Invasores do Texto

Invasores do Texto Henry Jenkins


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Invasores do Texto


Fãs e Cultura Participativa




“Caiam na Real”: foi o que William Shatner disse aos fãs de Jornada nas Estrelas. Invasores do Texto, contudo, defende os fãs já vivem “na real” – no caso, uma complexa subcultura que encontra recursos na cultura comercial mas remaneja-os para servir a outros interesses. Henry Jenkins rejeita os estereótipos do fã ingênuo, do fã socialmente deslocado e do fã consumidor sem cérebro, buscando representar os fãs como produtores ativos e peritos em manipular os significados dos programas que assistem. Eles são como nômades invasores, que constroem sua cultura a partir daquilo que tomam de empréstimo, como uma comunidade social alternativa definida por suas preferências culturais e práticas de consumo.

Escrito da perspectiva de quem vive internamente a esta cultura e com exemplos fecundos derivados de artefatos dos fãs, Invasores do Texto faz um relato etnográfico da comunidade fã, suas estratégias interpretativas, suas instituições sociais e práticas culturais, e a conturbada relação que esta tem com a mídia de massa e o capitalismo consumista. Fundamentado na obra de Michel de Certeau, Jenkins apresenta como fãs de Jornada nas Estrelas, Blake’s 7, The Professionals, A Bela e a Fera, Starsky e Hutch: Justiça em Dobro, Missão Alien, Twin Peaks e outros programas de TV de sucesso exploram estes produtos culturais como base para literatura, música, vídeo e interação social.

Dirigindo-se tanto a acadêmicos quanto a fãs, Jenkins constrói uma forte argumentação a favor da riqueza da cultura fã como reação popular à mídia de massa e como desafio às tentativas que os produtores empreendem de controlar o significado textual. Invasores do Texto guia os leitores ao longo de questões problemáticas sobre o consumo popular, os gêneros textuais, os gêneros sexuais, a sexualidade e a interpretação, documentando práticas e processos que desafiam pré-concepções básicas da teoria contemporânea da mídia.

Em complemento ao texto original, a edição atualizada traz uma nova entrevista entre Henry Jenkins e a pesquisadora Suzanne Scott, na qual o autor reflete sobre mudanças na sua área de pesquisa desde o lançamento original de Invasores do Texto, em 1992. Além disso, o guia didático elaborado por Louisa Stein auxilia professores trazendo sugestões para utilização de Invasores do Texto na sala de aula contemporânea, com perguntas de estudo que incentivam estudantes a pensar a cultura fã diante de questões como o capitalismo consumista, gêneros textuais, gêneros sexuais, sexualidade e outros temas.

Comunicação

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05/10/2015 18:28:30