O Livro de Nada

O Livro de Nada Marlus Alvarenga


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O Livro de Nada





É, foi bem assim quando disse caladinho que não me amava, Era um salto, uma jornada de dor, um caminho sem volta. Entre os muros sem esquinas eu via o cinza claro,

os vultos sem talento torpes corpos entre multidões de assalariados passando com suas vestes sérias, depressa, depressivos, entorpecidos por salários e cansaço, como ave fora do ar. Muitas cidades se destroem ao redor do vulto do gato, que atroz se dispõe a espreita das asas, cálido esperando o prazer da presa passar. O animal, voluptuoso, é como água. Como rio que lamifica o homem, etéreo, vasto simples e ignoto. (...)É, não sei ser Ipê feroz, demonstrando beleza quando tudo é poeira e cal, segurança quando tudo quebra o teto azul.

Série de prosas poéticas intimistas, existencialistas e intensas. Compreende um recorte de textos feitos entre 2014-2017, durante crises, promessas, desapegos, sofrimentos e indagações. Um soco poético.

Poemas, poesias

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Editora Killa
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