Cecília de Bolso

Cecília de Bolso Cecília Meireles
Cecília Meireles


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Cecília de Bolso





Organização e apresentação de Fabrício Carpinejar.

"Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
– não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
– mais nada."

("Motivo")

Este volume reúne 157 poemas de Cecília Meireles (1901-1964), uma das grandes vozes da poesia em língua portuguesa de todos os tempos. "Motivo", "Retrato", "Epitáfio da navegadora", "Canção excêntrica", "Reinvenção", "Ou isto ou aquilo" – o leitor encontrará aqui estes e outros poemas inesquecíveis da mais lírica poeta do modernismo brasileiro, que cantou como ninguém a reinvenção da vida e a serenidade frente à passagem do tempo.

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on 12/7/09


MANHÃ DE CHUVA NA INFÂNCIA (...)Eu sou a menina que vai para a escola Com o seu casaquinho vermelho, E os seus livros forrados de papel azul (...) CANÇÃO Pus o meu sonho num navio E o navio em cima do mar -depois, abri o mar com as mãos, Para o meu sonho naufragar. (...) RETRATO (...) Eu não dei por essa mudança Tão simples, tão certa, tão fácil: -Em que espelho ficou perdida a minha face? SONHEI UM SONHO Sonhei um sonho e lembrei-me do sonho e esqueci-me do sonho e sonhei que proc... leia mais

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