Alucinações Paralelas

Alucinações Paralelas Assis Coelho


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Alucinações Paralelas





Os contos de Assis Coelho falam do homem e de sua condição de ser sofredor, ao mesmo tempo que, ambiguamente, destaca a visita do amor a este ser de condições múltiplas. A memória aparece como grande suscitadora da saudade, fazendo-se companhia permanente dos protagonistas. As reminiscências de outras terras, de outras modas, falam de contextos antigos, mas que, se marcaram como ponto de virada de séculos, tornando-se épicos por demarcarem a mudança de antigas formas de se relacionar e de pensar. Houveram tempos negros como os momentos da Ditadura, no entanto, as forças da juventude se levantaram para reverenciarem novas formas de pensamento, trazendo mais leveza em relação à solidez da geração anterior.

O amor e a música unem-se formando válvulas de escape contra a realidade da solidão e da melancolia, algumas vezes, o amor chega a ser desejado tão intensamente que vem manifestado na forma de alucinações, tidas por um personagem de pensamentos suicidas. Em outros momentos, porém, sua vinda é sutil e casual, acontecendo naturalmente num contexto rotineiro, como o da primeira viagem do avião.
O contexto histórico, os passeios e aprofundamentos pelo íntimo de personagens aflitos, são adocicados com o soar das músicas de Belchior, sendo assim, enquanto a memória puxa lembranças dolorosas, ou o vazio do apartamento reflete vacuidade total de afetos, vem o som da música que canta a vinda de dias melhores trazendo a beleza da esperança, “ o nosso consolo é saber que seu canto torto / Feito faca corte nossa carne, deixando-nos / cheios de esperança e fé de dias melhores”.

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