Cadela Prateada

Cadela Prateada Líria Porto


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Cadela Prateada





A musa dos poetas é a alegoria de toda a sua inspiração. Para Líria Porto a lua é aquele imenso corpo suspenso no céu, que com sua luz incendeia as suas sensibilidades permitindo-lhe criar os seus versos, que são tecidos pelo reflexo resplandecente dos raios da lua prateada. A autora refere-se as demarcações temporais trazidas pelos corpos celestes, lua e sol, na divisão de noite e dia, para construir sua poesia, inspirada pelo calor da manhã ou pelo frio da noite, desta maneira suas alegorias reinam pelos domínios criados pelas estrelas do céu. Em seu poema “perdição” a lua é descrita como uma sedutora, cujos alcances magnéticos roçam pela poeta como a despertar-lhe desejos “ e essa lua portenha / a infiltrar-se nas brenhas/ eu finjo não a desejo”. A poeta inclina suas impressões para as sensações despertas na contemplação dos períodos de dia e noite, em “coleção” a autora diz “ quero espero/ flagrar o amanhecer e num gesto súbito guardar o lusco-fusco no bolso”. Nestes trechos as cores esparramadas no céu são destacadas em sua beleza, cuja mistura de tons impressiona a poeta. A linguagem da autora é simples, mas possui ritmo e rima, entra sem bater a casa é tua/ deita em minha cama e dorme/ esquece das agruras”. O raciocínio trazido pela poeta é direto, desta maneira as palavras não se opõem para completar sentidos lógicos diferenciados, mas entregam ao leitor o prazer do ritmo composto pelo casamento de palavras bem selecionadas. Este conjunto de frases cuja sonoridade se encaixa traz um conteúdo que se balanceia na aquarela de imagens celestes. A Cadela Prateada da autora “na quina da rua/ a tonta da lua/ fazia ponto” é a Lua, hora a musa que traz a poesia, ora a cadela que vem incendiar os homens com desejo noturnos.

Literatura Brasileira / Poemas, poesias

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Dedicado à lua
on 19/10/17


A musa dos poetas é a alegoria de toda a sua inspiração. Para Líria Porto a lua é aquele imenso corpo suspenso no céu, que com sua luz incendeia as suas sensibilidades permitindo-lhe criar os seus versos, que são tecidos pelo reflexo resplandecente dos raios da lua prateada. A autora refere-se as demarcações temporais trazidas pelos corpos celestes, lua e sol, na divisão de noite e dia, para construir sua poesia, inspirada pelo calor da manhã ou pelo frio da noite, desta maneira s... leia mais

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