Futilidade ou O Naufrágio do Titan -

    Morgan Robertson

    Vermelho Marinho
    2013
    76 páginas
    2h 32m
    ISBN-13: 9788564298958
    Português Brasileiro

    Futilidade ou O Naufrágio do Titan (originalmente, Futility or The Wreck of the Titan) foi publicado originalmente em 1898, 14 anos antes da tragédia do Titanic acontecer. Em sua época, passou quase despercebido e não trouxe muita notoriedade para seu autor, o norte-americano Morgan Robertson (1861-1915), que seria o suposto inventor do periscópio. Claro que, após a morte de Robertson, três anos após o desastre, começaram a prestar mais atenção em sua obra e viram com assombroso espanto as similaridades do transatlântico da história com o navio real, que vão muito além do nome (Titan, na narrativa de Robertson, e Titanic, na vida real). Na primeira metade da história somos apresentados ao herói, John Rowland, um ex-oficial que caiu em desgraça na marinha. O protagonista é agora alcoólatra e desceu para os níveis mais baixos da sociedade. Dispensado, vai trabalhar como marinheiro no tal Titan. Numa noite de abril, o navio bate num iceberg, emborca e afunda antes da história chegar à metade. Na segunda parte, conta o desespero do resgate e a busca por redenção de John Rowland.

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    Wagner Felipe d'souza14/03/2023Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Uma história bem curta pra ler em um fim de tarde e testar o seu auto controle ao não enfiar pregos nos olhos

    Eu havia escrito uma análise sobre o dito, mas na hora de salvar, uma amiga apareceu e eu acabei perdendo tudo, mas tudo bem, o enredo é curto, resumindo a resenha: livro ruim, abaixo da média dos livros ruins. Acredito que todos sabem do contexto dessa obra, e digo obra no sentido literário, mas também na acepção do verbo "obrar", muito utilizado no século XIX. O que faz esse livro ser lido em pleno 2023 (com o Elon Musk lançando foguete e tudo) é principalmente a enorme fama que o Titanic ganhou, sendo essa história um parasita escabroso do fato histórico real. Se fosse apenas mal escrito e pouco criativo seria mais um amontoado de páginas sujas de tinta normal como tantos outros, mas não! Ele se esforça página a página, letra a letra pra ser terrivelmente incômodo nos seus menores detalhes. Primeiro, todos os personagens são insuportáveis! Tem uma garotinha que aparece basicamente pra ser salva pelo protagonista complexado e sem carisma (se ir ao psicólogo fosse mais comum naquela época esse livro jamais seria escrito), não basta ela surgir do nada a miniatura de ser humano é extremamente irritante, você simplesmente torce pra que ela se afogue junto com o Titan ou seja comida por um urso ou sei lá, devorada por focas carnívoras (eu sei que elas não existem, mas lendo esse livro você torce pra elas existirem!). Os personagens secundários são um pouco menos carismáticos que os cogumelos do jardim da minha casa (spoiler, os cogumelos aqui de casa são nojentos), e o personagem principal... hó Deus... Bom, é um cara aparentemente frustrado por ser pobre, frustrado por não ser tratado como príncipe toda vez que fala que é ateu e principalmente frustrado por ser um sujeitinho medíocre que não é reconhecido por ser "o cara legal". Basicamente 1/3 do livro é ele se vitimizando pelo que eu acabei de descrever, o segundo terço e ele tentando provar que não é um lixo ao salvar uma menininha irritante do naufrágio e a parte final é uma mistura de encheção de linguiça com absurdos lógicos misturados com relatos dos efeitos do chá de santo daime e interações com personagens caricatos igualmente fora da realidade. Bom, acho justo dizer que ele não é completamente desinteressante já que estamos falando de um exemplo de como a literatura pode se aproximar do mundo real e como os escritores podem, às vezes, prever eventos futuros de maneira impressionante, mas pessoalmente não acredito em videntes, então aposto que foi só um exercício de futurologia de alguém aparentemente informado sobre as novidades de tecnologias náuticas da época. Por fim, leia-o por sua conta em risco.

    6 curtidas

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