A negra cor das palavras

A negra cor das palavras Alexandra Vieira de Almeida


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A negra cor das palavras





Em A negra cor das palavras, sexto livro de poemas de Alexandra Vieira de Almeida, ela pretende fazer uma leitura sobre os símbolos que permeiam a cor negra e branca, revelando que uma complementa a outra, nas suas simbioses e, ao mesmo tempo, diferenças. Além disso, numa temática social, procura revelar, através da negritude, a potência da língua e da voz de uma raça que foi tão oprimida. Mas como disse Antonio Carlos Secchin, professor emérito da UFRJ e membro da Academia Brasileira de Letras, na quarta capa do livro dela, Alexandra não tem um tom “panfletário”. Busca a partir da expressividade artística e subjetiva dar sentidos diversos à cor negra e branca. Se a cor negra encerra a linguagem a partir da tinta negra, a cor branca também prisma os sentidos a partir do branco da página, um reino cheio de possibilidades. Nuno Rau, poeta, arquiteto e historiador da arte, no posfácio do livro de Alexandra, apresenta a cor negra também como símbolo da melancolia, estando presente através da bile negra, que ela cita em um de seus versos. O ser da escrita se carnaliza por essa dor que aflige os açoitados da história. Se a cor negra está permeada pelo açoite, produzindo aquilo que corta e sangra, a linguagem poética, a escrita, é capaz de fechar o ferimento a partir da cicatriz das palavras. Portanto, negro e branco estão visivelmente imbricados numa cadeia de beleza e lirismo, que percorre os poemas de "A negra cor das palavras".

Poemas, poesias

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"A NEGRA COR DAS PALAVRAS" – DE ALEXANDRA VIEIRA DE ALMEIDA
on 8/3/20


Em 01/09/2017 escrevi uma resenha sobre o livro “Dormindo no verbo” de uma jovem escritora chamada Alexandra Vieira de Almeida: “Na medida em que avançamos na leitura, sentimos que algo lateja naquela poética a demonstrar que a criação literária não se dá pela livre e espontânea vontade de um sujeito, ela é sempre uma emergência, uma irrupção involuntária e arrebatadora. Aquilo que levou Clarice Lispector a escrever em “A descoberta do mundo”: ‘Não, não estou me referindo a procurar es... leia mais

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