Psicologia do Subdesenvolvimento -

    J. O. de Meira Penna

    Vide
    2017
    340 páginas
    11h 20m
    ISBN-10: 8595070040
    Português Brasileiro

    Com prefácio de Roberto Campos, este é um dos livros mais procurados de José Osvaldo de Meira Penna, cuja única edição havia se esgotado há décadas e agora ganha nova roupagem pela VIDE Editorial. O auto faz uma análise magistral sobre a alma do brasileiro, dissecando os elementos que a formam e as tendências e traços que lhe são característicos. Segundo Roberto Campos: “A posição do autor quanto ao problema brasileiro é muito clara. O brasileiro é um tipo afetivo e intuitivo. É dessa constatação inicial e da definição da coletividade brasileira como uma ‘sociedade erótica’ que ele parte para a análise de nossas dificuldades coletivas no terreno da economia, da política e das grandes decisões objetivas”.

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    Pedro LDC Viegas29/12/2024Resenhou um livro
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    Psicologia do subdesenvolvimento

    O livro 'Psicologia do subdesenvolvimento', publicado no ano de 1973 e de autoria de José Osvaldo de Meira Penna, diplomata com larga experiência e cujos ensaios divulgavam o pensamento liberal e os defeitos dos políticos e empresário brasileiros, como o patrimonialismo, situação na qual os governantes tratam o Estado como um patrimônio pessoal. O autor faz uma abordagem culturológica do problema do subdesenvolvimento, abordando o temperamento do brasileiro como um fator negativo no desenvolvimento do país. O brasileiro se caracteriza pelo temperamento cordial nas relações interpessoais, pelo patrimonialismo nas relações institucionais e pela irracionalidade no planejamento e execução de projetos econômicos. A análise do autor identifica características que não combinam com a postura coletiva exigida pelo desenvolvimento capitalista. Quanto ao temperamento do brasileiro, Meira Penna encontrou o tipo afetivo e intuitivo, enquanto os britânicos são fleumáticos e calculista, os franceses são sóbrios e cuidadosos, e os alemães rigorosamente disciplinados, os suíços racionais e educados à rotina. Meira Penna define o Brasil como uma 'sociedade erótica', onde a sensualidade instintiva (Eros) predomina. O brasileiro seria um Homo ludens, sujeito lúdico e bonachão, que se joga temerariamente em empreendimentos, movido unicamente pela fé na prosperidade, sem qualquer planejamento, enquanto o britânico encarna o Homo aeconomicus, cuidadoso, metódico e prudente. O desenvolvimento capitalista depende da racionalidade dos projetos e planos, da impessoalidade em transações comerciais, da disciplina e da rotina. Contudo, o autor não deseja que o brasileiro mude seu perfil, seu jeito de ser, o que seria absurdo. Recomenda, contudo, equilíbrio entre cordialidade e frieza nos assuntos empresariais. Coragem e prudência devem ser bem dosados.

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