Almas Mortas

Almas Mortas Nikolai Gógol


Compartilhe


Almas Mortas





"'Almas Mortas' e 'O Inspetor Geral', de Gogol, constituiram dois marcos extraordinários na história da literatura russa. Ali, até o início do século XIX, as obras formadoras e dominantes da língua haviam sido as do poema e da épica, sobretudo as de Lomonossov e as de Puschkin. Com Gogol, a prosa adquiriu o status de arte e a realidade do país revelou-se, com o espanto de muitos, para além de sua aparente leveza de burla, um retrato amargo, impiedoso e grotesco da sociedade.

Por isso mesmo, a idéia central do romance, sugerida por Puschkin após a leitura de uma nota jornalística, permitiu a Gogol pintar brilhantemente uma enorme variedade de personagens, cuja força reside em seu poder de caracterizado do universal pelo específico, o que levou Puschkin a dizer, apesar de toda comicidade ali destilada: 'eu não ri, chorei; Deus, como é triste a nossa Russia'. Assim, a denominação 'almas mortas' constitui não apenas a metáfora de um golpe ou de uma prática ardilosa no regime czarista, mas ainda uma expressão de até onde pode ir o decaimento do espírito humano, a contradição em que ele pode entrar com todo o padrão ético e fundamento religioso da existência. Este duplo retrato é o que certamente torna perene a obra, o riso 'gogoliano' que, até hoje, chega ao leitor, não só em sua textualidade autoral, como no rastro que deixou na literatura de Turguêniev, Dostoiévski, Babel, na poesia e no teatro, o que representa, sem dúvida, o signo maior da visão e da força de linguagem deste escritor russo-ucraniano" -- N. Cunha e J. Guinsburg.

Ficção / Literatura Estrangeira / Romance

Edições (13)

ver mais
Almas mortas
Almas Mortas
Almas Mortas
Almas Mortas

Similares

(41) ver mais
A carruagem
Lições de literatura russa
O Nariz / Diário de um Louco
O Retrato

Resenhas para Almas Mortas (61)

ver mais
on 18/7/20


Normalmente, clássicos são dramáticos, românticos, intimistas... mas, Almas Mortas engana pelo título. Ele não é nada disso. Na minha opinião, esse livro é duas coisas: hilário e deprimente, porque trata sobre corrupção. Corrupção estatal, social, vínculada a todo e qualquer mecanismo econômico. Corrupção individual, desmoralizadora, que transforma os seres humanos em deboches de si mesmos. O personagem principal, Tchitchikov, é um canalha de marca maior. Não aquele consciente... leia mais

Estatísticas

Desejam352
Trocam11
Avaliações 4.1 / 938
5
ranking 43
43%
4
ranking 36
36%
3
ranking 18
18%
2
ranking 3
3%
1
ranking 1
1%

40%

60%

Gabriel
cadastrou em:
16/01/2009 01:49:44
Cardoso
editou em:
12/01/2018 03:19:13

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com a Política de Privacidade. ACEITAR