Estética da ginga

Estética da ginga Paola Berenstein Jacques


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Estética da ginga


a arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica




Não se trata, para a autora, de construir uma teoria do desenvolvimento arquitetural a partir de uma imagem fictícia (a cabana na floresta, a gruta ou mesmo o abrigo que a vestimenta proporciona), mas de ver e compreender os gestos de envelopamento, uma arte de envelopamento, que pertence antes de tudo, ao universo da dança. Longe está a ideia de que essa arte do envelopamento seja simplesmente colocada de maneira teórica e abstrata para garantir uma gênese da arquitetura; é um artista, Hélio Oiticica, que Paola Berenstein Jacques nos apresenta. Sua obra e sua vida, mescladas servem de modelo vivo para a 'estética da ginga' pela qual, dançando cobrindo e desvelando seu corpo de dançarino, de artista, de favelado, Oiticica evoca ao mesmo tempo aos sambistas das favelas, as próprias favelas, e nos mostra que a origem da obra de arte se modifica a cada instante na vida de uma cidade, de um grupo, de um homem, numa espécie de alegria efêmera. Que a arte seja a origem do desejo de habitar, isso finalmente cabe ao corpo escolher, nos diz a autora, invocando conceitos nômades que são o Fragmento, o Labirinto, o Rizoma, e nos dizendo, ainda, que cabe à estética refletir esse desejo e a ele mostrar o espelho das palavras.

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