Do tempo em que voyeur precisava de binóculos

Do tempo em que voyeur precisava de binóculos Luize Valente


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Do tempo em que voyeur precisava de binóculos





O primeiro livro de contos da autora de Sonata em Auschwitz.

Como eram as relações amorosas num tempo offline? Sem internet e rede sociais para aplacar solidões e, muitas vezes, adiar mergulhos profundos nos relacionamentos? É neste universo que se encontram os protagonistas de Do tempo em que voyeur precisava de binóculos. Três histórias ambientadas nos anos 1990 que trazem, com certo humor saudosista, as instigantes relações de personagens com a casa — a sua, a alheia, a metafórica.

Um homem, cansado da solidão entediante do apartamento, começa a observar os moradores do prédio em frente. Ao se apaixonar por uma vizinha decide interferir na vida alheia e acaba por dar uma guinada em seu próprio destino. Uma mulher para quem a imposição da mudança de país, e de casa, leva à libertação do próprio corpo, sexualidade e casamento. Um casal que circula pelos cômodos da casa, onde se encontra literal e emocionalmente preso, e para o qual o incômodo de uma infiltração no banheiro é pretexto para o vazamento de tudo o que nunca é dito.

Fio condutor das histórias, a casa surge como abrigo físico, paredes que resguardam loucuras e obsessões, mas que também aprisionam e se deterioram, como morada íntima que se torna, afinal, alter ego dos próprios corpos.

Contos / Ficção / Literatura Brasileira

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Jenifer
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