Livro-chave que estabeleceu o que ficou conhecido como ficção de sensações: romances ofegantes e com tramas tortuosas que combinavam o realismo doméstico, o universo moral simples do melodrama teatral (mulheres virtuosas ameaçadas por canalhas covardes) e a sede de crimes horríveis e espetaculares que um número cada vez maior de leitores de jornais foi absorvido por uma mistura de indignação moral e lascívia. A ficção sensacionalista fundiu assim o romance gótico com o romance realista, encontrando horrores não em algum castelo medieval fantástico, mas atrás das portas de casas geminadas suburbanas aparentemente normais, onde os segredos se multiplicavam.
A Mulher de Branco é uma história meticulosamente tramada, organizada como uma cadeia de declarações de testemunhas de uma ampla diversidade de personagens destinadas a desvendar uma conspiração astuta contra mulheres inocentes por uma dupla de memoráveis ââmonstros aristocráticos, Sir Percival Glyde e seu diabólico companheiro, o conde italiano Fosco.