Batuque, samba e macumba -

    Cecília Meireles

    Global Editora
    2019
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788526021808
    Português Brasileiro

    Em 1933, Cecília Meireles organizou uma exposição com seus desenhos, e, no ano seguinte, uma conferência chamada Batuque, samba e macumba. O resultado desta conferência/exposição constitui este livro, em que ela procura decifrar a magia e os mistérios da cultura afro-brasileira, num esforço, ainda que ingênuo, de integrar o negro à nossa sociedade. Eu não vim aqui, propriamente, como uma especialista na matéria. Eu vim como uma pessoa que, cansada de buscar caminhos para que os homens se entendam em outros setores de atividades intelectuais, procura, no folclore, talvez um caminho mais ameno, talvez um caminho mais possível. Procurando que os homens encontrem no folclore a solução para muitos de seus problemas pela compreensão das suas origens, da sua identidade, daquilo que neles é transitório e também daquilo que neles é permanente. — Cecília Meireles Esta edição, coordenada por André Seffrin, traz um texto introdutório de Lélia Gontijo Soares e um depoimento de Walmir Ayala sobre a obra.

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    Diogo Lima Oliveira05/06/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Muito interessante a face folclorista e desenhista de Cecília Meireles, assim como a sua atuação em favor da pesquisa e valorização do folclore nacional. As ilustrações são lindas e a descrição de cada uma delas, feita pela própria escritora, é minuciosa. Também muito interessante é verificar as transformações artisticas e culturais que estavam ocorrendo no Rio de Janeiro à epoca, com a transição do carnaval dos ranchos para o das escolas de samba. Através dos textos é possível detectar características sociais e culturais, assim como a percepção da autora sobre a religiosidade afro-brasileira, verificando-se equívocos que perduram até os dias de hoje como, por exemplo, o orixá Exú ser o Diabo (não é) e o orixá Oxalá ser Deus (não é). A figura do diabo não existe nas tradições religiosas afro-brasileiras, sendo a crença da existência deste inerente às religiosidades cristã/judaica/muçulmana. Ainda através das descrições das ilustrações, é possível perceber a forte interação entre a liturgia de Umbanda e do Candomblé de tradição Angola no Rio de Janeiro das décadas de 1920 e 1930. Um livro que vai muito além de ilustrações e seus textos explicativos. Vale a leitura e as observações advindas dela!

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