Poemas da Cabana Montanhesa

Poemas da Cabana Montanhesa Saigyo


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Poemas da cabana montanhesa é a primeira antologia de Saigyo; em português e reúne 135 poemas medievais japoneses. A antologia original continha 1571 composições em sua primeira compilação. Todos os poemas são tankas, forma poética tradicional japonesa composta por cinco versos que totalizam 31 sílabas. O primeiro e o terceiro versos devem ter cinco sílabas e o segundo, o quarto e o quinto sete. Os temas são contemplativos em sua maior parte, por terem sido compostos durante as viagens que o poeta realizou aos lugares sagrados do Japão. Também comparecem como assuntos o abandono do mundo e a dificuldade de desapegar-se às paixões, o pensamento budista, a admiração pela natureza. Os poemas de Saigyo; buscam a simplicidade e admitem a abordagem de cenas cotidianas e objetos corriqueiros, segundo a ideia de que nenhum objeto é tão simplório ou tão sublime que não possa ser tratado poeticamente. As ilustrações são sumiês, um tipo de pintura japonesa, feitas por Tova Cohen, esposa do tradutor. Uma introdução bastante extensa situa muito bem o período histórico do poeta.



Saigyo; (1118–1190), cujo nome de batismo é Sato; Norikiyo, nasceu em uma família de samurais. Quando jovem segue a carreira militar, mas aos 23 anos, em 1141, abandona a vida na corte e torna-se monge. Recusa seu nome secular, Norikiyo, e tenta vários nomes budistas antes de, finalmente, se fixar como Saigyo. Inicialmente, é treinado no quietismo da seita Tendai e, mais tarde, passa para a de Jodo. Leva a vida viajando – alternando longos períodos de autoprivação intencional em selecionados sítios isolados nas montanhas para a prática de austeridades budistas, com três prolongadas peregrinações a áreas muito remotas, e com outras viagens mais curtas e retornos ocasionais à capital Quioto, para participar de cerimônias imperiais. Em 1147, começa seu primeiro grande empreendimento – a longa viagem ao extremo norte do país. Em 1168, agora com 51 anos de idade, sai para sua segunda peregrinação, desta vez à ilha Shikoku. Consta ter vivido períodos em Ise, o mais sagrado sítio do xintó, e em Yoshino, próximo ao monte Koya.



Nissim Cohen (Istambul, 1930 – Jacareí, 2009) viveu parte de sua vida em Israel, onde se formou em Engenharia. Em 1958, após haver participado de duas guerras, emigrou para o Brasil. Conheceu o budismo nos Estados Unidos nos anos 1970 aplicando-se, posteriormente, tanto ao aprendizado como à instrução e à orientação do budismo, e também à meditação. Traduziu e escreveu diversas obras sobre o tema. Faleceu em 2009, após prolongada doença, sempre encarando a vida e sua situação com a melhor ótica budista.

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