Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira José Saramago




Resenhas - Ensaio Sobre a Cegueira


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livrodebolso 14/10/2019

Foi com a sensação de mergulhar em uma narrativa anteriormente apreciada, sentindo o calor nostálgico de reencontrar um autor conhecido, que iniciei este livro. Demorei para lê-lo pois sinto-me intimidada quando trata-se da obra-prima de alguém e fico rondando através de seus outros trabalhos. Eu havia lido O Homem Duplicado e sentido o talento esmagador da escrita da #Saramago, entretanto, em Ensaio Sobre a Cegueira, eu descobri que o autor não sente pena do leitor.
Seja por sua peculiar mania de escrever sem respirar (como eu quando contava sobre a leitura), não avisando quando há um diálogo, ainda assim, sendo claro e objetivo, seja por ter criado uma situação desoladora para personagens sem nome, tão bem construídos que despertam algum sentimento em qualquer coração de gelo, o fato é que Saramago foi cruel. Mas antes de tudo ele foi real.
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Logo que um motorista se descobre cego (apesar de sua visão perfeita até um segundo antes), percebemos que é a retratação da realidade que incomoda mais: o cego tem seu carro roubado pelo mesmo indivíduo que o leva para a casa em segurança. A doença, altamente contagiosa, se espalha rapidamente e a crescente população de cegos é internada em um hospício sem uso e abandonada à própria sorte.
A cegueira, já estranha por suas condições de surgimento, não é a conhecida que aprisiona o portador no escuro, ao contrário, ele passa a enxergar (ou não) uma névoa densa lhe cobrindo a visão. .
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Esta é uma sátira alegórica que, diferente das outras que li, não é sequer tragicômica; é apenas trágica. Angustiante e desesperadora.
Algumas passagens fizeram-me enjoar, e outras ficaram embaçadas por lágrimas que me cegavam (!). Se a cegueira branca representa uma metáfora para a nossa cegueira cotidiana, egoísta e imoral, a mulher do médico é um exemplo de bondade, persistência e empatia. Ela vê (literalmente); através da claridade absoluta ela enxerga os piores aspectos do ser humano, e conclui: "é dessa massa que nós somos feitos, metade indiferença, metade ruindade".
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Carlos 13/10/2019

Reflexivo
Esse livro deixa claro porque José Saramago é um dos maiores escritores e pensadores da humanidade.
A história se passa em um mundo que foi tomado por uma cegueira branca e a partir disso descreve toda a bestialidade humana, trazendo ao debate conflitos éticos, bem como a ambiguidade dos sentimentos.
É muito interessante a construção dos personagens, principalmente a mulher do médico, a qual é a única que ainda tem visão, tendo que encarar toda a brutalidade e servir de farol moral para os demais personagens.
O livro é cheio de frases e diálogos marcantes, mas a que me chocou com maior força foi "Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não veem".
Vale ressalvar que o livro é denso e exige concentração do leitor.
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Mila 13/10/2019

Um soco no estômago
"Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem"

Após a leitura dessa obra, se faz necessário assistir uma comédia, ouvir uma música alegre, qualquer coisa que nos retire da boca esse gosto amargo, essa dor que advém como se houvesse levado um soco em cheio no estômago...
Esse livro nos traz uma profunda reflexão acerca da ética, do egoísmo, da abnegação, da crueldade, da fragilidade, de todos os sentimentos tão contraditórios que existem dentro de cada ser humano.
Acometidos por uma epidemia de cegueira branca como leite, a sociedade de um determinado país (não informado) passa a sobreviver como uma verdadeira selva.
No meio desses tantos cegos há apenas uma mulher que não deixou de enxergar. Uma personagem feminina extremamente forte, que por diversas vezes preferiria não enxergar também, a ver tantas atrocidades acontecendo diante dos seus olhos.
O livro mais dolorido que já li em toda a minha vida. Todo o mundo deveria lê-lo.
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Talia Ramos 08/10/2019

Agora eu sei o motivo pelo qual essa história é tão reconhecida. O enredo, os personagens, os diálogos são genias. Confesso que a maior parte do tempo lia com o estômago embrulhado, pois foi dificil aceitar alguns acontecimentos que Saramago não fez questão de amenizar. Apesar de tudo isso, acredito que essa história seja essencial, não só para quem se interessa por livros, mas para aqueles que gostam de entender um pouco mais sobre o comportamento humano e os seus conflitos.
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Raysa Valéria 25/09/2019

Reflexões e narrativa empolgante
O livro do escritor português José Saramago foi um daqueles cuja leitura deixou saudades, pois tinha narrativa empolgante e frases que permitiam filosofar sobre a vida, especialmente sobre as pessoas. Guardarei as passagens relacionadas: "O medo que nos faz cegar" e "Vivemos num mundo de cegos". Muitos acontecimentos no mundo de cegos enquanto estavam na quarentena demonstram como as pessoas podem ir ao nível mais basal quando necessitam sobreviver; ao mesmo tempo como os sentimentos podem ser variáveis nesse nível mais basal (violentos, brutos, egoístas...). Como o homem pode ser perigoso na base... O livro tem uma personagem feminina muito forte, generosa e inspiradora: a mulher do médico (as personagens não tinham nomes próprios). Portanto, leitura recomendada para entender a (des)humanidade.
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Le 21/09/2019

Ensaio sobre a cegueira
Saramago usa toda potência do 'português de Portugal' para poetizar suas obras oque aqui não é diferente, a narrativa dança sobre as palavras e se ir no ritmo, por ora você tem que parar, respirar e não perá!
Um livro sensacional, uma trama absurda porém criativa, uma critíca social fortissíma em cima da sociedade como um todo, selvageria, caos e uma doença inexplicável marcam esta belissíma obra.
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Veronica 07/09/2019

Impactante
Ganhei o livro em 2010 e somente hoje tive a curiosidade de lê-lo. Como tudo acontece em seu devido tempo, não haveria época melhor pra ler esse romance instigante e denso. Trechos dele são tão atuais que me deram a impressão de que Saramago previu tudo o que passaríamos. Se em algum momento a leitura se torna cansativa e repetitiva, percebemos ao fim do livro que esse é um recurso necessário para a nossa reflexão.
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Carol 06/09/2019

Excelente
Muito reflexivo sobre os comportamentos humanos e a fragilidade do nosso sistema que sempre nos parece tão sólido.
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Amanda.Costa 03/09/2019

Minha experiência
Foi o primeiro livro de Saramago que eu li, é pesado, é cansativo, é emocionante. Durante as 310 páginas tinha uma mistura de empolgação com um cansaço mental enorme. Chegando ao final do livro não conseguia ler tantas páginas de tão denso, de tantos detalhes.
No fim, tudo valeu a pena. É a primeira resenha que eu faço, pois precisava ser feita, todos deveriam ler.
Mila 13/10/2019minha estante
Tbm senti esse cansaço mental, uma angústia, talvez esse seja mesmo o sentimento que ele quis transmitir.




Isabel.Souza 25/08/2019

Uma leitura brutal!
Hoje voltei com mais uma resenha da série: atrasadas. rsrsrs. Leitura que está no meu desafio de 10 livros para 2019, “O Ensaio sobre a Cegueira” era um livro que eu queria ter lido a muito tempo atrás, já tinha pegado várias vezes, mas nunca parecia o momento certo. Desta vez aconteceu! Acredito que essa história seja de conhecimento quase que geral, visto a popularidade do livro (acredito ser o mais famoso do Saramago) e também da adaptação de 2008 dirigida por Fernando Meirelles. Por isso não vou me ater ao enredo, apenas comentarei sobre a minha experiência de leitura. Antes de tudo, preciso salientar duas coisas: primeiro é que eu já conhecia a história do livro, pois tinha assistido ao filme a alguns anos. Segundo é que meu primeiro contato com o autor foi ano passado quando li “O Evangelho Segundo Jesus Cristo” que inclusive, foi uma das melhores leituras que realizei em 2018. Quando comecei a leitura eu percebi que, diferente do Evangelho S. J. C., o ritmo me parecia mais lento, as coisas demoram um pouco mais para desenvolver e, além do grande acontecimento do livro que é a cegueira coletiva da população, os eventos são mais espaçados e isso, somado ao fato de eu saber o que ia acontecer, esfriou um pouco a leitura pra mim. Por outro lado, as reflexões filosóficas, existenciais e sociais, ganham um espaço maior e de admirável execução nesta obra. Saramago não poupa o leitor de maneira alguma. As vivências dos personagens, que não são nomeados (mas identificados pelas suas particularidades, posição social ou posição perante ao acontecimento, por exemplo: o primeiro cego, a mulher do primeiro cego, o médico, o velho da venda preta e etc.), são de uma brutalidade que, parando para pensar não poderia ser diferente visto que se trata da natureza humana em uma situação quase animalesca. A metáfora é um recurso utilizado muitas vezes no decorrer do texto e a escrita do Saramago é o que deixa a composição ainda mais poética, a própria cegueira é utilizada metaforicamente para pensar esta sociedade doente que tem a dádiva da visão, mas que não vê, ou que tapa os olhos para certas coisas. Para nós mesmo que enxergamos só aquilo que queremos ver, ou que estamos rodeados somente de olhares que parecem com o nosso olhar, que recriminamos um olhar que seja diferente do nosso e por ai vai: “Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que veem, Cegos que, vendo, não veem”.
É inevitável você não se colocar na posição de personagem nesta circunstância, como agiria se acaso uma eventualidade como essa acontecesse. É proposital, o autor vai conduzir inúmeras das piores situações que você possa imaginar. Contudo, nenhuma deixa de ser tangível e isso traz o leitor para perto do enredo, considerando de que forma procederia em cada uma delas. Ao mesmo tempo que você se coloca no papel de cego em uma sociedade acometida pela cegueira, você também se coloca no lugar da personagem “mulher do médico” sendo a única pessoa que vê em um mundo de cegos. A genialidade do Saramago é incalculável.
Esse é o tipo de livro que precisa ser digerido, por esse motivo é natural esse ritmo mais lento da leitura, porque muitas das coisas que acontecem no enredo são difíceis de engolir, são marcantes e intensas, e as vezes é necessária aquela respirada antes de continuar. É um livro imprescindível, uma obra prima da literatura que indico fortemente. Foi uma leitura que me fez pensar por vários dias e agregou muito na minha vida como leitora.
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Alex 21/08/2019

Muito bom
Um excelente livro que nos faz pensar no que a humanidade por se transformar e nos valores que a humanidade não pode perder. Respeito e amor ao próximo.
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Jader 12/08/2019

Impressionante o quanto Saramago nos faz provocações reflexivas quanto a selvageria é egoísmo que o ser humano tem, que se revela ainda mais em situação de dificuldade.
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Antonio Talavera 04/08/2019

Abrilhanta a literatura em língua portuguesa
Livro absolutamente bem construído (enredo, personagens, fluência narrativa, ambiente, credibilidade, capacidade de cativar), que conta uma história tremendamente humana, a qual nos leva a reflexões profundas sobre a nossa natureza. É impossível largar a leitura no meio, a todo tempo precisamos saber o que vai acontecer em seguida. Esse livro abrilhanta a literatura em língua portuguesa.
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Nine_Oliveira 30/07/2019

Envolvente
Definitivamente, um dos meus livros favoritos. Sua leitura é envolvente do início ao fim.
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Milena.Piccoli 26/07/2019

é muito bom mas...
senti uma angústia muito grande lendo o livro então apesar de achar que todos deveriam ler, eu não leria de novo
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