Afrodite

Afrodite Pierre Louÿs


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Afrodite


Romance de Costumes Antigos




Aphrodite foi catalogado como um romance de costumes antigos, licencioso para os padrões da época (sec.XIX), mas que contribuiu largamente para a consolidação da reputação internacional do Autor, não só pela qualidade da escrita como também pela fidelidade à mentalidade da época, relativamente à sociedade ateniense, num Egipto helenizado. A abundância da descrição dos ritos e tradições antigas foi colhida através das suas inúmeras traduções de obras clássicas, destacando-se a tradução de Diálogos das Cortesãs, de Luciano de Samosata. Muitas dessas obras foram impedidas, pelos padrões morais da época, de ser publicadas. Este é um dos motivos pelos quais tanto a obra, como o nome do Autor permanecerem, de certa forma, relegados para a obscuridade. Algumas obras mais ousadas tiveram, inclusive, de ser publicadas sob pseudónimo por atacarem a moral sexual da época.

A personagem principal é uma hierodula ou cortesã sagrada, uma jovem sacerdotisa de Aphrodite, que exerce a sua profissão na cidadela pertencente ao templo da Deusa. Crísia, Crisis ou Criseida é, na realidade, uma jovem originária da Galileia, raptada aos doze anos, por mercadores que a vendem no bairro sagrado, onde passa a ser muito requisitada, pela longa cabeleira loira, pelo azul sombrio do olhar e pelas feições muito semelhantes às das jovens atenienses. Crisis incarna aquilo que os homens, desde sempre, mais admiram e temem nas mulheres: o poder da sua beleza. Que, na jovem galileia de aspecto arcadiano, atinge um nível muito próximo da perfeição, a ponto de quase a confundirem com a própria Deusa. Sem falar na particularidade de a jovem incarnar, também, o estereótipo negativo da personalidade feminina: inveja, cobiça, fome de poder, um ego desmesurado e uma marcada ausência de escrúpulos na utilização do seu poder para manipular a consciência masculina através do Desejo.

Crisis é o tipo de mulher que coloca a própria vontade e o poder da sua beleza acima do bem e do mal. Por Crisis e pela sua semelhança com a Deusa, o escultor Demétrios, esquece todos os princípios éticos e comete os maiores crimes, inclusive o assassínio e o sacrilégio.

O que é mais impressionante nesse livro é como ele é pouco divulgado, sendo uma história que dá água na boca.






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Cesar
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22/01/2009 19:51:36