Almas Mortas

Almas Mortas Nikolai Gógol


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Almas Mortas





"'Almas Mortas' e 'O Inspetor Geral', de Gogol, constituiram dois marcos extraordinários na história da literatura russa. Ali, até o início do século XIX, as obras formadoras e dominantes da língua haviam sido as do poema e da épica, sobretudo as de Lomonossov e as de Puschkin. Com Gogol, a prosa adquiriu o status de arte e a realidade do país revelou-se, com o espanto de muitos, para além de sua aparente leveza de burla, um retrato amargo, impiedoso e grotesco da sociedade.

Por isso mesmo, a idéia central do romance, sugerida por Puschkin após a leitura de uma nota jornalística, permitiu a Gogol pintar brilhantemente uma enorme variedade de personagens, cuja força reside em seu poder de caracterizado do universal pelo específico, o que levou Puschkin a dizer, apesar de toda comicidade ali destilada: 'eu não ri, chorei; Deus, como é triste a nossa Russia'. Assim, a denominação 'almas mortas' constitui não apenas a metáfora de um golpe ou de uma prática ardilosa no regime czarista, mas ainda uma expressão de até onde pode ir o decaimento do espírito humano, a contradição em que ele pode entrar com todo o padrão ético e fundamento religioso da existência. Este duplo retrato é o que certamente torna perene a obra, o riso 'gogoliano' que, até hoje, chega ao leitor, não só em sua textualidade autoral, como no rastro que deixou na literatura de Turguêniev, Dostoiévski, Babel, na poesia e no teatro, o que representa, sem dúvida, o signo maior da visão e da força de linguagem deste escritor russo-ucraniano" -- N. Cunha e J. Guinsburg.

Ficção / Literatura Estrangeira / Romance

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Resenhas para Almas Mortas (55)

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on 14/12/10


Escrevo - ainda extasiada - sobre esse livro de magnitude infinda! Aliás, as muitas páginas incompletas me roubaram palavras para descrevê-lo. Maravilhoso? Acho pouco! É divino! E é tão, mas tão bom que não precisa ter final para ser admirado. Algumas partes finais da história ficam um pouco desconexas devido à perda de páginas do manuscrito, mas isso é pouco-quase-nada. Gógol tem o dom da escrita. Sabe narrar e enlevar como ninguém. Sabe dissecar a alma humana. Sabe apontar defeitos. ... leia mais

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Desejam343
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Gabriel
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16/01/2009 01:49:44
Cardoso
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12/01/2018 03:19:13