Semíramis

Semíramis Ana Miranda


Compartilhe


Semíramis





Neste romance histórico, marcado pela prosa poética que a consagrou, Ana Miranda refaz a trajetória do escritor José de Alencar.

Com rara habilidade de trazer até o presente o sentimento vivo do passado, Ana Miranda já recriou algumas passagens decisivas da literatura brasileira. No premiado Boca do Inferno, dedicou-se às aventuras do inquieto Gregório de Matos na Bahia do século XVII. No igualmente elogiado A última quimera, debruçou-se sobre a vida e a obra de Augusto dos Anjos (1884-1914). Em Semíramis, é a vez de José de Alencar (1829-1877), ícone do Romantismo brasileiro e protótipo do “homem de letras” do século XIX.

Ana Miranda fez-se íntima da obra e do tempo de Alencar. Sua prosa é marcada por uma levíssima tensão poética, na frase essencial, cortante e delicada, como se cada gesto e palavra estivesse prestes a se evaporar ou dissolver.

Lastreada por ampla pesquisa histórica, a autora não só dá corpo poético às inquietações metafísicas que consumiam o escritor como traça um quadro impecável dos costumes e principais acontecimentos da época: passam por essas páginas as figuras de Gonçalves Dias, Castro Alves e Machado de Assis, a partir das vidas de Iriana e Semíramis, tocadas, cada qual a seu modo, pela figura central de Alencar.

Semíramis possui um vigor poético total, com uma fluência irresistível desde a primeira frase. São páginas que bebem a energia da paisagem física ou psíquica do autor de Iracema, relembradas dentro de uma nova ordem narrativa, na língua original e nas pupilas de Ana Miranda.

Literatura Brasileira / Romance

Edições (1)

ver mais
Semíramis

Similares

(7) ver mais
A Vida de José de Alencar
Senador Alencar
José de Alencar
Como e Porque Sou Romancista

Resenhas para Semíramis (1)

ver mais
Uma história através da História
on 25/1/19


Quando as mãos frias da realidade tocam a pele calorosa da ficção, nasce o romance histórico. No entanto, é necessário mais do que esse encontro para que o escritor possa chegar ao nível no qual o leitor não consiga distinguir entre as duas dimensões (o abstrato e o concreto). Resta também o desafio de que o enredo permaneça sempre sobre a linha tênue que divide o real e o imaginário, não permitindo a visualização da pesquisa histórica realizada para produção da obra. Há-de se notar... leia mais

Estatísticas

Desejam19
Trocam1
Avaliações 4.1 / 17
5
ranking 44
44%
4
ranking 33
33%
3
ranking 22
22%
2
ranking 0
0%
1
ranking 0
0%

38%

62%

Yasmin
cadastrou em:
04/02/2014 14:11:47
Paula Fabiana
editou em:
13/08/2017 16:19:43