Borderline

Borderline Mauro Hegenberg


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Borderline (Coleção Clínica Psicanalítica )





Partindo da história da categoria de estado-limite ou fronteiriço (borderline), o autor situa esse conceito nosográfico na atualidade, esclarecendo a diversidade de usos feitos deste termo na literatura psicanalítca, que nem sempre são coincidentes. A partir das contribuições teóricas de Otto Kernberg, Jacques Lacan, Jean Bergeret, André Green e de D.W. Winnicott, bem como da clínica do próprio autor, são analisados os critérios para o diagnóstico desses estados, bem como as particularidades da clínica desses pacientes.
O Transtorno de Personalidade Limítrofe (TPL), também conhecido como Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é definido como um gravíssimo transtorno de personalidade caracterizado por desregulação emocional, raciocínio 8 ou 80 (branco e preto, totalmente bom e totalmente mau) extremo ou cisão e relações caóticas. Também é caracterizado por alta impulsividade, comportamento suicida, Medo excessivo de abandono, manipulação emocional e sentimentos crônicos de vazio e raiva. Por vezes, o transtorno é confundido com depressão ou transtorno afetivo bipolar.
O transtorno borderline é um grave distúrbio que afeta seriamente toda a vida da pessoa acometida causando prejuízos significativos tanto ao indivíduo limítrofe como às pessoas a sua volta. Frequentemente eles precisam estar medicados (antidepressivos, antipsicóticos, ansiolíticos etc.) para tentar reduzir as consequências incontroláveis que a doença traz. Além disso, acompanhamento psicológico é primordiamente muito importante.
Os sintomas aparecem durante a adolescência ou nos primeiros anos da fase adulta e persistem geralmente por toda a vida. Essa fase pode ser desafiadora para o paciente, seus familiares e seus terapeutas, mas na maioria das vezes a severidade do transtorno diminui com o tempo. Pelo fato dos sintomas eclodirem principalmente na adolescência, muitas vezes os pais ou familiares acham que é mera rebeldia própria da idade, "falta de apanhar", mimo entre outras falsas hipóteses. Contudo, não fazem idéia que estão diante de um ente com um grave distúrbio.
As perturbações sofridas pelos portadores do TPL alcançam negativamente várias facetas psicosociais da vida, como as relações no trabalho, casa, e ambientes escolares. Tentativas de suicídio e suicídio consumado são possíveis resultados sem os devidos cuidados e terapia.
A maioria dos estudos indica uma infância traumática (especialmente separação dos pais, abuso infantil) como precursora do TPL, ainda que alguns pesquisadores apontem uma predisposição genética, além de disfunções no metabolismo cerebral.
Estima-se que 2% da população sofra deste transtorno, com mulheres sendo mais diagnosticadas do que homens.
O termo Borderline (Limítrofe) deriva da classificação de Adolph Stern que descreveu, na década de 30, a condição como uma patologia que permanece no limite entre a neurose e a psicose. Pelo fato de o termo carecer de especificidade, existe um atual debate se esta doença deva ser renomeada.

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