Um horizonte de vermelho e corvos

Um horizonte de vermelho e corvos Bruno Magno Alves...


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Um horizonte de vermelho e corvos





Há um espaço entre o vácuo e o vazio onde jazem as ruínas de mundos esquecidos. Aqui não há sol ou lua, chuva ou seca, nuvens ou estrelas nos céus vermelhos e cinzentos que presidem sobre esses dias longos e infinitos. Há os períodos entre uma dormida e a outra, entre uma caçada e a última, uma refeição e a próxima. Há os momentos entre o descanso e a ação, as conversas e os silêncios, entre os prédios, os lugares, os pequenos rios parados.

Se olho para um lado, posso ver uma montanha ou uma torre, um milharal ou um cemitério, um oceano ou um deserto. Se olho para o outro, vejo minha mentora com um sorriso no rosto, mãos nos bolsos de seu casaco enorme, andando ao seu trote rápido com uma expressão de quem ainda não decidiu o que fazer da vida.

Sob o horizonte vermelho e os grasnados dos corvos que atormentam meus sonhos, caminho com minha amiga sobre a terra batida dos domínios da entropia. Estamos no centro do universo. No lixão dos mundos mortos. Aqui há apenas as ruínas, eu e ela... e aqueles que nos perseguem.

Fantasia / Horror

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Bruno
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12/10/2015 12:25:53