Na Minha Pele

Na Minha Pele Kate Holden


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Na Minha Pele





Como uma pessoa inteligente e delicada, vinda de uma infância feliz e de um lar com pais compreensíveis e carinhosos acaba no mundo das drogas e da prostituição? No livro Na Minha Pele, Kate Holden, nascida em 1970 na Austrália, destrincha os caminhos que levam ao submundo. De adolescente tímida à recém-formada em literatura, ela viu-se viciada em heroína e lançada a um mundo de prostituição e pobreza nas ruas e nos bordéis.



Kate Holden, filha de pai cientista e mãe educadora, teve uma infância feliz em Melborne. Na adolescência, míope e tímida, sentia o sabor dos excluídos e os complexos típicos da adolescência. Mais tarde, formou-se em estudos clássicos e literatura - apesar de seu sonho de enveredar pelo mundo da arqueologia - e foi trabalhar em uma livraria. Mas a vida de Kate não ficou só nisso.



A textura e o cenário que lhes cabiam normalmente, de uma menina amada pelos pais e de uma mulher no início de sua carreira profissional, foram destruídos por uma nova rotina de um mundo alucinante e uma rápida descida ao inferno iniciada pelo vício da heroína. Kate se viu protagonista de um mundo de prostituição, escravidão pelo vício, pobreza, emoldurado pela vida nas ruas e nos bordéis, onde recebia mais clientes do que poderia agüentar e imaginar.



O que difere Kate de outras autoras que descrevem suas memórias do mundo das drogas e do sexo, no entanto, é que Na Minha Pele reserva ao leitor uma passagem para uma viagem junto à protagonista que deixa às claras todos os labirintos e obstáculos que mudaram radicalmente o destino da autora, quase destruindo sua vida. Se por um lado sua vida normal até os 20 anos lhe reserva uma visão inteligente, educada e delicada de sua história, por outro também se revela assustador. Se ela, tão comum, pôde ter vivido nas ruas do inferno se drogando e prostituindo, o que faz outras mulheres que conhecemos no trabalho e no supermercado, por exemplo, a não se deixar levar por esse caminho?



Afinal, não foi a necessidade financeira que levou Kate rumo à prostituição, mas o prazer do vício. Kate reina no contraste: sentia prazer em se drogar e uma sensação agradável ao ser admirada pelos homens que pagavam para ter seu corpo. O leitor ainda acompanha Kate em sua viagem de volta do inferno, a mais trabalhosa, dolorida e sábia de todas.

Edições (1)

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Julie, Confissões de Uma Drogada de 15 anos
Noites Italianas

Resenhas para Na Minha Pele (2)

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O abismo das drogas!
on 17/1/10


O livro conta a história sobre a vida da autora. Uma realidade pesada, triste que muitos jovens enfrentam devido a curiosidade de usar drogas. O que chama a atenção é que Kate vem de uma família de classe média, bem estruturada, morando em uma casa onde todos se dão bem, amam os livros e não tem problemas de violência familiar. Seus pais são atenciosos e lhe deram condições de estudar e se formar. Kate foi uma adolescente tímida, por sentir-se excluida foi se envolvendo com companhias ... leia mais

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Dany
cadastrou em:
18/07/2009 14:38:53