Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira José Saramago




Resenhas - Ensaio Sobre a Cegueira


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Thiago.Menezes 03/10/2020

Difícil engatar na leitura. Todo livro de Saramago demoro a me habituar com o estilo de escrita, mas uma vez imerso na história vou conseguindo dar mais ritmo à leitura. Me levou incrivelmente a refletir sobre como podemos mesmo no dia a dia, comportarmo-nos como cegos...

?Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.?
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Grace 02/10/2020

Eu fiz uma resenha gigantescas e a internet caiu ? que saco! Dps eu faço de novo
Neide.Braga 18/10/2020minha estante
Nossa que judiação ??




Rosana.Souza 01/10/2020

"Queres que te diga que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem."

Leitura mais do bem vindo para esses tempos.
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robert.messias 30/09/2020

Profundo. Impactante. Dilacerante.
''A Cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança''.

Ler um livro sobre um contágio em massa, no contexto histórico que estamos vivendo muito difícil. Difícil pois a cegueira retratada na obra é a mesma cegueira que eu vejo nas pessoas que neglicenciam mais de 140.000 óbitos (no Brasil e 1.000.000 em escala global) ocasionados pela COVID-19, se aglomerando diariamente em mesa de bar, restaurante e com isso normalizando a média de 1000 mortes por dia - se não me atinge, tudo bem.

Saramago teve muito estômago para retratar em 310 páginas a natureza animal do ser humano, através de uma visão hobberiana, fazendo-me assim refletir diversas vezes sobre a minha própria cegueira.

Um clássico da contemporaneidade!
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Eliude 29/09/2020

Quando Ninguém Está Vendo
O livro ?????? ????? ? ???????? de José Saramago conta a rotina de um grupo de pessoas colocadas em quarentena quando a estranha cegueira branca aparentemente contagiosa começa a se espalhar em uma cidade e põe em alerta as autoridades "competentes". De uma maneira muito crua, Saramago descreve a violência da humanidade se revelando diante da máxima de que "ninguém está vendo". Os personagens não são identificados por nomes, os parágrafos são gigantescos e sufocantes e o leitor acaba ficando meio perdido quanto a quem está falando pela ausência de pontuação. Também as perguntas e afirmações acabam se confundindo, o que faz do livro um desafio tanto de estômago, quanto de atenção e interpretação do leitor. A história é cativante e os personagens são absurdamente críveis, o que torna todo o cenário ainda mais assustador. Em 2008 o livro virou filme, dirigido pelo Fernando Meirelles, com a Julianne Moore no papel da mulher do médico e Mark Ruffalo no papel do seu esposo. O filme é um dos meus preferidos e o livro é uma obra prima da literatura portuguesa.
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Jorge 29/09/2020

Cegueira Outra
A cegueira de que trata o livro é a dos que enxergam. A cegueira branca. A nossa.
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maria | mariaclarasb 29/09/2020

Apenas leiam
"Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."

Algumas partes tive que ter estômago para continuar, muito poético e forte.
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Joao.Hippert 28/09/2020

Em terra de cego, quem tem olho é rei?
?Ensaio sobre a Cegueira? é, definitivamente, um livro que conversa com a atualidade. Uma inexplicável pandemia, que torna as pessoas cegas, acomete a população de maneira avassaladora. Acompanhamos o ?paciente zero?, as suas reações ao se descobrir cego, as providências que ele toma e as pessoas que ele conhece ao longo desse caminho. O livro mergulha, então, nesses personagens: o primeiro cego, sua mulher, o médico, a mulher do médico, pacientes que o médico teve. Todos eles confinados em uma quarentena forçada pelo Estado, onde as condições ds higiene são péssimas, a comida escassa e onde, pouco a pouco, uma nova organização social parece surgir.

O mais interessante de Ensaio sobre a Cegueira, no entanto, provavelmente é a prosa formulada pelo autor. Ao optar pelo uso de uma narrativa mais apressada, pautada por um uso incessante de vírgulas, tudo parece muito urgente, muito cru. As descrições são terríveis aio mesmo tempo que poéticas. Ainda que a narrativa tenha um foco muito definido, Saramago não se furta de fazer comentários sociais interessantíssimos, ao refletir sobre os costumes, a moral e a mudança de paradigmas em um mundo repleto de cegos.

É na personagem da ?mulher do médico? - a única que não perde a visão - que o autor debruça as discussões. O senso de responsabilidade dela é enorme e o peso disso se faz presente no livro todo. Aos poucos ela vai ganhando um protagonismo indispensável e se tornando uma personagem extremamente cativante. O curioso é que Saramago não dá nome aos seus personagens, talvez como uma forma de reforçar essa impessoalidade gerada por um mundo tão cruel.

E, ao final da experiência, ficamos a nos perguntar. Diante de tudo que vem acontecendo, que já aconteceu, será mesmo que ainda existe alguém que enxerga no nosso mundo?
Porque, após acompanhar a jornada pessoal da mulher do médico, eu afirmo - sem sombra de dúvidas - que em terra de cego, quem tem olho é, qualquer coisa, menos rei.
Mari Hippert 29/09/2020minha estante
uau ??
tive a mesma sensação ao terminar o livro, muito bom!




Manodirlah 28/09/2020

Leiam ! É impressionante
Que experiência foi essa que eu tive ao ler e imaginar algo tão profundo e angustiante como esse livro. Me fez refletir muito, pois é um livro pesado em alguns pontos, por ser bem realista, e além de ser bem direto. Achei espetacular a maneira que ele referiu uma verdade tão próxima e tão distante de acontecer, como se o ?e se? realmente acontecesse. José Saramago me mostrou o quanto a humanidade é difícil de lidar.
Quem gosta de leituras relacionadas à sociologia precisa muito ler esse livro.

?Penso em não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem.?
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Tatiane.Souza 28/09/2020

Daria dez estrelas se o Skoob me desse essa opção
Um dos melhores livros que já li, pois além de ter um enredo brilhante, é narrado de forma poética, profunda e com leve toque de ironia. Neste livro temos toda uma humanidade que tornou-se cega (dos olhos)... não, não estou sendo redundante, pois hoje temos grande parte da humanidade cega pela alienação, mas... voltando ao nosso livro, enxergamos nesta obra a crueza da humanidade diante de uma epidemia que reduz o ser humano a animais (não que não sejamos, mas, para fazer-me entender, uso deste adjetivo)... as descrições de Saramago nos leva a sentir os cheiros, os medos, inseguranças e a ver "uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos". Saio desta obra apaixonada pela escrita de Saramago e qrendo conhecer um pouco mais de suas obras que tanto procrastinei por achar que eram difíceis demais para ler.
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Flá 25/09/2020

Incrível
Ter já visto o filme com certeza afeta um pouco no impacto da história, mas o livro é incrível. Ele é profundo e tocante, faz muito refletir sobre a natureza humana, além de ser bastante imersivo, você consegue imaginar perfeitamente as ambientações e se imaginar no local.
A escrita é aquilo que já sabemos, sem marcação de falas e sem pontuações para além de vírgulas e pontos. No entanto, a estranheza é vencida após um curto período de adaptação.
O livro já me pegou desde o primeiro capítulo. Recomendo muito.
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Mandy 25/09/2020

Um estudo pela psique humana?
O objetivo do livro nunca foi justificar o porquê da cegueira repentina, mas sim, mostrar o comportamento das pessoas. Psicológico, comportamental. Eu diria que foi um estudo de caso que o Saramago tramou aqui. Trama original e de tirar o fôlego. Algo realmente fascinante, vale muito a pena a leitura!
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Analice 24/09/2020

Impressionante
Impressionante como se pode fazer um paralelo da estória com a vida real. Embora a situação de uma pandemia de cegueira de uma cidade inteira seja muito pouco provável, José Saramago faz com que o leitor reflita sobre muitas questões como, o que é ser humano, o que realmente vemos, como podemos nos transformar em situações extremas. Um livro que merece ser lindo e relido.
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Otávio 24/09/2020

“O medo cega (...) já éramos cegos no momento que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.”

É difícil saber por onde começar a falar sobre Ensaio sobre a cegueira do português José Saramago. Foi difícil escolher um trecho do livro para abrir esse texto. Ensaio sobre a cegueira é o tipo de livro que deixa a gente com aquela ressaca boa, de querer voltar para o livro, de sentir falta da atmosfera. Apesar de ser um livro duro, pesado, profundo e que exige do leitor, muitas vezes, estômago.

De repente, o mundo começou a cegar. Aos poucos, as pessoas foram perdendo a visão e entrando em uma cegueira na qual tudo que se via era o branco completo “como que mergulhados em leite”. Todos foram banhados pela cegueira branca. Todos, menos uma mulher. Em um cenário quase que distópico, Saramago nos apresenta uma humanidade em ruínas, se agarrando aos poucos fios de sanidade e equilíbrio social que ainda restam. Um cenário assustadoramente possível quando olhamos a pandemia que hoje estamos vivendo.

Um livro com personagens sem nomes, já que “cegos não precisam de nomes”, mas que consegue passar com total louvor a profundidade dos seres humanos. Todos se acham em um mundo de incertezas, de dor e de morte, sem água, sem banho e por muitas vezes sem comida. Ensaio sobre a cegueira tem cenas pesadíssimas, dessas que fazem a gente fechar o livro por um tempo até conseguir retornar. Mas é incrível como isso só engrandece a obra.

Em um mundo como o nosso, a cegueira toma diversas formas. Cegos para a realidade e para o outro. A cegueira que nos consome hoje é desesperadora na sua forma de ser. E, como bem dito no livro, é uma grande responsabilidade enxergar quando os outros não veem. E esse peso muitas vezes pode parecer, dentro de sua própria contrariedade, difícil de carregar.

Saramago tem particularidades na escrita que podem assustar leitores de primeira viagem. Ainda assim, depois que conseguimos mergulhar nos seus livros, sua forma de escrita se torna fácil e fluída. Vale o esforço da persistência. Ensaio sobre a cegueira é o tipo de livro que nos transforma e, na cegueira que nos encontramos nesses dias, é uma lição necessária.

site: https://www.instagram.com/p/CDw59tsnk6e/
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