A obscena necessidade do verbo

A obscena necessidade do verbo Letícia Palmeira


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A obscena necessidade do verbo





O amor, os relacionamentos, o mundo, coisas que se movimentam conforme o tempo corre e abalam consigo o interior dos homens. A de se dizer que o olhar etéreo em relação aos conflitos humanos pertence à essência da alma feminina.
Letícia Palmeira traz para sua narrativa aquilo que de mais sutil consegue capturar do cotidiano. Existe uma amargura contida nos relatos da protagonista-narradora, que vão brotando das impressões que ela tem sobre coisas quase invisíveis; um café com adoçante, uma limpeza dos cristais.
No livro, a narradora desabafa para uma mulher que limpa sua casa, a qual por sua vez faz apenas o papel de ouvinte, à moda de uma terapêuta, como se a autora cresse que as palavras podem libertar a alma das incompletudes sentidas e causadas pelas dificuldades de se relacionar com o outro.
As sentenças que a autora utilizou são curtas e conseguem sequenciar a variedade de sensações e pensamentos sentidos por ela, como se fosse a própria mente que estivesse entregando aos leitores a gama de impressões que preocupam a cabeça na narradora.
As palavras escolhidas pela escritora para expressar principalmente sentimentos e devaneios encaixam-se umas sobre as outras de modo sutil, transmitindo grandes filosofias e compreensões sobre os acontecimentos do mundo, de forma simples e sintética.

Ficção

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