Contos de Aprendiz

Contos de Aprendiz Carlos Drummond de Andrade


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Contos de Aprendiz





Não não é conto. Sou apenas um sujeito que escuta algumas vezes, que outras não escuta, e vai passando. (do conto "Flor, telefone, moça").
Drummond não escreveu muitos contos ao longo de sua carreira. Daí a importância de um livro como este Contos de aprendiz. Publicado originalmente em 1951 (mesmo ano de Claro enigma), o livro seria a primeira investida em larga escala do autor numa obra de ficção. Antes, publicara a pequena novela “O gerente” (que faz parte do volume) em uma modesta edição. Os temas dos quinze contos giram praticamente na mesma órbita de grande parte da poesia do autor: o memorialismo, o relato da vida acanhada no interior do Brasil do início do século XX, a observação do cotidiano mais miúdo, uma ironia gentil, a observação - despida de qualquer sentimentalismo - da inevitável passagem do tempo. Tudo arranjado com delicadeza e inteligência. O autor destes contos busca um estilo ameno, oral-cultivado, em alguns momentos passadista, noutros impregnado de brasilidade. De todo modo, reconhece-se um contista herdeiro dos avanços efetuados pela Semana de Arte Moderna de 1922, principalmente no retrato pouco indulgente da classe média interiorana e no ouvido afiado para o diálogo realista. Algumas das histórias reunidas neste volume se tornariam verdadeiros clássicos da ficção moderna brasileira, como “A salvação da alma”, “O sorvete” e “O gerente”, cativando ainda hoje leitores de todas as idades. Outras merecem ser conhecidas ou revisitadas, pois atestam a maestria de um autor cujos maiores recursos sempre foram a razão e a sensibilidade.

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