Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições3
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas0
    • Leitores85
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Pequod -

    Vitor Ramil

    Artes e Ofícios
    1995
    120 páginas
    4h 0m
    ISBN-10: 8585418559
    Português Brasileiro
    3.4
    33 avaliações
    Leram58Lendo2Querem21Relendo0Abandonos4Resenhas0
    Favoritos1Desejados21Avaliaram33

    Um avô e uma avó, um pai e uma mãe, o filho e as filhas. Principalmente um filho e seu pai. Uma cidade ao Sul, outra ainda mais ao Sul; una playa uruguaya e um navio há anos afundando. Uma raiz remota na Galícia. A poesia, o tango, o delírio metódico da criação, o Dr. Fiss. Muitos dias frios, muitos chuvosos. O quarto das aranhas. A sala dos espelhos. Goteiras pela casa toda e um relógio na parede da saleta. O filho relembra, ou julga relembrar, a história do pai. A sua história com o pai. O filho conta a experiência da perda: da ingenuidade, da infância, da lucidez do pai, do próprio pai. O filho se percebe um satélite do pai. O filho recorta um pedaço do tempo para contar, rememorar, digerir a experiência. Com tais ingredientes Vitor Ramil lida para criar esta novela única no cenário recente do país. Claro, ninguém duvidava que o autor de tantas canções geniais fosse capaz de criar literatura -que, como sabemos, também é um jeito de dizer. Com um pé na disciplina aprendida no universo da canção popular, outro na inventividade característica de seu trabalho ousado e renovador, Vitor é aqui um artista da palavra, para além dos limites do pop. Obra de arte, Pequod significa mais do que alcançamos dizer. Aqui está a "estética do frio", fórmula de Vitor para enunciar o diálogo concentrado e infinito entre o pampa ondulado e aberto e a cidade ao sul da América. Aqui está a inteligência da loucura, que Vitor personificou em vários momentos, em Joquim, no Barão de Satolep, nos "loucos de cara". Aqui está uma reflexão artística sobre o tempo, este senhor tão bonito que Ahab presumia controlar e que o narrador quer entender. Aqui está a loucura da inteligência, nas metáforas destemidas da narração, no poder despudorado e involuntário de Ahab, na delicadeza sofrida do filho. (Não esquecer: Ahab, o obstinado Capitão do navio Pequod, que Herman Melville fez existir para caçar Moby Dick.) Coração na mão, palpitante, o narrador nos conduz neste percurso tão dolorido e tão inescapável da busca da diferença (e da afirmação da semelhença). E quando nos diz, a horas tantas - "E se foi, pronto e maduro para seu destino, antes que percebêssemos que se tinha ido" -, aí então nos damos conta de quão próximos estávamos deste Ahab, que a memória não apaga, e Pequod eterniza. Luis Augusto Fischer

    Edições (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 33
    • 5 estrelas12%
    • 4 estrelas36%
    • 3 estrelas33%
    • 2 estrelas15%
    • 1 estrelas3%
    Vitor Ramil  profile picture

    Vitor Ramil

    Vitor Ramil nasceu em Pelotas, Rio Grande do Sul, em 7 de abril de 1962. Iniciou sua carreira artística como músico, compositor, letrista e cantor na década de 1980, tendo gravado seu primeiro disco, Estrela, Estrela, aos 18 anos. Na década de 1990, afastou-se dos estúdios para dedicar-se exclusivamente aos shows, apresentando-se muitas vezes na pele de um personagem pálido e corcunda, o divertido Barão de Satolep. É nesse cotidiano de música, poesia e teatro que Vitor Ramil começa sua carreira de escritor, lançando a novela Pequod (1995), ficção criada a partir de passagens de sua infância, da relação com o pai, de andanças pelo extremo sul do Brasil e pelo Uruguai. Esse contexto fez com que o autor começasse a refletir sobre sua identidade de sulista e sua própria criação através do que chamou de “a estética do frio”. A busca desta deu-lhe a convicção de que o Rio Grande do Sul não estava à margem do centro do Brasil, mas sim no centro de uma outra história. Foi a partir dessa ideia que Vitor Ramil tornou-se um dos renovadores da “milonga”, gênero musical comum ao sul do país, Uruguai e Argentina, ao qual dedicou seu disco Ramilonga (1997), afinidade com as invenções mais radicais da cena artística contemporânea. Ramil já lançou sete discos e tem canções gravadas por nomes internacionais como Mercedes Sosa e Jorge Drexler. Satolep Sambatown (2007) é seu mais recente trabalho ? ele venceu o Prêmio Tim de Música 2008, na categoria Melhor Cantor por Voto Popular.

    6 Livros
    18 Seguidores

    Vitor Ramil