The Scorch Trials

The Scorch Trials James Dashner




Resenhas - The Scorch Trials


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16/02/2014

ATENÇÃO! SPOILERS DE CORRER E MORRER CASO VOCÊ NÃO TENHA LIDO!

Depois de sobreviver no Labirinto e serem resgatados por um grupo aparentemente de rebeldes contrários à WICKED (curiosidade: como está em português? Em inglês a sacada é genial, de colocar uma palavra que expressa uma ameaça como sendo – talvez – uma coisa boa), Thomas e os outros Gladers são levados para um lugar seguro. Alojamento decente, com beliches limpinhos, banho, e um lauto banquete. A vida e boa, e os Gladers podem voltar a ser o que eles sempre foram: garotos. NA! Daí não haveria história!

E ela até engana, começa bem assim mesmo, com uma sensação de segurança e alegria. Mas só por isso mesmo já dá para desconfiar. E à noite, quando eles acham que vão descansar bem, Thomas está conversando mentalmente com Teresa, quando de repente ela some. Ele não consegue mais nem sentir sua presença, muito menos ouvir seus pensamentos. Começa aí o pesadelo. No dia seguinte, os Gladers acordam para uma grande surpresa, inexplicável, e fome. Muita fome. E um novo personagem: Aris. Misteriosamente, Aris aparece no lugar de Teresa. E não é só isso, na porta de seu quarto, há uma estranha inscrição, juntamente com tatuagens com mensagens estranhas em cada um dos meninos. A mais assustadora, é claro, é a de Thomas. E assim eles descobrem que fazem parte de mais um teste. E o que aconteceu com o mundo.

Depois de uma série de explosões solares que devastaram a superfície da Terra, tornando-a inabitável, e que ainda por cima ativou uma doença que faz as pessoas enlouquecerem, os governos restantes do mundo se uniram e fundaram a WICKED em busca de uma cura. E essa cura é prometida aos Gladers após eles passarem por toda a prova. E o nome “de fogo”, no caso, não é só figura de linguagem.

A primeira parte da prova é eles passarem por toda a extensão do Scorch (algo como queimada. Não sei como traduziram). Depois de passar por um túnel, eles saem para o mais inóspito deserto: temperaturas altíssimas, ar pra lá de seco e desolação por todo lado. E não, pessoas, não estou falando de São Paulo, Rio de Janeiro ou Porto Alegre neste verão. Eles se encontram nos arredores de uma cidade devastada, que mais tarde sabemos que se trata da Cidade do México. E para chegar à cura, eles tem que passar pela cidade, e enfrentar seus perigos, como os Cranks, pessoas infectadas pela Flare (esse é o nome da doença, em homenagem às explosões solares, em inglês, solar flares. Esqueci de dizer que na minha cabeça, os afetados viram algo como zumbis e saem por aí comendo seus semelhantes). E, como vocês podem imaginar, eles não são nada amigáveis.

Frente a tudo isso, Thomas tem que enfrentar o seu novo status no grupo, que obviamente eu não vou falar para não estragar a surpresa. Além de encarar a falta de Teresa, que é muito maior do que ele possa imaginar, e a saudade de Chuck, que morreu nos seus braços. Ele começou a recuperar algumas de suas memórias, e não só descobriu que ele trabalhou com a WICKED, como o fez junto com Teresa, e que ela foi sua melhor amiga antes do Labirinto, e talvez até mais. Mas, depois de passar por tudo que passou no Labirinto, Thomas não só não confia na WICKED como também se envergonha disso. Mas ganhou a confiança de seus amigos. E, mesmo sem querer, acaba exercendo o papel de líder. E agora que já sabe mais a seu respeito, Thomas está mais centrado, e mais determinado. Também confia bastante no seu instinto, que admito que geralmente é bom, mas o leva a tomar algumas atitudes precipitadas.

Uma dessas atitudes é encontrar Teresa na cidade, sozinho, mesmo com os avisos dos outros Gladers. Thomas confia nela plenamente, e é aqui que ele percebe que ela pode ser mais do que amiga para ele. Só que ele passa a maior parte do livro longe dela, e quando ele finalmente a reencontra as coisas não são como ele imagina, mas claro que não vou falar o que acontece. Teresa realmente tem algum segredo enterrado na mente. Ora ela age de uma forma, e ora de forma totalmente contrária. Mas sempre ela assegura Thomas que ela está do seu lado. O problema é que não dá pra saber se dá para confiar nela. E isso é uma coisa que vai pesar também em Thomas. Teresa agora está com outro grupo, este só de meninas. Esqueci de falar lá em cima que haviam dois labirintos e que como aconteceu com Thomas e Teresa, também no das meninas. E Aris vem desse grupo, o único menino. E por isso é tão difícil confiar em Teresa.

Aris representa para Thomas mais ou menos o que Chuck representou. Quer dizer, Thomas se sente responsável por ele. Aris tem a mesma capacidade telepática de Thomas, mas por achar que isso é uma ligação especial com Teresa, ele acaba não gostando da ideia de Aris conversar dessa forma. Aris entra para o grupo dos Gladers sem ideia de como foi parar lá. Aris tem um papel importante na história, mas não posso falar mais aqui.

E outros Gladers também tem mais destaque, como Minho, que se afirma como líder, é sarcástico mas tem a cabeça no lugar. E logo se torna um dos melhores amigos de Thomas. Minho é inteligente e determinado, até mesmo um tanto teimoso, mas como no caso de Thomas, seu instinto geralmente é acertado. E Newt também se destaca mais, e acaba dividindo a liderança com Thomas e Minho. Seu papel na verdade é outro, mas ele vai ter mais importância no terceiro (que eu já estou lendo).

Mais dois personagens entram para a história. Trata-se de Jorge, um habitante da cidade, e mais velho que os outros. Jorge é como o líder do grupo na cidade, mas abandona seu grupo de sobreviventes para ir com Thomas até a cura. Jorge é mais experiente, e age como o protetor do grupo. E Brenda, uma menina mais ou menos da idade de Thomas, e uma Crank. Ela é bem doidinha mesmo, o que leva a crer que é mesmo uma Crank. Só que ela é inteligente, e acaba se encantando, por falta de expressão melhor, por Thomas. Não posso dizer que não é mútuo, mas há uma coisa: Teresa. E claro que ao se conhecerem, a rivalidade das duas é mútua.

Se no primeiro a história demora para engrenar, neste ela flui com mais facilidade. Os novos personagens dão nova vida ao livro, e deixam a história mais complicada. O que eu gostei bastante nesse é que ele é mais cheio de reviravoltas. Quando você pensa que a história vai numa direção, ela parte para outra totalmente diferente, e é uma surpresa atrás da outra. E sempre tem a angústia para que eles cheguem logo à cura e saiam do deserto, que parece não ter fim. O autor descreveu essas cenas no deserto muito bem, a a gente passa por tudo junto com os personagens. Então, se você só leu o primeiro mas não se empolgou muito, persista, porque a trama só faz ficar melhor. Bem melhor.

Trilha sonora

Não tem nem o que falar. Out of the frying pan (and into the fire), do Meat Loaf é perfeita, começando pelo título, que é literalmente da frigideira para o fogo. E Unknown do Lifehouse e Chasm do Flyleaf também.

Se você gostou de Prova de Fogo, pode gostar também de:

Jogos Vorazes – Suzanne Collins;
Divergente – Veronica Roth.

site: natrilhadoslivros.blogspot.com
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Gosta/Cabelo 21/04/2011

The Scorch Trials: Misterioso e Revoltante
A série Maze Runner é uma mistura perfeita de suspense e ficção científica num mundo pós-apocalíptico. The Scorch Trials, o segundo livro da série, é tão envolvente quanto o primeiro: a trama complexa vai se explicando aos poucos ao longo do livro, mas ainda guarda muitos mistérios pela frente. A história é dinâmica e cheia de ação do começo ao fim, apresentando certos momentos críticos capazes de levar o leitor ao desespero.
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