Middlesex

Middlesex Jeffrey Eugenides


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Calliope Stephanides, um hermafrodita que foi criado como menina mas que é, na verdade, homem. Não se trata, entretanto, de um livro polêmico, sofrido ou deprimente. Aos 41 anos, Calliope conta sua controvertida história com um bom humor delicioso. O narrador faz de sua trajetória pessoal uma saga de três gerações ao longo do século XX, começando por seus avós, os gregos Lefty e Desdemona. Os dois eram irmãos, mas também eram primos em terceiro grau e, por isso, resolveram fazer vista grossa para o grau de parentesco mais próximo e se casaram. Tudo em nome do amor e de uma atração física irreprimível. Depois de imigrar nos EUA, o casal começa a procriar, sempre com um medo terrível de gerar um monstro que lhe servisse de castigo pelo incesto. Mas seus filhos nascem saudáveis. Um deles, Milton, se tornaria o pai de Calliope.


Milton se casa com Tessi, sua prima. É claro que essa salada genética tinha de dar errado em algum momento. Após dar à luz Capítulo Onze, seu primogênito, Tessi deseja ardentemente ter, em seguida, uma menina. Ela e o marido fazem o que podem para conseguir isso, nos anos 50, e eis que nasce a garotinha tão desejada. Ou pelo menos eles juram que é uma garotinha. Até o médico pensa que é uma menina. As pessoas não costumam ter dúvida sobre essas coisas, geralmente tão óbvias. Eles levariam 14 anos para descobrir que tiveram dois meninos, e não um casal.


Calliope é criado com toda a doçura cor-de-rosa do mundo feminino. Mas pouco a pouco vai se tornando um bocado esquisito para uma menina. Na adolescência, não fosse o cabelo comprido e os vestidos, ninguém diria estar diante de uma garota. Ainda assim, não há quem questione seu sexo. Sua primeira experiência sexual com um homem acontece na marra e é um desastre. Calliope começa a se sentir atraído pelas mulheres e arruma uma namorada, em segredo, para que o escândalo não fosse descoberto. É nessa época que seu médico descobre o equívoco: geneticamente, Calliope é homem, só que com uma genitália do tipo que se costuma chamar de hermafrodita. E ele realmente se sente homem, apenas reprimia sua natureza pelo fato de sempre ter pensado que era mulher. Por isso, ele decide reconstruir sua vida em outro lugar, longe de todos.


Por incrível que pareça, Middlesex é leve e engraçado. Com este livro, Jeffrey Eugenides se consagrou como um grande contador de histórias e conseguiu agradar tanto à crítica quanto ao público – o livro recebeu excelentes resenhas do New York Times e da New York Observer, dentre outras publicações de prestígio, e tem figurado nas listas de mais vendidos em diversos países, como Alemanha, Itália e Grécia. Tomara que não seja preciso aguardar mais dez anos pelo lançamento de mais uma jóia literária assinada por Eugenides.


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Um livro incrível, que não cabe bem nas definições que usamos habitualmente. Romance? (tem, e como!) Saga familiar? Romance de formação? Drama? Sátira?... É tudo isso e mais além. A personagem principal, um (uma?) hermafrodita, em tese reduziria muito a questão da empatia do leitor por identificação... Pois o que acaba acontecendo é justamente o contrário: Calliope desperta os mais profundos sentimentos no leitor, que ri de suas observações sagazes, se condói com suas dores e frust... leia mais

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Yasmin
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18/09/2009 11:37:24