Velhos Suicidas

Velhos Suicidas J. L. Silva


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Velhos Suicidas





Sonetos, haicais, versos livres: a forma que compõe Velhos Suicidas é diversa, revelando a polivalência de J. L. Silva ao unir com amor e morte os mais variados pensamentos do poeta errante. Variados os temas, mas sempre convergentes na pergunta e na dor que o poeta carrega. Desta forma, ora metrificados, ora livres, os poemas são invariáveis na qualidade de sua composição e na expressividade de sua significação. O flerte com a poesia concreta é brilhante, e vem com a elegância de um autor cuja melancolia e certa ternura faz lembrar Bandeira, aqui já homenageado, como tantos outros.
No eu lírico destes versos, nós, leitores, temos um comparsa, um amigo com quem dividimos nossas angústias e incertezas. Apesar da contemporaneidade pulsante, muito bem-vinda, há espaço de sobra para o clássico, intertextualidade com Machado e Shakespeare; em Um soneto ou versos inacabados J. L. Silva até terminou o poema começado pelo ciumento Bentinho, e o poema Na minha cabeça não há lugar para morcegos interpreta esse sentimento com perspicácia inigualável.
Velhos Suicidas revela-nos não só um poeta original, mas também um escritor contemporâneo versátil, conhecedor do ofício que realiza com estilo próprio; portador da vocação sublime, o chamado das musas.

Caio Henrique Solla é formado em Letras: Português e Inglês pela Universidade de Sorocaba (Uniso) e autor dos livros Bandarilhas (Patuá, 2013) e Salinger (Penalux, 2015).

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John Lennon nasceu com nome de artista; mas, muito mais importante do que isso, sustenta um dom louvável, que é o da escrita criativa. Com originalidade invejável e esforço reconhecido, o jovem autor conquista mais um sonho: o de seu primeiro livro, uma coletânea de poemas, a qual assina como J. L. Silva. Em seus versos poéticos, de estilo próprio e rimas escolhidas cautelosamente, esse “homem das letras” (antonomásia com que se identifica) registra momentos marcantes de sua vida artística e pessoal – não os de evidência externa, mas os quais seu subjetivismo apreendeu. “Velhos suicidas” não é um amontoado de palavras melodramáticas; é o registro de nascimento e desenvoltura de um escritor contemporâneo que merece ser apreciado. Tal compilação de poemas, em suma, é uma “carta aberta” (como ele próprio aponta) transmitida por um eu lírico que só tende a abrilhantar a literatura nacional.

João Paulo Hergesel, escritor e doutorando em Comunicação.

Poemas, poesias

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