Deriva

Deriva Adriana Lisboa


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Inúmeras são as entradas e saídas pelas veias (vias, vaus, vagas) abertas deste conjunto de poemas de Adriana Lisboa. Uma travessia em que se podem nomear (como sugere a epígrafe de Rosalba Campra) “sizígias e eclipses e marés que deixam a descoberto velhos naufrágios”. Uma odisseia às avessas, já que os grandes acontecimentos em Deriva, em contraste com os de Homero, podem ser mínimos, magros, “de carnadura digamos plebeian size”. A voz que salta é uma cicatriz no espelho embaçado da escotilha, um corte (de um continente), uma ilha, um coágulo de água, um caroço na transparência dos signos, um grão de sal e mostarda, um dissenso, um alerta, um protesto (para não dizer que não falei de gérberas em outubro de 2018) um mantra ao encontro do nada, um navio em chamas após uma louca jornada.

Trecho do posfácio de Raquel Abi-Sâmara

Literatura Brasileira / Poemas, poesias

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Sobre vivenciar a sensação de estar à deriva [IG: @epifaniasliterarias_]

"Deriva", de Adriana Lisboa, foi meu segundo contato com a autora e as expectativas eram altas, já que li há alguns anos "Sinfonia em branco" (vencedor do Prêmio José Saramago), um livro que me tocou de maneira inexplicável e que é um dos meus favoritos da vida. E digo com tranquilidade que essas expectativas foram superadas. Até mesmo sua obra em prosa é poética, então a experiência com a sua poesia foi encantadora. Entre o momento em que se abre o paraquedas e o instante em que se... leia mais

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Jenifer
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