Sua publicação só foi possível porque, antes de morrer, Sá-Carneiro enviara os poemas para Fernando Pessoa ficar responsável pela edição. Neste livro, também, estão alguns dos poemas que publicou no primeiro número da revista Orpheu.

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    Paulo Gilberto27/05/2023Resenhou um livro
    3.5 (Bom)

    "Dispersão" é o único livro de poesia de Mário de Sá-Carneiro publicado em vida, o prosador e poeta-que-não-se-identificava-como-tal português cometeu suicídio aos vinte e cinco anos. "Indícios de Oiro" é, então, uma coletânea publicada postumamente cuja edição, ou pertencimento, Mário havia deixado a cargo de Fernando Pessoa, com quem trocava correspondência, mas por que Pessoa o publicou apenas 21 anos depois, não encontrei resposta. No entanto, alguns tantos poemas de Mário já haviam sido publicados, ainda vivo, na revista Orpheu, cuja curta existência de dois volumes junto com seus autores e editores teve grande influência no modernismo português. "Dispersão", naturalmente, inicia essa publicação da editora Moinhos. Achei os primeiros poemas muito bonitos e pude identificar alguns temas, mas logo tive dificuldade na leitura e apreensão, porque eles, nenhum ainda com versos livres, todos calculados, simétricos e com rimas, se tornaram, o que não é surpresa, muito elaborados, primorosos e, claro, simbólicos. Mas a maioria deles trata de angústias, desesperanças, melancolias, de coisas que deixaram de ser e de coisas que nunca foram, aqui vale lembrar que Mário cometeu suicídio. Quanto a outros temas um que passa a impressão de estar aqui, mas por causa da primazia que mencionei não tive certeza se era isso, é uma espécie de se autovangloriar, de se dar características (e passados) de rei, de nobreza, de grandiosidade, de um ser elevado que até os sentimentos são ímpares no mundo. Simples edição da Editora Moinhos que contém um prefácio interessante e parece ser uma das poucas publicações que une as duas coletâneas de Mário. Leitura em sua maior parte difícil, seria muito bom haver uma edição comentada como a maravilhosa publicação da Unicamp de 20 sonetos selecionados do Camões.

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    Mário de Sá-Carneiro

    Mário de Sá-Carneiro (Lisboa, 19 de Maio de 1890 — Paris, 26 de Abril de 1916) foi um poeta, contista e ficcionista português, um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um dos mais reputados membros da Geração d’Orpheu.

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    Mário de Sá-Carneiro