O pontal de Deodó

O pontal de Deodó Alexandre Albagli Oliveira


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O pontal de Deodó





Com o fim da saga do cacau, a família de Antônio Fuleiro, batismo que a rua lhe deu, mudou-se para Ilhéus, à beira da Baía do Pontal, na casa vizinha a da família de Bendita. Antônio Fuleiro e Rosena, sua esposa, tiveram quatro filhos: Armelin, dado na feira; Deodó, ignorado; Segundo, a cópia do pai; e a filha, sumida no mundo. A desestrutura familiar foi corrigida com as digitais de Bendita, “coadjuvante de uma história de desassombros”, que juntou os cacos da família vizinha, como se fosse uma sombra, uma agregada: Fuleiro, em sua ruindade, Rosena, em sua omissão. Armelin e a filha, sumidos no mundo, Segundo, o filho predileto, e Deodó, o filho rejeitado, também começaram e/ou terminaram no colo da vizinha. O narrador, filho de Bendita, conta as suas histórias – a dele, a da mãe e a dos irmãos (Dalila, “a desmiolada do Pontal”, e Anastácio, “o mais homem dos homens, mas nasceu para ser menina”) –, e a dos vizinhos, de modo que pareçam partes de um mesmo todo. Se todos têm as digitais de Bendita, é Deodó o (des)encontro entre as duas famílias: “o homem que administra o caos”. No seu entorno, também, outras vidas: Dominique e sua família judia, Astor, Bederréu, entre outros. Quem é o protagonista de nossas próprias histórias? E quem é o protagonista desta história? Neste terreno, como conforto pelo consenso, “a dúvida vem antes da certeza”, conforme o próprio Deodó profetizava.

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