Gravidade Zero

Gravidade Zero Alexandre Guarnieri


Compartilhe


Gravidade Zero





Em 1969, quando David Bowie lançou Space Oddity, um de seus maiores sucessos, ele jamais imaginou que a história fictícia de Major Tom, o astronauta solitário que sai flutuando pelo espaço depois de perder a comunicação com a Terra, pudesse servir de inspiração para um vasto trabalho artístico.

O recém-lançado Gravidade Zero (Editora Penalux), de Alexandre Guarnieri, escritor e vencedor do prêmio Jabuti em 2015 por Corpo de Festin, conta a história de um astronauta perdido que decide escrever poemas sobre o que pode testemunhar em sua viagem pelo espaço, além de fazer uma reflexão sobre a vida que deixou para trás na Terra. “Foi o meu interesse pela ficção científica que ligou Bowie à poesia. Lembro de sua fase interplanetária, com roupas extravagantes e aparência extraterrestre. Eu já tateava na produção de alguns poemas, tangenciando meu afeto pelos filmes sci-fi, HQs com sagas cósmicas e imaginação de uma viagem pelos confins da galáxia. O livro, no entanto, trata também de estranhamento e solidão de um homem perdido nas estrelas e isso me levou a pensar em como podemos ser alienígenas para nós mesmos”, diz ele em entrevista ao Estado.

Com poemas delicados e textos que externam os sentimentos mais genuínos do então astronauta, Gravidade Zero traz, também, questionamentos pertinentes sobre a vida e o quanto ela pode ser complexa em algumas situações. “Em determinado ponto do livro, atravessado por uma narrativa biográfica, fiz do próprio Major Tom um heterônimo e é com a voz dele que propus poemas escritos por um viajante perdido, longe de tudo que um dia conheceu, testemunhando maravilhas além da sua compreensão e experimentando um medo inédito, questionando a si mesmo e enlouquecendo em rota de colisão com a própria extinção”, complementa.

(João Paulo Carvalho, O Estado de S.Paulo)

Poemas, poesias

Edições (1)

ver mais
Gravidade Zero

Similares

(1) ver mais
outono azul a sul

Resenhas para Gravidade Zero (5)

ver mais
Natureza e artifício em Gravidade zero, de Alexandre Guarnieri
on 12/6/17


Alexandre Guarnieri, em seu terceiro livro de poemas, Gravidade zero, consubstancia o máximo da expressão da arte, não em ser uma “estilização” de temas ligados a outros saberes com termos científicos sendo metaforizados, mas em apresentar o elo invisível que existe entre a densidade das metáforas vibrantes com a frieza de uma linguagem científica e objetiva. Revelando uma escatologia, com sua destruição e fim, o poeta, paradoxalmente, produz vida em algo ligado à sua instrumentalidad... leia mais

Estatísticas

Desejam
Informações não disponíveis
Trocam
Informações não disponíveis
Avaliações 4.5 / 6
5
ranking 67
67%
4
ranking 17
17%
3
ranking 17
17%
2
ranking 0
0%
1
ranking 0
0%

55%

45%

Penalux
cadastrou em:
12/06/2017 10:16:29
Penalux
editou em:
12/06/2017 10:21:05