NEGRA

NEGRA landa lopes

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Escrito em 1975, tendo como pano de fundo o amor entre "Negra", mulata filha de lavadeira e Carlos Magno, um branco de alta sociedade, ingredientes que alimentam a luta de classes e principalmente o preconceito racial no Brasil, com competência e talento, Landa Lopes criou um romance onde, a cada capítulo desnuda as facetas do drama vivido pelo negro na luta pela ascenção, tragado, quase sempre, pelo imenso abismo entre a "Casa Grande e Senzala", maquiado pela hipocrisia que caracteriza a miscigenação de nossa decantada democracia racial.

Em "Negra", cuja personagem principal retrata fielmente o perfil da negra brasileira, a escritora consegue extrair o máximo de suas múltiplas qualidades criadoras. Assim, a poetisa, a pintora e a artista se completam de forma harmoniosa para desenvolver o cenário realista que mostra o abismo entre o ideal e o possível para a integração social, política e cultural do negro brasileiro.

Só a junção multicriadora de Landa Lopes pode combinar e reunir o cenário para relatar o drama de Maria da Graça, a Negra, que dá título à obra e despertar no leitor menos engajado a discussão sobre a discriminação racial quase nunca admitida, mas sempre presente no cotidiano do negro, fato por si só auspicioso e digno dos nossos melhores aplausos.

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