Ensaio Sobre a Cegueira

Ensaio Sobre a Cegueira José Saramago




Resenhas - Ensaio Sobre a Cegueira


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~Coppi~ 30/12/2018

Um Ensaio Sobre a Humanidade
Ensaio Sobre a Cegueira é uma das obras mais famosa (se não for a mais famosa) de Saramago, que retrata um mundo no qual as pessoas, sem nenhuma explicação, começam a ficar cegas de um ?mal branco? e são encaminhadas para uma quarentena.
A linguagem de Saramago é muito interessante. Ele de certa forma despreza pontuações, parágrafos e espaços para diálogo, modificando sua narrativa do comum. Para alguns isso intensifica a leitura, para outros, como eu, isso pode acabar cansando um pouco.
A história para mim é genial e não é tediosa, mas a forma como ela é transcrita trouxe um pouco de letargia para a minha experiência. Mas isso não é nada que deva evitar a sua leitura.
O livro apresenta críticas árduas sobre a própria humanidade, de como nós agiríamos em casos extremos como este, até porque um bairro-cidade-estado-país-comunidade que for ficar por inteiro(a) cego(a) é quase inimaginável (se não fosse pela obra analisada aqui).
José Saramago não poupa detalhes sobre o cotidiano dos cegos, suas dificuldades, seus sofrimentos, seus medos, seus resquícios de humanidade ainda reservados.
Indico para qualquer pessoa!
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Mauricio Gonçalves 22/12/2018

Real de sentir na pele
O autor consegue te transportar com extrema eficácia ao ambiente em que se passa o livro. A mistura de raiva, angústia, aflição, desespero, depressão, repulsa, mas também de compaixão, auto sacrifício, emoção, liberdade... Todos esses sentimentos o leitor consegue vivenciar junto com todos os incrivelmente bem detalhados personagens. Detalhados talvez não em suas características físicas mas em suas personalidades, experiências e percepção. O livro faz o leitor realmente fechar os olhos e enxergar, ou melhor, sentir, o mundo através dos olhos dos cegos do Mal Branco, ou pior, ser alguém a enxergar e não poder fazer nada sem ser acompanhar os eventos que causam mais agonia. O estilo de escrita trás um dinamismo necessário ao enredo, principalmente nas discussões em grupo ou em diálogos, o leitor se sente parte da conversa, quase que querendo participar e dar sua opinião. Um livro sem igual, que desperta diversas questões nas quais vale a pena parar, reler e refletir sobre as diversas sequências de reflexões dos personagens quando nos encontramos em uma situação inesperada, sobre a natureza dos homens, suas ações, seu modo de pensar, se organizar, sentir, conviver e viver. Excelente leitura.
Malu Drummond 04/01/2019minha estante
É exatamente isso. Concordo em tudo!




Kaio 21/12/2018

Cruel
"(...) Se eu voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhes a alma, A alma, perguntou o velho da venda preta, Ou o espírito, o nome pouco importa, foi então que, surpreendente, se tivermos em conta que se trata de pessoa que não passou por estudos adiantados, a rapariga dos óculos escuros disse, Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que nós somos".
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Impressões: É apenas o segundo livro que leio de Saramago, só O evangelho segundo Jesus Cristo já havia conquistado minha admiração pelo autor, mas Ensaio sobre a cegueira foi além disso.
A obra é cruel e a narrativa angustiante. Muita vezes tive que parar a leitura, lembrar de respirar e voltar a ler. Nas últimas cem páginas, mais ou menos, entretanto, Saramago é de uma sensibilidade, apesar de dura, encantadora.
Sem dúvidas, uma obra digna de um Nobel.
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léo 20/12/2018

Quando me falavam das obras desse autor eu realmente não imaginava a genialidade delas. Já quero ler outros!
Guilherme 20/12/2018minha estante
Oi! Vi que você leu "Ensaio sobre a cegueira", do José Saramago, e venho lhe convidar para ler a minha resenha sobre o livro que publiquei em um perfil dedicado à literatura no Instagram: https://www.instagram.com/p/BrgNkKWjUGA/?utm_source=ig_web_copy_link. Caso goste e quiser segui-lo, ficarei muito grato :) Muito obrigado, e desculpe qualquer coisa!


Dani 21/12/2018minha estante
Lê as Intermitências da Morte, é ótimo também!!




araujobruna_ 25/11/2018

Incrível
Difícil encontrar palavras que descrevam os sentimentos vividos ao ler esse livro, perfeito do começo ao fim que por sinal é lindo e tocante, as ultimas 100 páginas são sensibilidade e emoção pura.
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Laís 24/11/2018

Simplesmente favorito!!!!
Este livro me pegou completamente desprevenida e não sei como defini-lo sem dizer 'perfeito'.
Ensaio Sobre a Cegueira nos faz pensar até onde o ser humano vai quando não pode mais utilizar suas necessidades mais comuns como a visão.
Quando um grupo de pessoas é isolado da sociedade por estar ocorrendo uma epidemia - diagnosticada como "a cegueira branca" - vemos a barbárie que qualquer um pode cometer quando não possui aquilo que lhe é mais precioso.
É simplesmente encantador. Peguei o livro pensando que seria apenas bom, mas acabou se tornando um dos livros favoritos da minha vida. José Saramago é espetacular. Deveria ser um livro que todos deveriam ler. Magnífico!
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monique.gerke 07/11/2018

Terminei a leitura há alguns dias, mas só agora consegui atribuir alguma pontuação ao que li;
Às vezes essa história de dar estrelas é ótima, mas em outras ocasiões não faço ideia de qual nota atribuir. E ensaio sobre a cegueira foi um caso desses.
A história é definitivamente angustiante, ainda estou digerindo...
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Luciana.Lopes 02/11/2018

Ensaio sobre a cegueira
Que livro! Grita às nossas cegueiras! Só lendo para tentar enxergar com os olhos de Saramago...
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Vanessa @LarLiterario 25/10/2018

Recomendo!!
E se toda a população cegasse? Saramago trata tudo na base na hipótese e vai fazer você questionar junto com ele.


O mundo foi atingido por uma inexplicável cegueira branca, começando aos poucos e se espalhando em massa e a população vai ter que se virar da maneira que pode para se adaptar a novidade. Nós vamos acompanhar esse cenário caótico pelos olhos da Mulher do médico, única pessoa que consegue ver. Quando os primeiros cegos surgem, o governo decide coloca-los em quarentena julgando ser contagioso e ela, para acompanhar o marido e primeiro a cegar, fingiu estar cega.


"será um governo de cegos a quererem governar cegos, isto é, o nada a pretender organizar o nada, Então não há futuro"


A mulher do médico é de longe a personagem mais interessante do livro, o fato dela torna tudo ainda mais doloroso. A única pessoa que sabe que ela consegue ver é seu marido e, por isso, ela vai fingir para todos nesse grupo em quarentena. Mas em nenhum momento ela acha que o fato de enxergar é uma dádiva, e eu particularmente, vi como um maldição. Mas, essa personagem é tão carregada de empatia que vai usar essa vantagem para ajudar a todos, quando poderia apenas se ajudar. Além de ser um exemplo de mulherão da porra, porque a força que ela carrega é inacreditável.


Saramago não nomeia seus personagens e nem mesmo a cidade a qual está acontecendo esse caos, nos levando a acreditar que isso poderia estar acontecendo com qualquer pessoa e em qualquer lugar. Todas as críticas refletidas nesse livro e questões humanas são jogadas na cara do leitor de uma maneira tão crua e realista que você vai passar muito tempo do seu dia pensando sobre elas. Pensando no que faria no lugar dessas pessoas.


Chega um momento nesse livro que você pensa que não há saída para tal situação e você quer de qualquer maneira que haja uma solução. Tanto é que ao finalizar esse livro eu fiquei horas refletindo, Saramago conseguiu fechar esse livro com maestria, capaz de deixar cada parte do livro na mente do leitor por muito tempo.


Não pense que você vai encontrar algum alívio cômico durante a leitura desse livro, não há. Vi uma entrevista do autor após finalizar a leitura onde ele diz que queria fazer o leitor sofrer tanto quanto ele sofreu ao escrever e de fato, ele conseguiu. Ainda não tive oportunidade de ver a adaptação, mas saber que Saramago se emocionou diante dela, sabendo o quão difícil ele é para vender os direitos de suas obras, me deixa ainda mais curiosa e talvez até, apreensiva. Levando em consideração o quão pesado esse livro é, sei que a adaptação vai me fazer sofrer tanto quanto.


Li esse livro por recomendação da Mosona @umaestudantedeletras e disse a ela, que houve uma parte que eu li querendo vomitar de tão pesada que a cena era. E não foi só uma, foi boa parte dessa história. Não há como você ler esse livro com um olhar superficial, ele trás reflexões muito atuais e é chocante quando você para pra sentir na pele tal coisa.


"Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."


É uma leitura densa, uma escrita diferente e no português de Portugal, isso vai dificultar um pouco a leitura, mas vale muito a pena. Recomendo demais!
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Cândida Bernardi 23/10/2018

FANTÁSTICO!
"Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos".
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Psicodelia Literária 14/10/2018

Ensaio sobre a cegueira
Certamente, um dos livros mais pesados que já li em toda a minha vida. Algumas cenas desse texto estão impregnadas em minha memória. Dói, dói tanto que, vez ou outra, pego-me a imaginar o tamanho do sofrimento de Saramago ao escrever Ensaio sobre a cegueira.

Que escritor!
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Guta 08/10/2018

Sobre futuros distópicos.
Talvez seja isso mesmo que estamos vivendo, a última mensagem da última página do livro: uma cegueira coletiva; porém não é sobre isso que eu quero falar. Quero falar aqui da montagem de um cenário distópico que eu nunca havia pensado antes, tão mundano e ao mesmo tempo tão feroz quando zumbis querendo comer nossas carnes ou um governo autoritário que obriga nossos jovens a lutarem entre si até a morte. E se todos ficassem cegos? Como se daria nossa humanidade, nossas organizações? Apesar de o governo da estória ter tomado medidas drásticas e até pouco prováveis para o nosso universo é perceptível como as pessoas cegas de hoje só podem ser independentes por causa de uma corrente de pessoas que enxergam ao redor delas. E se todos tivessem perdido a capacidade de andar? E se todos estivessem surdos? Creio que embora a mensagem do livro seja sobre uma certa cegueira social metafórica, tudo que consegui pegar é a ideia de como nossa estrutura social é frágil e apenas vivemos porque a maioria trabalha em coletividade para que você receba água limpa na torneira, energia elétrica e os super mercados estejam abastecidos com comida ao seu dispor.
Uma das características do livro que mais me chamou a atenção é a questão que o autor faz de desumanizar as pessoas em sua obra, a começar não lhes dando nomes. A mulher do médico, o médico, a rapariga dos óculos escuros, o velho da venda preta, a cega das insônias, o cão das lágrimas. Ninguém era tão importante a ponto de ter um nome, aliás, a própria situação de cegueira fazia-se dispensável o uso de nomes. Além disso, é impossível não fazer menção à constante situação da imundície em que as personagens se encontram, de hora em hora citando a podridão dos excrementos, urina, vômitos e outros fluídos corporais numa tentativa de nos lembrar o quão patéticos somos vivendo em nosso ambiente artificial tão saneado. Particularmente eu lembro do que fazemos muitas vezes com os animais que comemos, como deixamos porcos e galinhas confinados em espaços pequenos andando em seus próprios dejetos.
Para finalizar a resenha, eu só posso dizer que o livro não é cheio de reflexões acerca dessa cegueira metafórica que todos clamam, talvez seja porque não prestei atenção como deveria ou porque o autor só queria mesmo era contar uma história, deixando para a última página algum tipo de contemplação de toda essa desventura vivida pelo nosso grupo de cegos principal.
.
Argh, critique-me se quiser, mas odiei a falta de espaços no livro para indicar as falas e até mesmo outras marcações pontuais como "?". Vocês irão entender quando lerem.
Ana Clara 11/11/2018minha estante
que lindo! parabéns pela resenha!


Guta 19/11/2018minha estante
obrigada de mais :D




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giovana 24/09/2018

mano...
wtf. sinceramente, esse livro é um exemplo perfeito da ironia fina q o saramago usa pra criticar problemas da sociedade atual. ele é sensacional. acabou me fazendo perceber tmb o quanto a nossa sociedade depende da visão. e o quanto homens podem ser estúpidos. recomendo trilhões de vezes.
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Raphael 06/09/2018

Um ótimo livro
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