Manual tático de sobrevivência aos domingos

Manual tático de sobrevivência aos domingos Juan Pablo Gomes


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Manual tático de sobrevivência aos domingos





Mais do que certo modo de estar no mundo e na linguagem, a poesia de Juan Pablo Gomes, produzida ao longo dos últimos vinte anos, habita aquilo que compõe ambos: os intervalos. No intervalo da fala em que a língua periga não recomeçar em outro dizer ou não alcançar ninguém, uma vez que os poemas se constituem não só para interlocução, mas, sobretudo, para e “por quem não possui obrigação nenhuma de me ler/tomando partido na lida do destino”. Intervalos no mundo a partir dos quais acontecimentos, sujeitos e lugares emergem e se deterioram tanto quanto o que não aconteceu “na queda do precipício que não saltei/antes me dilacerasse esta faca cega que não me desfia”. [...] Não por acaso o livro se chama “Manual tático de sobrevivência aos domingos”, fazendo referência ao dia em que segundo a tradição cristã até o próprio Deus descansou, fez uma pausa, e tornou o próprio gesto da criação intervalar. Sobreviver aos domingos, portanto, nessa poesia, é encontrar o que os domingos tornam disponível: a suspensão na criação que se faz lugar de criação. Não uma criação a partir de um verbo, como na cosmogonia cristã, mas dos espaços entre cada ato verbal, entre o fazer, o ganhar, o perder, entre o acontecer de cada coisa. [Kigenes Simas]

Poemas, poesias

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