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    O Desconcerto do Mundo -

    Gustavo Corção

    Vide Editorial
    2019
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-13: 9788595070417
    Português Brasileiro
    4.3
    32 avaliações
    Leram41Lendo3Querem152Relendo0Abandonos1Resenhas3
    Favoritos2Desejados152Avaliaram32

    "Você escreveu em 'O Desconcerto do Mundo' um dos livros mais belos e mais fortes de nossas letras. Ele precisa ser traduzido para todas as línguas, a fim de mostrar lá fora que nós também somos dignos do Prêmio Nobel." - Manuel Bandeira O título sugere uma obra de combate, mas este livro é antes uma meditação conduzida na companhia dos artistas que gemem sob o peso da vocação e queixam-se do mundo. Compõe-se de três ensaios: no primeiro, que dá à obra o título colhido na Lírica de Camões, Corção procura desvendar em que consiste o “desconcerto” de que tanto se queixa o poeta, e tenta fazer um paralelo entre a experiência poética e a mística, valendo-se principalmente da poesia de Camões. No segundo ensaio vêm diversos estudos de alguns aspectos das obras de Machado de Assis e Eça de Queirós, merecendo especial atenção a interpretação dada para o pessimismo e ceticismo de Machado. Na terceira, são os pintores que comparecem com seus problemas; o autor apresenta a sucessão de escolas, correntes, buscas, tentativas, como uma sucessão de manifestações que se completam e como uma Exposição Universal que se prepara para o dia do Juízo Final. Debaixo da diversidade de assuntos o leitor encontrará a unidade do problema central, que é a pungente interrogação que todos os artistas de todos os tempos põem em suas obras, cada um com seus recursos, e que Gauguin explicitou: “De onde viemos? O que somos? Para onde vamos?”.

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    Mariana Locatelli picture
    Mariana Locatelli11/09/2020Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Melancolia

    Através de Machado de Assis, Camões e Eça de Queirós , Corção nos mostra o Desconcerto do Mundo

    2 curtidas

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    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

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    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga