Catarina, a Grande

Catarina, a Grande Robert K. Massie




Catarina, a Grande


Retrato de uma Mulher




Autor do bestseller internacional Nicolau e Alexandra, e da biografia ganhadora do Prêmio Pulitzer, Pedro, o Grande, o historiador e biógrafo norte-americano Robert K. Massie retoma ao universo da Rússia czarista que o consagrou, com o lançamento Catarina, a Grande – retrato de uma mulher. Apontado como um dos destaques do ano pelo The New York Times, Washington Post e outras importantes publicações, o livro ganhou o Prêmio Pen/Jacqueline Bograd Weld de melhor biografia publicada nos Estados Unidos em 2011, recebeu resenhas elogiosas dos principais veículos de imprensa e figurou nas mais importantes listas dos mais vendidos nos Estados Unidos.

Catarina, a Grande – Retrato de uma mulher é, antes de tudo, a história de uma pessoa solitária, que nunca gozou de afeto e amizade e, mesmo assim e por isso mesmo, viveu para amar e ser amada, sentimento sublimado pela adoção da Rússia como objeto de seu amor maior, e que teve como reflexos sua modernização – educacional e cultural – e expansão territorial, nos 34 anos em que governou, colocando-a como uma das maiores potências europeias do século XIX. O livro de Robert K. Massie traça um retrato da vida pessoal e pública de Catarina, com referências às próprias memórias da imperatriz e perfis de personagens importantes em sua vida, como a imperatriz Elizabeth, da Rússia, e seu amante e auxiliar Gregório Potemkin.

Catarina era filha de pequenos aristocratas germânicos – o pai, militar recluso e praticamente ausente, e a mãe, amargurada, carreirista e que nunca a amou. Oferecida para casar, aos 16 anos, com o futuro imperador da Rússia, ela começa então sua amarga trilha rumo à imortalidade e a um lugar no coração do povo russo, que lhe dedicou o afeto que nunca teve na vida pessoal. Extremamente inteligente e carismática, ela conquistou a população russa por ter feito questão de dominar a língua de seu futuro país e ter adotado a Igreja Cristã Ortodoxa como credo, deixando suas raízes protestantes na terra natal.

Tanta dedicação jamais foi suficiente para conquistar o afeto do marido, um homem fraco de mente e saúde, que jamais teve por ela sequer interesse sexual e a desafiava embriagando-se e desfilando abertamente com inúmeras amantes na corte. A ausência de sexo e, por conseguinte, de filhos alarmava a imperatriz Elizabeth, que não tinha herdeiros e via na união do casal a possibilidade de perpetuar a dinastia de Pedro, o Grande, de quem era filha, no trono. A solução não tardou a aparecer: um amante providenciou o rebento, Paulo, primogênito de Catarina. Mas sob o julgo e poder de Elizabeth, jamais lhe foi permitido exercer a maternidade: seu filho foi criado afastado dela e a relação entre os dois ficou abalada para sempre.

A oportunidade de chegar ao poder acontece anos depois, quando Elizabeth falece e o marido de Catarina sobe ao trono como Pedro III. Fraco, ele mergulha a Rússia numa bagunça sem fim e, seis meses depois, é destituído do trono por ela, que participa de um providencial golpe de Estado. Pedro morre misteriosamente dias depois, prisioneiro de aliados da imperatriz e, apesar de a História inocentá-la, Catarina tem o caráter maculado, sendo comparada a uma déspota sanguinária, a exemplo de Ivan, o Terrível.

Paralelamente ao caos absoluto que foi sua vida pessoal, com falta de amor e excesso de amantes – boa parte deles ocupando postos importantes em seu reinado –, Catarina eleva a Rússia ao status de potência. Na época em que subiu ao poder, o país era visto por seus parceiros europeus como exótico e atrasado, como diz o autor, “semiasiático”. Durante o reinado de Catarina, o Império Russo modernizou-se com o apoio de intelectuais iluministas como Voltaire e Diderot, que aconselharam Catarina a investir em educação, arte e cultura. O desenvolvimento não foi apenas cultural. Catarina alargou as fronteiras da Rússia para o sul e para o ocidente, absorvendo a Crimeia, Ucrânia, Bielorrússia, Lituânia e Curlândia, ao custo de conflitos bem-sucedidos com o Império Otomano e a Primeira República da Polônia.

A biografia de Catarina, morta aos 67 anos e sucedida no trono por seu filho Paulo, tem o ritmo de um bom thriller, com a profundidade histórica reconhecida das obras anteriores de Massie e necessária para contar o perfil de uma importante e polêmica figura.

Biografia, Autobiografia, Memórias / História / História Geral

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on 25/1/14


De princípio, imaginei que o livro fosse uma biografia romanceada. Quando percebi que não era bem assim, fiquei um tanto quanto decepcionada e achei que não conseguiria levar a leitura adiante. Ledo engano. De repente, fui vencendo as páginas e me sentindo cada vez mais envolvida na leitura sobre a jovem princesinha germânica que enfrenta anos de solidão até ascender ao trono Russo de assalto. Catarina II é uma mulher esclarecida e sedenta de afeto. Passa longos anos submissa até per... leia mais

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Desejam452
Trocam2
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Lia
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09/11/2012 15:57:03
Paulinha
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17/09/2017 00:08:06