Inteligência das coisas cegas

Inteligência das coisas cegas Matheus Rocha


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Inteligência das coisas cegas





"Quem diria que naquele espaço estéril, encardido e pálido do apartamento aquilo ia acontecer – não sei o que aconteceu, e se aconteceu. Tudo isso podia ser só invenção, mera especulação descarnada do plano físico. Mas sabia, desde já, que aquela coisa ia virar referência: ia ser tatuagem, cicatriz, mancha, massa sem fermento ou qualquer coisa que o valha. Eram os olhos abertos, a boca pronunciando e provocando, os lábios se chocando maciamente, e tudo isso se avolumando, se encorpando – condição humana. Não era amor, não é e não será. Amor desumaniza. Era o que tinha que ser. E o que podia ser?”

Contos / Ficção

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Lembrou-me Clarice Lispector
on 5/10/16


Sim! Lembrou-me Clarice. Porque a peculiaridade da prosa poética do Matheus é encantadora, de uma sensibilidade extrema. Caprichosa escrita! Mergulha-se na vida dos personagens e é impossível não fazer parte dos universos que eles apresentam para nós. Eu me senti lendo poesia do começo ao fim em forma de texto. O conteúdo é intenso. Nos faz nos ausentar do nosso cotidiano para mergulhar em outro cotidiano. Inteligência das coisas cegas é um livro recomendado por mim.... leia mais

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Matheus
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29/10/2015 10:27:00