Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira José Saramago




Resenhas - Ensaio Sobre a Cegueira


921 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |


Fran Kotipelto 04/02/2011

Little white shadows sparkle and glisten

"Este é um livro francamente terrível com o qual eu quero que o leitor sofra tanto como eu sofri ao escrevê-lo. Nele se descreve uma longa tortura. É um livro brutal e violento e é simultaneamente uma das experiências mais dolorosas da minha vida. São 300 páginas de constante aflição. Através da escrita, tentei dizer que não somos bons e que é preciso que tenhamos coragem para reconhecer isso." José Saramago.

Ensaio Sobre a Cegueira conta a história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada. Tal "cegueira branca" - assim chamada, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa - manifesta-se primeiramente em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do Estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.

O foco principal do livro não é de maneira nenhuma tentar desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo da sociedade que, perde tudo aquilo que considera civilizado,fazendo com que a os afetados pela epidemia mostrem aquilo que no fundo no fundo todos os seres humanos são: "tremendos filhos da puta".

Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, importa reparar no outro. Só dessa forma o homem se humaniza novamente,voltando a perceber como é doce e suave o cheiro da chuva,o quão valioso é um abraço sincero em um amigo,o sentido de viver em grupo,um mundo cego,porém altruísta,onde chorar não é vergonha,ter medo é uma dádiva,e viver é mais humano.Distante da rotina vagabunda de um cotidiano medíocre que nos habituamos a viver infelizmente.Mas que graças à José Saramago,a cegueira nos fez enxergar!
Alan Ventura 04/02/2011minha estante
O título seria de White Shadows do Coldplay?


Luh Costa 10/02/2011minha estante
Querida, sua resenha está belíssima.
Adoro o Saramago e tenho muita vontade de ler esse livro, depois que li sua resenha a vontade de ler aumentou!
Continue assim.

Abraço


Fran Kotipelto 11/02/2011minha estante
é sim,White Shadows. =)


Jow 14/02/2011minha estante
"O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história torna-se não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter."

Belíssima constatação, belíssima resenha!


Gláucia 06/03/2011minha estante
Adoro esse livro, é dos meus preferidos e essa resenha está à altura da beleza da obra. Belas palavras, linda descrição.


Lore 07/10/2011minha estante
Concordo com tudo o que você disse.
Li o livro e agora é um dos meus preferidos.A única coisa ruim foi eu ter assistido o filme antes de ler o livro ,o filme não chega aos pés do livro,mesmo com a atuação de Julianne Moore.


Fernanda 16/05/2012minha estante
Ótima resenha sobre este livro!


GPSLopes 13/09/2012minha estante
O negócio da adaptação é que esse livro é do tipo que não pode ser adaptado, por isso o filme, apesar de ótimo, de jeito nenhum é tão maravilhoso quanto a obra de Saramago.


Don 13/01/2013minha estante
Ainda que talvez não( ainda que sim, esteja) clara, vivemos em uma época carente de humanidade, em uma espécie de "apocalipse zumbi", onde o vírus denominado capitalismo contagia o homem com uma espécie de doença furiosa, onde o homem mata, trai, engana, mente, destrói e o objeto dessa luta feroz, o alimento pelo qual o homem luta é o dinheiro. Por isso essa identificação e o porquê dessas histórias onde em um mundo destruído em que os homens deixados a seus puros instintos animais buscam encontrar a sua "humanidade"! O livro é magnífico, porque sim, isso é algo que como o mundo busca, eu busco e tanto me fascina.


Teco 05/02/2013minha estante
É T.F.D.P., CBJR.
Coração vago, o de espinho é o que tem a verdadeira indiferença. É um agir brutal e indiferente, seco, gelado. Os aflitos que comandem e caminhem a não hipocrisia, a verdade, o altruísmo, o sentimento de dor constante em busca do bem, que serena, que descobre o amor como a maior força e acima de tudo, e tem um acalmar em viver em alegria e não pressionado por aparência e artimanhas seja só de um espírito em estado ruim ou em medo coletivo; artimanhas para arte e manha de humanização. Construiremos, descobrindo as vidas iguais e sonhos de mesmo valor. O homem cresce não em endurecimento de cinismo, mas em bondade e estados mais pertos disso e desta descoberta que pode ser mais constante ou uma luz, diferenciando os que vivem e os que não. Duro e difícil, mas a maioria é engolida pelo mal enquanto que pensa que o que engolir e é realmente, o bem.


Teco 05/02/2013minha estante
É T.F.D.P., CBJR.
Coração vago, o de espinho, é o que tem a verdadeira indiferença. É um agir brutal e indiferente, seco, gelado. Os aflitos que comandem e caminhem a não hipocrisia, a verdade, o altruísmo, o sentimento de dor constante em busca do bem, que serena, que descobre o amor como a maior força e acima de tudo, e tem um acalmar em viver em alegria e não pressionado por aparência e artimanhas seja só de um espírito em estado ruim ou em medo coletivo; artimanhas para arte e manha de humanização. Construiremos, descobrindo as vidas iguais e sonhos de mesmo valor. O homem cresce não em endurecimento de cinismo, mas em bondade e estados mais pertos disso e desta descoberta que pode ser mais constante ou uma luz, diferenciando os que vivem e os que não. Duro e difícil, mas a maioria é engolida pelo mal enquanto que pensa que o que engolir e é realmente, o bem. Não fazem uma nem outra, seres de não seres, cegos. Mas há bondade de coração e os assim já valem. Também há iluminados e verdadeiramente presentes sem as formas de ser e "maquinário" seculares, sob formas diversas em diversaas eras, mas tão parecidas. Que sejamos guiados pelo bem, como um "ceguinho" os é. E api abriremos os olhos, pra MUITA coisa, dentro de si, mas únicamente aprofundados, variáveis são as variações e não evolução. Bom livro, excelente, que metáfora, e que nos guie, torcendo pra melhores situações e estágios, trabalhando o bem pro dia do enxergar ou mesmo acordar.


Teco 11/02/2013minha estante
Ensaio Sobre a Cegueira: É T.F.D.P., CBJR. Coração vago, o de espinho, é o que tem a verdadeira indiferença. É um agir brutal e indiferente, seco, gelado. Os aflitos que comandem e caminhem a não hipocrisia, a verdade, o altruísmo, o sentimento de dor constante em busca do bem, que serena, que descobre o amor como a maior força e acima de tudo, e tem um acalmar em viver em alegria e não pressionado por aparência e artimanhas seja só de um espírito em estado ruim ou em medo coletivo; artimanhas para arte e manha de humanização. Construiremos, descobrindo as vidas iguais e sonhos de mesmo valor. O homem cresce não em endurecimento de cinismo, mas em bondade e estados mais pertos disso e desta descoberta que pode ser mais constante ou uma luz, diferenciando os que vivem e os que não. Duro e difícil, mas a maioria é engolida pelo mal enquanto que pensa que o que engolir e é realmente, o bem. Não fazem uma nem outra, seres de não seres, cegos. Mas há bondade de coração e os assim já valem. Também há iluminados e verdadeiramente presentes sem as formas de ser e "maquinário" seculares, sob formas diversas em diversaas eras, mas tão parecidas. Que sejamos guiados pelo bem, como um "ceguinho" os é. E ai abriremos os olhos, pra MUITA coisa, dentro de si, mas únicamente aprofundados, variáveis são as variações e não evolução. Bom livro, excelente, que metáfora, e que nos guie, torcendo pra melhores situações e estágios, trabalhando o bem pro dia do enxergar ou mesmo acordar. "Que sejamos guiados pelo bem, como um "ceguinho" os é. E ai abriremos os olhos, pra MUITA coisa, dentro de si, mas únicamente aprofundados, *variáveis são as variações e não evolução / mas que passem a diversidade enriquecedora sem esquecer de um essencial que assim os faz, que vem, comcerteza, de estágios de bondade e paz, boa comunicação e energia.



Fah 03/10/2013minha estante

Achei que foi muito horror, muito mais horror do que crítica.
Horrores temos cotidianamente.


newton 11/05/2014minha estante
Fran, comprei este livro hoje. Sua resenha é qualquer coisa de "perfeita" e graças a ela me sinto mais encorajado ainda para iniciar a leitura.


Crisinha 04/07/2014minha estante
Gata sua resenha me fez ter o desejo desesperado de ler esse livro custe o que custar.! obrigada!


Cláudia Matta 25/01/2015minha estante
Eu sofri demais.




Taryne 12/11/2010

Inquietante, claustrofóbico, genial. Este livro revela todas as faces humanas, mostra o que há de mais podre no ser humano. Gera uma reflexão assustadora sobre o que aconteceria se um caos como o "mal branco" se instalasse no mundo, o que de fato aconteceria se de uma hora para outra uma epidemia de cegueira surgisse? Ou será que já somos cegos que podem ver e ainda não nos demos conta disso?

Durante a leitura, nos imaginamos cegos, perdidos, famintos e imundos. Não somos mais nós mesmos, mas aqueles personagens sem rosto, sem olhos, sem nomes. Aflição, falas misturadas... Se trata de uma narrativa poderosa e necessária, onde nos sentimos completamente dentro da história. Meu momento favorito foi o banho das três mulheres, pois pude sentir todo o alívio e compaixão delas.

A escrita de Saramago, criticada por muitos, não me incomodou nem por um segundo, para mim, só ajudou a expressar toda a angústia e asfixia presentes na obra.

Me vi tão conectada com história, tão absorta naquele universo, que a leitura fluiu perfeitamente. Talvez isso se deva ao fato de já ter lido outros livros com a mesma urgência de "Ensaio sobre a Cegueira", como os contos do Caio Fernando Abreu e "As Meninas", da Lygia Fagundes Telles. Você, que está fugindo desse livro por conta da falta de parágrafos e travessões, faça um esforço! Não vai se arrepender.
Ruan 21/08/2010minha estante
Muito bom seu comentário, aprovadíssimo hehehe, ninguém deve fugir de um livro pela dificuldade de ler, eu jamais abandonei um.


Marcoux 11/02/2011minha estante
Claustrofóbico. AHAH, adorei.


re646 10/03/2011minha estante
adorei seu comentario
eu n vi nenhuma dificuldade em ler o livro e eu tinha 16 anos qdo li
axei super legal tbm


Luciana 17/04/2011minha estante
Aluguei o filme e fiquei paralisada, sem piscar, indignada, perplexa! O filme é muito forte mesmo e agora quero experimentar a leitura do livro.
A resenha está ótima!!!!


Tassiane 07/06/2011minha estante
depois de ler a sua resenha, fiquei mais inquieta para ler o livro. Meus parabéns!


Adimar 07/04/2012minha estante
Putz! abandonei o livro porque foi muito angustiante le-lo, a poucos dias assisti ao filme, mas realmente é uma obra prima...


Teco 05/02/2013minha estante
É T.F.D.P., CBJR.
Coração vago, o de espinho, é o que tem a verdadeira indiferença. É um agir brutal e indiferente, seco, gelado. Os aflitos que comandem e caminhem a não hipocrisia, a verdade, o altruísmo, o sentimento de dor constante em busca do bem, que serena, que descobre o amor como a maior força e acima de tudo, e tem um acalmar em viver em alegria e não pressionado por aparência e artimanhas seja só de um espírito em estado ruim ou em medo coletivo; artimanhas para arte e manha de humanização. Construiremos, descobrindo as vidas iguais e sonhos de mesmo valor. O homem cresce não em endurecimento de cinismo, mas em bondade e estados mais pertos disso e desta descoberta que pode ser mais constante ou uma luz, diferenciando os que vivem e os que não. Duro e difícil, mas a maioria é engolida pelo mal enquanto que pensa que o que engolir e é realmente, o bem. Não fazem uma nem outra, seres de não seres, cegos. Mas há bondade de coração e os assim já valem. Também há iluminados e verdadeiramente presentes sem as formas de ser e "maquinário" seculares, sob formas diversas em diversaas eras, mas tão parecidas. Que sejamos guiados pelo bem, como um "ceguinho" os é. E ai abriremos os olhos, pra MUITA coisa, dentro de si, mas únicamente aprofundados, variáveis são as variações e não evolução. Bom livro, excelente, que metáfora, e que nos guie, torcendo pra melhores situações e estágios, trabalhando o bem pro dia do enxergar ou mesmo acordar.


Raquel.Araujo 31/01/2020minha estante
A escrita sem parágrafos e pontuação me ajudou a ler muito mais do que estou acostumada, quem dera os livros fossem todos assim! Minha parte favorita também foi a das três mulheres se banhando na chuva, o que nos mostra a iniciativa substancial do corpo feminino, me fez refletir nos mínimos rituais de autocuidado com o corpo que fazemos diariamente não nos damos conta do privilégio que temos ao alcance das mãos. Assim como, me deixou fascinada a o ato de bravura da mulher do médico na ala dos cegos malvados, momento de glória e respiração aliviada.




Jonara 18/04/2010

Poucos livros me fazem chorar, e este me fez chorar três vezes, em três das cenas mais lindas e comoventes que eu já vi descritas:
1 - A hora em que a mulher do médico sai sozinha em busca de comida, e vê os outros cegos andando nas ruas, no meio da chuva
2 - Quando eles brindam em taças de cristais
3 - A cena do banho das três mulheres

Não dou detalhes, porque não quero estragar a leitura de ninguém. É tudo tão comovente que te faz repensar todos os valores de toda a tua vida, te faz redescobrir os sentidos. A visão, o som, o tato, o cheiro, o gosto. Tantas pequenas coisas que de tão banais, ignoramos, mas se nos privam delas, enlouquecemos! Como é importante reaprender a viver. Que responsabilidade tem aqueles que tem olhos, quando todos os outros não tem! Uma metáfora da vida e da nossa cegueira perante ela. Um assombro! Mudou a minha vida para sempre.
Fabricio~Raito 10/09/2010minha estante
Eu tambem chorei muito na parte das taças. É muito comovente, e eu não consigo sentir muito isto em livros.


Lennon 18/07/2013minha estante
A cena do banho é realmente bela. Você fez uma resenha simples e bonita.




spoiler visualizar
Eduardo 06/02/2020minha estante
Fé no pai que o meu Saramago em 2020 sai!


César 06/02/2020minha estante
Vai sair sim ??


Fabrício 06/02/2020minha estante
Em vida Saramago deveria ter sido preso. Inventar uma história dessa acaba com que lê. Rss


César 07/02/2020minha estante
Pior que é, o único resquício de fé que eu tinha na humanidade ele terminou de destruir kkkk




Thaís | @analiseliteraria 08/06/2020

Digno de um Prêmio Nobel...
José Saramago, escritor português, foi o único a escrever em língua portuguesa e ganhar um Prêmio Nobel de Literatura, em 1998. Dentre suas obras, a mais lida trata-se de Ensaio sobre a Cegueira, publicada em 1995.
Em Ensaio sobre a Cegueira, uma cegueira branca acomete inexplicavelmente a população. Tudo começa quando um motorista está parado no sinal vermelho e de repente fica cego, um mar de leite submete sua visão. Logo várias pessoas vão cegando. Sem explicação para o fenômeno, o governo coloca de quarentena todos os “novos cegos” em um manicômio. Diariamente o lugar recebe novos acometidos. Dentre todos eles, havia uma mulher que enxergava, mas não ousava dizê-lo, foi até lá junto do marido, para que pudesse cuidá-lo. Neste ponto, qual a responsabilidade de ter olhos quando mais ninguém pode ver?
São tantos os aspectos que tornam essa obra única, que corro o risco de ser simplista ou reduzi-la a pouco.
Poderia dizer que essas pessoas são reduzidas a animais. Perde-se a dignidade e a civilidade, qualquer senso de organização não existe mais e estão todos “no mesmo barco”. No entanto, entre os próprios cegos, surge um outro cego para explorá-los. Roubando toda a comida, começa a exigir pagamento para que ceda o alimento aos outros. Mas que dinheiro haveriam eles de ter ali, naquelas condições? Primeiro, cedem todos os bens de valores que ainda guardam consigo. Depois cedem as mulheres para serem estupradas em troca do alimento. Qual animal faz isso? E algo muito semelhante não acontece na nossa chamada civilidade?
Não se trata apenas das dificuldades em não ter um dos sentidos. “Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem”. O livro é sobre isso, sobre podendo ver, escolher não ver. Em uma entrevista à Folha de São Paulo, Saramago disse que o instinto serve melhor aos animais que a razão ao homem, que estamos todos cegos, cegos da razão, que não usamos a razão para defender a vida, mas para destruí-la de todas as maneiras, no plano privado e coletivo. É sobre isso o caráter dos acontecimentos da obra e o paralelo com a realidade.

site: @analiseliteraria
comentários(0)comente



Juliette 04/04/2020

Abramos os olhos.
"Se puderes olhar, vê. Se puderes ver, repara."

É uma história que retrata o surto epidêmico de uma cegueira branca que se espalha pela cidade atingindo a todos, causando medo, pânico e colapso social em todas as esferas da sociedade.

"Estou cego."

Os primeiros habitantes atingidos pelo mal branco e as pessoas que tiveram contato com os mesmos, são colocados pelo Governo em isolamento, de quarentena num manicômio abandonado e isolado. No entanto, a população atingida pela cegueira aumenta, e consequentemente, lota o manicômio com centenas de cegos negligenciados e depois esquecidos pelo poder público, vivendo enormes conflitos: falta de espaço e comida, sede, etc.. Um verdadeiro inferno.

"Com mil diabos? A cegueira não se pega, A morte também não se pega, e apesar disso todos morremos."

Saramago soube explorar de maneira magnífica a verdadeira essência humana e a sua degradação. Ao acompanharmos os personagens principais dessa história, vemos o que o ser humano é capaz de fazer para sobreviver em um lugar em que cada um tem de se adaptar se quiser se manter vivo, se importando ou não se as suas escolhas vão prejudicar ou ajudar o próximo. Somos apresentados à situações-limite, à capacidade humana de superar as adversidades e de se organizar socialmente.

"Os cegos estão sempre em guerra, sempre estiveram em guerra."

A escrita de Saramago é única na sua forma própria de usar as pontuações e assimalar os diálogos, demanda atenção e foco do leitor, como também produz um efeito diferente na leitura, mais íntimo. É também uma escrita nua e crua, sem floreios e rodeios, mas intensa, fazendo com que seja quase impossível você não ser tocado por suas palavras e pela tensão e profundidade da história. É um convite à reflexão.

"A cegueira também é isto, viver num mundo onde se tenha acabado a esperança."

""Penso que não cegamos, penso que estamos cegos, Cegos, que vendo, não veem."
comentários(0)comente



hayssahossoe 26/04/2020

Maravilhoso
História incrível, te faz parar várias vezes pra pensar, às vezes cruel que chega a doer, porém a escrita é um pouco maçante, mas no decorrer do livro acaba-se acostumando.
Alydia 26/04/2020minha estante
Assino em baixo em tudo que disse




Isabella.Lubrano 07/08/2015

Mais cego é aquele que não quer ver
Um acontecimento fantástico e inexplicável toma conta da cidade – subitamente, todas as pessoas começam a ficar cegas.

Mas essa é uma cegueira diferente, branca como um mar de leite, que a ciência não consegue diagnosticar, muito menos curar.

A primeira coisa que o governo faz é mandar os primeiros infectados pruma espécie de quarentena, onde eles ficam isolados, sem comida, e começam um processo de degeneração que chega à barbárie.

Mas isso não resolve, porque logo o mundo do lado de fora começa a ficar cego também, até as pessoas no governo, que vai deixando de existir.

Aos poucos, as ruas são tomadas por milhares de pessoas cegas e perdidas, porque no momento em que ficam cegas, não conseguem mais achar o caminho de casa.

E naturalmente a comida pára de ser produzida nos campos, os supermercados são saqueados por multidões famintas, e em pouco tempo as ruas se enchem lixo, excrementos e outras imundícies – porque não há mais ninguém pra limpar.

Foi esse cenário apocalíptico, e as reflexões que ele traz sobre a natureza humana e a vida em sociedade, que tornaram famoso o autor português José Saramago e o seu premiado livro “Ensaio Sobre a Cegueira”.

Saramago, pra quem não sabe, foi o primeiro e único escritor de língua portuguesa condecorado com um prêmio Nobel de Literatura.

Injustiça com Fernando Pessoa, Guimarães Rosa, Carlos Drummond de Andrade e tantos outros, é verdade, mas é mais do que justo para o Saramago, que faleceu em 2010 e deixou um conjunto de obras fascinantes e transformadoras.

No Ensaio Sobre a Cegueira, que em 2008 virou filme do diretor Fernando Meirelles, a pergunta é: de que adiante ter visão com os olhos, se a humanidade não consegue enxergar as injustiças que estão embaixo do nosso nariz?

Ao perder a visão, os personagens de Saramago deixam escapar da jaula da civilização os animais que ainda habitam nelas. Mas que, com ou sem os olhos, continuam a ser animais.

De certa maneira, Ensaio sobre a cegueira é um soco no nosso estômago – um livro forte, que mete o dedo na ferida, mas ao mesmo tempo hipnotizante.

E você nunca mais vai ouvir do mesmo jeito aquele ditado que “mais cego é aquele que não quer ver”.

Ficou curioso? Assista à resenha completa no meu canal, clicando no link abaixo:

site: https://www.youtube.com/watch?v=AMmS1YX9qgQ
Blésman 08/08/2015minha estante
O que encanta tanto nesse livro? Não consegui terminar.




Indria 26/05/2020

Gostei
Gostei do livro, não é um dos melhores que já li mas entendi pq é tão famoso, é uma escrita única
comentários(0)comente



Malu 07/05/2020

Um dos melhores livros que eu já li, não só pelo conteúdo, mas a forma que Saramago conta essa história.
comentários(0)comente



Renato Paniagua 24/06/2020

Drama bem feito
Ensaio sobre a Cegueira é um dos melhores livros que li até hoje, é sem dúvida uma das obras que mais indico para que as amigos leiam.
À primeira vista, somos levados a estranhar a forma de escrita de José Saramago, texto todo construído com parágrafos intermináveis, mas logo toda essa estranheza se esvai à medida que estamos mais envolvidos com a história contada.
Em resumo, o livro é nada mais do que o retrato de uma micro sociedade, esta que a todo momento tenta sobreviver em uma realidade assustadora de cegueira coletiva. Mas talvez esse nem seja o maior dos problemas. Viver em um mundo em que algo tão importante é perdido, é só um convite para que mais desgraças aconteçam.
Aos poucos a civilidade é perdida e tudo o que sobra é uma irrisória esperança de que esse não pode ser o fim do mundo que conhecemos hoje. É preciso encontrar força de até onde não há.
História comovente, com um drama de primeira. Toda ambientação é bem construída e os personagens nem se fala. De embrulhar o estômago, o que convém dar uma pausa para conseguir mais fôlego.
comentários(0)comente



Luana.Abreu 06/06/2020

Leitura difícil de acompanhar no início, mas só precisa de tempo pra se acostumar, pois os diálogos se misturam à narrativa. Me espantou como o filme foi fiel ao livro. Ainda assim, não senti menos impacto com a obra, que me causou angústia durante todo o caminho. Difícil terminar de ler e não ficar com a sensação de estarmos no livro, ainda.
comentários(0)comente



921 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |