Contos Maravilhosos

Contos Maravilhosos Hermann Hesse


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Contos Maravilhosos


Volker Michels (Org.)




"Die Märchen" / Contos de Fadas (1919) — "Contos Maravilhosos": Histórias do Poente e do Levante pela Difel.
Já em 2003, Paulo Rêgo traduziu a colectânea em questão para português, dando-lhe o título Contos Maravilhosos: deambulações fantásticas.

Esta colectânea de contos, compilada por Volker Michels, reúne pela primeira vez todos os contos de Hermann Hesse, desde Die beiden Brüder (Os Dois Irmãos), o seu primeiro trabalho em prosa, escrito aos dez anos (...) Pequenas histórias, escritas em linguagem simples, mas tão cheias de simbolismos e complexas referências que remetem o leitor para universos que transcendem a efabulação porque repletas de sentido filosófico. A fantasia e a visão mágica dos seres e da Natureza aproximam estes contos da prosa poética. Na sua maioria, avulta a problemática essencial de Hesse, nalguns contos tratada de forma muito depurada: a experiência como unificadora do homem e do Universo, a busca de harmonia e unidade do individuo no seu confronto com o Mundo.

"Phantasie und Einfühlungsvermögen", schrieb Hermann Hesse, "sind nichts anderes als Formen der Liebe." So gelingt es ihm ohne Umschweife, den Weg zum Herzen des Lesers zu finden und die ewigen Themen aller Märchen neu zu gestalten: Glück des Liebens, Eitelkeit der Wünsche, Vergänglichkeit und Sehnsucht nach einer kindhaft-wahren Verbundenheit mit allem, was lebt und gedeiht. |...| Die Kunstmärchen gehören zu den beliebtesten Erzählformen der Weltliteratur. Kaum ein deutschsprachiger Autor des 20. Jahrhunderts hat diese Tradition auf vergleichbare Weise fortgesetzt wie Hermann Hesse. Das Spektrum reicht von den Erzähltraditionen Boccaccios und den Geschichten aus Tausendundeiner Nacht bis zu phantastischen Satiren und psychoanalytisch inspirierten Traumdichtungen. Sie modernisieren die klassischen Märchenthemen: Glück und Unglück der Liebe, Eitelkeit der Wünsche, Vergänglichkeit und Sehnsucht nach Geborgenheit. Diese Märchen sind stets lebensbezogen. Das Magische darin zielt auf die Entwicklungsfähigkeit des Menschen, die für Hesse mit der Pubertät durchaus nicht erschöpft ist".

«Hesse foi um dos espíritos que moldaram o nosso século.» – Ralph Freedam, Princeton University.

«Com um estilo muito musical, repleto de belezas, carícias e prodígios, os contos de Herman Hesse são momentos de rara beleza e perfeição na literatura actual.»”–" Expresso.
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http://www.dquixote.pt/pt/literatura/romance-traduzido/contos-maravilhosos/
http://leituras-cruzadas.blogspot.com.br/2014/03/livro-do-mes-contos-maravilhosos-de.html
https://www.nobelprize.org/nobel_prizes/literature/laureates/1946/hesse-facts.html
https://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=3668
https://www.portaldaliteratura.com/livros.php?livro=3920
http://www.estantedelivros.com/autores/herman-hesse
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[Sobre o Autor]: [PREMIO NOBEL DA LITERATURA 1946]
Romancista e poeta alemão, Hermann Hesse nasceu em 1877 na pequena cidade de Calw, na orla da Floresta Negra e no estado de Wüttenberg. Como os pais depositavam esperanças no facto de Hermann Hesse poder vir a seguir a tradição familiar em teologia, enviaram-no para o seminário protestante de Maulbronn, em 1891, mas acabou por ser expulso. Passando a uma escola secular, o jovem Hermann tornou a revelar inadaptação, pelo que abandonou os seus estudos; logo depois começa a trabalhar, primeiro como aprendiz de relojoeiro, como empregado de balcão numa livraria, como mecânico, e depois como livreiro em Tübingen, onde se teria juntado a uma tertúlia literária, "Le Petit Cénacle", que teria, não só grandemente fomentado a voracidade de leitura em Hesse, como também determinado a sua vocação para a escrita. Assim, em 1899, Hermann Hesse publicou os seus primeiros trabalhos, Romantischer Lieder e Eine Stunde Hinter Mitternacht , volumes de poesia de juventude.

Depois da aparição de Peter Camenzind, em 1904, Hesse tornou-se escritor a tempo inteiro. Na obra, reflectindo o ideal de Jean-Jacques Rousseau do regresso à Natureza, o protagonista resolve abandonar a grande cidade para viver como São Francisco de Assis. O livro obteve grande aceitação por parte do público.

Em 1911, e durante quatro meses, Hermann Hesse visitou a Índia, que o teria desiludido mas, em contrapartida, constituído uma motivação no estudo das religiões orientais. No ano seguinte, o escritor e a sua família assentaram arraiais na Suíça. Nesse período, não só a sua esposa começou a dar sinais de instabilidade mental, como um dos seus filhos adoeceu gravemente. No romance Rosshalde (1914), o autor explora a questão do casamento ser ou não conveniente para os artistas, fazendo, no fundo, uma introspecção dos seus problemas pessoais.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Hesse demonstrou ser desfavorável ao militarismo e ao nacionalismo que se faziam sentir na altura e, da sua residência na Suíça, procurou defender os interesses e a melhoria das condições dos prisioneiros de guerra, o que lhe valeu ser considerado pelos seus compatriotas como traidor.

Finda a guerra, Hesse publicou o seu primeiro grande romance de sucesso, Demian (1919). A obra, de carácter faustiano, reflectia o crescente interesse do escritor pela psicanálise de Carl Jung, e foi louvada por Thomas Mann. Assinada nas primeiras edições com o nome do seu narrador, Emil Sinclair, Hesse acabaria por confessar a sua autoria. Deixando a sua família em 1919, Hermann Hesse mudou-se para o Sul da Suíça, para Montagnola, onde se dedicou à escrita de Siddharta (1922), romance largamente influenciado pelas culturas hindu e chinesa e que, recriando a fase inicial da vida de Buda, nos conta a vida de um filho de um Bramane que se revolta contra os ensinamentos e tradições do seu pai, até poder eventualmente encontrar a iluminação espiritual. A obra, traduzida para a língua inglesa nos anos 50, marcou definitivamente a geração Beat norte-americana. 1919 foi também o ano em que Hesse travou conhecimento com Ruth Wenger, filha da escritora suíça Lisa Wenger e bastante mais nova que o autor. O escritor renunciou à cidadania alemã, em 1923, optando pela suíça. Divorciando-se da sua primeira esposa, Maria Bernoulli, casou com Ruth Wenger em 1924, tendo o casamento durado apenas alguns meses. Dessa experiência teria resultado uma das suas obras mais importantes, Der Steppenwolf (1927). No romance, o protagonista Harry Haller confronta a sua crise de meia-idade com a escolha entre a vida da acção ou da contemplação, numa dualidade que acaba por caracterizar toda a estrutura da obra. Em 1931 voltou a casar, desta feita com Ninon Doldin, de origem judaica. Com apenas quatorze anos, havia enviado, em 1909, uma carta a Hermann Hesse, e desde então a correspondência entre ambos não mais cessou. Conhecendo-se acidentalmente em 1926, foram viver juntos para a Casa Bodmer, estando Ninon separada do pintor B. F. Doldin, e a existência de Hesse ter-se-à tornado mais serena.

Durante o regime Nacional-Socialista, os livros de Hermann Hesse continuaram a ser publicados, tendo sido protegidos por uma circular secreta de Joseph Goebbels em 1937. Quando escreveu para o jornal pró-regime Frankfürter Zeitung, os refugiados judeus em França acusaram-no de apoiar os Nazis. Embora Hesse nunca se tivesse abertamente oposto ao regime Nacional-Socialista, procurou auxiliar os refugiados políticos. Em 1943 foi finalmente publicada a obra Das Glasperlernspiel, na qual Hesse tinha começado a trabalhar em 1931. Tendo enviado o manuscrito, em 1942, para Berlin, foi-lhe recusada a edição e o autor foi colocado na Lista Negra Nacional-Socialista. Não obstante, a obra valer-lhe-ia o prémio Nobel em 1946. Após a atribuição do famoso galardão, Hesse não publicou mais nenhuma obra de calibre. Entre 1945 e 1962 escreveria cerca de meia centena de poemas e trinta e dois artigos para os jornais suíços. A nove de Agosto de 1962, Hermann Hesse veio a falecer, aos oitenta e cinco anos, durante o sono, vítima de uma hemorragia cerebral.

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