Urupês

Urupês Monteiro Lobato




Resenhas - Urupês


27 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2


Biblioteca Álvaro Guerra 12/04/2019

Lançado em 1918, este livro apresenta pela primeira vez um dos personagens mais marcantes da literatura lobatiana: o caipira Jeca Tatu, um “sombrio urupê de pau podre a modorrar silencioso no recesso das grotas”. Com ele, Lobato antecipa uma postura ecológica ao defender o meio ambiente, explorando temas como a queimada e o desmatamento no Vale do Paraíba, alertando, com o conto “Velhas Pragas”, sobre as causas do empobrecimento do solo.

Livro disponível para empréstimo nas Bibliotecas Municipais de São Paulo. De graça!

site: http://bibliotecacircula.prefeitura.sp.gov.br/pesquisa/isbn/9788525046888
comentários(0)comente



Daniel Dornelas 04/04/2019

Perfeito! O homem da roça na literatura!
Uma leitura fantástica, capaz de nos apresentar uma imagem de Monteiro Lobato que vai além do nosso imaginário. O Monteiro Lobato político!

Contos bem escritos que mexem com o nosso imaginário.
comentários(0)comente



Wagner 04/11/2018

URUPÊS...

(...) Só ele não fala, não canta, não ri, não ama.
Só ele, no meio de tanta vida, não vive...

in: LOBATO, Monteiro Urupês, São Paulo: Brasiliense, 1961. pg 155.
comentários(0)comente



Tania Regina 31/08/2018

Urupês
Urupês é um livro de contos para adultos escrito por Monteiro Lobato, escritor muito conhecido por seus contos e personagens infantis.
No geral ele retrata a vida do caipira, preguiçoso por natureza, que perde suas terras para formigas e cupins por preguiça.
Quase todos os contos, apesar de não ser terror, acabam de maneira trágica, entre eles, o que eu achei mais chocante foi "A Vingança da Peroba". Esse em especial, retrata a vida de uma família, um casal com muitas filhas mulheres e só o caçula um homem. O pai da família, tinha inveja da família do vizinho de muitos filhos homens para trabalhar. Retrata o alcoolismo sendo incentivado a uma criança, essa mesma criança incentivada a usar violência contra suas irmãs, mulheres.
Tem o conto "Os Faroleiros" que trata de uma história muito interessante do Gerebita e do Cábrea.
Tem "O Engraçado Arrependido" que, mesmo depois de morto, continua fazendo todo mundo achar graça de seus atos. Mesmo quando tenta ser sério, ninguém bota fé nele.
"A Colcha de Retalhos" conta a história de Pingo D'Água. Por sinal, uma história triste de final mais triste ainda.
Achei muito boa a experiência de ler Monteiro Lobato pela primeira vez.
comentários(0)comente



leila.goncalves 02/08/2018

Fungo Parasita
Publicado originalmente em 1918, "Urupês" é o texto mais importante, aquele que intitula a coletânea de contos e crônicas de Monteiro Lobato que é considerada sua obra-prima.

A narrativa traça uma visão depreciativa do caboclo brasileiro, inaugurando um regionalismo crítico e mais realista do que aquele apresentado anteriormente pela nossa literatura. Isso ocorre através da famosa figura do protagonista, Jeca Tatu, apelidado de "Urupê", uma espécie de fungo parasita, que serve sob medida para descrevê-lo.

Ele nada mais é do que um caboclo acostumado a levar a vida sob a lei do mínimo esforço, usando e abusando de tudo o que a natureza gratuitamente oferece. A personificação da ignorância do homem do campo, fruto do descaso do governo com as pessoas da zona rural, pois "Jeca Tatu não é assim, ele está assim".

Merece destaque sua linguagem, graças a influência sobre nosso idioma. A partir dela, surgiram diversas palavras e expressões que hoje constam no dicionário, por exemplo o termo "jeca", originado do personagem homônimo que passou a significar "caipira", "morador da zona rural" ou ainda "pessoa de hábitos rudimentares".

Eis uma boa amostra do talento e da versatilidade de Lobato, um grande nome no mundo das letras, especialmente conhecido pelos seus livros infantis.

Edição caprichada e adaptada à nova Reforma Ortográfica.
comentários(0)comente



leila.goncalves 02/08/2018

Bom Entretenimento
Monteiro Lobato é o nome de maior destaque no nosso panorama literário infantil. Entretanto, seu inquestionável e multifacetado talento vai muito além e esse livro, considerado sua obra-prima, é uma boa oportunidade para comprovar o fato.

Publicada em 1918, "Urupês" é uma coletânea de contos e crônicas que inaugura na nossa literatura um regionalismo crítico e mais realista do que apresentado anteriormente, especialmente durante o Romantismo.

A crônica que intitula a obra, retrata o nosso caboclo sob uma perspectiva depreciativa e tem como protagonista uma das figuras mais conhecidas de nossa literatura, o Jeca Tatu, apelidado de "Urupê", uma espécie de fungo parasita, que serve sob medida para descrevê-lo.

Também merecem destaque outros dois contos:
- "A Colcha de Retalhos", que conta a decadência de Pingo ou Maria das Dores, numa analogia com a zona rural onde ela vive.
- "Velha Praga", originalmente um artigo publicado em "O Estado de São Paulo", que denuncia as queimadas praticadas pelos caboclos nômades na Serra da Mantiqueira e suas consequências, mostrando inclusive, o descaso que essa população vivia na época.

Afora esses textos, fazem parte do livro: "Os Faroleiros"(singularmente ambientado no litoral), "O Engraçado Arrependido", "A Vingança da Peroba", "Um Suplício Moderno", "Meu Conto de Maupassant", "Police Verso", "Bucólica", "O Mata-Pau", "Boca-torta", "O Comprador de Fazendas" e "O Estigma".

Finalmente, não há como deixar de mencionar a importância da linguagem de Lobato presente nesses textos, graças a sua influência sobre nosso idioma. A partir dela, surgiram diversas palavras e expressões que hoje constam no nosso dicionário. Por exemplo, o termo "jeca", originado do personagem homônimo que passou a significar "caipira", "morador da zona rural" ou ainda "pessoa de hábitos rudimentares".

Excelente edição, comentada com índice ativo e adaptada à nova Reforma Ortográfica.

Bom entretenimento!
comentários(0)comente



TalesVR 17/07/2018

Horror Nacional
Talvez soe um pouco estranho, pelo menos de inicio, que o nome de Monteiro Lobato, conhecido por suas fábulas infantis, seja relacionado ao gênero do Terror/Horror, mas é perfeitamente compreensível ao ler esse seu primeiro livro de contos, os ''Urupês''. Neste livro, somente fãs do tipo devem se identificar com o conteúdo, pois as estórias giram primariamente nesse eixo, do inusitado ao grotesco, como já li em uma outra resenha por aqui.

Ao contrário de obras posteriores, como ''Negrinha'', em Urupês, Monteiro Lobato brinca com a imaginação fantasiosa; é uma ficção, ora essa. Deixemos que ele brinque, e que saibamos apreciar essa arte como ela foi concebida, com sua beleza natural de ser um livro de contos de semi-horror, com um toque de ''roça''.
comentários(0)comente



Israel 28/05/2017

A obra de Monteiro Lobato vai muito além das historias infantis do sítio do Pica-Pau amarelo. Sua obra mais conhecida crivou uma aura de escritor de histórias infantis no autor que talvez para muitos, Urupês cause uma certa estranheza.
O livro traz um apanhado de histórias de cunho grotesco, ambientadas em sua grande maioria no interior, onde o cotidiano do caboclo do sudeste serve de mote para Lobato contar suas histórias. E que histórias!
Histórias de horror, morte, traição e tudo que sacode a alma humana num bom livro que não deixa em nada a desejar se comparado aos mestres universais do gênero. O autor se sai bem em todos os 14 contos do livro. Seus personagens são densos, sólidos, críveis e suas ações são todas voltadas para a autopreservação.
Apesar da linguagem rebuscada, Monteiro Lobato consegue encaixar a linguagem coloquial em seus contos fazendo com que o clima interiorano se torne mais verossímil, mostrando que Lobato conhece bem a linguagem do caboclo, pois se enfurnou nos rincões do país.
O autor mostra um país que poucos brasileiros conhecem e o mais interessante, pouca coisa mudou nesses quase 100 anos que o livro foi publicado.
O autor fecha com chave de ouro seu clássico com o homônimo Urupês, que apresenta Jeca Tatu, uma síntese dos personagens apresentados. O anti-herói criado por Lobato ainda causa fascínio quando lido e dissecado nesse livro.
Enfim, um livro excelente que merece ser degustado e guardado com carinho para uma releitura quando possível. O autor alça a literatura brasileira a níveis europeus. Recomendadíssimo.
comentários(0)comente



ANINHAPONCE 03/01/2017

Urupês
Olá... Olá... Olá... Tudo bem com vocês?? Hoje quero comentar com vocês sobre o livro Urupês de Monteiro Lobato.
Essa edição da Editora Globo é composta pelos contos:

Os faroleiros
O engraçado arrependido
A colcha de retalhos
A vingança da peroba
Um suplício moderno
Meu conto de Maupassant
"Pollice Verso"
Bucólica
O mata-pau
Bocatorta
O comprador de fazendas
O estigma
Velha Praga
Urupês

Dos quatro livros de contos que li do Monteiro esse foi o que menos gostei, talvez pela temática. Enquanto Cidades Mortas, meu preferido, traz contos sobre a sociedade, já Urupês traz contos com temáticas mais interioranas, bucólicas... que não me agradou tanto. Mas a escrita de Lobato continua incrível e envolvente e vale muito a pena ler.
É no conto que dá título ao livro que surge o principal personagem de Lobato: o Jeca Tatu, sendo este um dos contos mais interessante do livro.
Algumas universidades compram esse livro no vestibular. Achei uns post da Abril bem interessante e útil para os vestibulando: LINK.

Espero que tenham gostado. Beijos e até a próxima.

site: viajandocompapeletinta.blogspot.com
comentários(0)comente



Raphael Cerqueira 13/03/2016

É um bom livro. A primeira vez que o li foi a uns 15 anos. Agora voltei a ler. Sou admirador do Monteiro Lobato, gosto de sua escrita irônica, ácida e, por isso, divertida. Quiroga disse, no decálogo do bom escritor, que devemos nos inspirar em algum escritor para produzirmos nosso próprio texto. Eu me inspiro em Monteiro Lobato para escrever meus contos. Acho que para entender o Brasil caboclo, o Brasil interiorano, o Brasil das crendices e do folclore é essencial ler Lobato, tanto a obra infantil quanto a adulta. E, por isso, indico outros livros seus: Negrinha e Cidades Mortas.
comentários(0)comente



Gláucia 07/10/2015

Urupês - Monteiro Lobato
Publicado em 1918, é o primeiro livro do autor a ser publicado e foi considerado um best-seller. Traz 14 contos, alguns dos quais já haviam sido publicados em jornal e tem como tema o universo rural, a vida do homem do campo porém não como costumava ser retratado na época por seus pares, que romantizavam a vida no campo. Lobato expõe em seus contos, o atraso e muitas vezes a indolência, contrapondo o universo urbano sob o ponto de vista de homens que visam ao cosmopolitismo europeu. Os contos vão do drama ao tragicômico e alguns tem toques grotescos.
Percebemos aqui como Lobato era extremamente crítico e contundente em suas opiniões. O penúltimo conto, A Velha Praga, esboça aquele que vem a ser um de seus mais conhecidos personagens, o Jeca Tatu que é esmiuçado em todas as suas características e mazelas sociais em Urupês, último conto da seleção e que deu dando o que falar na época que acabou intitulando a obra.
Meus dois contos preferidos: O Engraçado Arrependido e O Comprador de Fazendas.
Otavio.Vargas 03/04/2016minha estante
Obrigado Tava Precisando de um resumo,(e pra dever da escola :P) Obrigado!




Aline 15/06/2015

Urupês é a primeira produção literária de Lobato. A história que nele esta presente retratam basicamente a rotina do caipira que habita a região rural de São Paulo, e revelam suas opiniões e hábitos. As histórias se passam na pequena cidade de Itaoca, região do interior de São Paulo. A última parte, Urupês, introduz a imagem de Jeca Tatu, o sertanejo característico, lento e desprovido de cultura. É assim que o autor descreve o caboclo, um pequeno cogumelo, daí o título Urupês, que traduz esta espécie de fungo.
As demais narrativas é sobre os personagens que vivem no campo, relatam suas aventuras, apresentam sua fala e seus hábitos cotidianos.
comentários(0)comente



. 31/12/2014

É uma obra crítica da vida no campo, que é apresentado sem o frescor bucólico comum na literatura. As histórias são tristes, com dramas diversos (coletivos ou individuais) resultantes da ingenuidade, passividade ou exploração dessa sociedade, que às vezes é caracterizada também com um fatalismo inerente.

Os textos dessa coletânea foram publicados entre 1914 e 1917, iniciando-se com "Velha praga" e "Urupês". Ambos apresentam o Jeca Tatu, caracterizando-o com uma mentalidade condenável, expressa no manejo inadequado da terra (através das queimadas) e na postura acomodada diante das adversidades. A crítica é pejorativa, pois o caboclo é comparado a um parasita na terra.
Outros contos de destaque são: "Bocatorta" (surreal, com a triste solidão e rejeição de um sujeito disforme que acaba por praticar a necrofilia), "O engraçado arrependido" (tragicomédia de um gaiato que tenta levar a vida mais a sério), "Um suplício moderno" (mostra o jogo de poder e exploração dos menos favorecidos), "Pollice verso" (a banalidade da vida diante da sórdida cobiça) e "Bucólica" (fala da rejeição por conta de saúde debilitada).

São 14 os textos. No geral tem uma linguagem muito formal, ainda que na transição do pré-modernismo, tornando a leitura cansativa em alguns momentos.
comentários(0)comente



Thiago F. 31/08/2014

Brevíssima análise geral.
Composto de 14 textos - 12 contos e 2 artigos - Urupês, "fazedor de desertos", de Monteiro Lobato foi publicado, originalmente, no ano de 1918, dentro de um contexto literário pré-modernista.

A obra ambienta-se espacialmente, na grande maioria dos contos, exceto nos dois primeiros: "O faroleiro" e "O engraçado arrependido", na região rural paulista do Vale do Paraíba, cenário da infância do próprio autor. Os contos são narrados em 1° e 3° pessoas a partir de um narrador observador, aquele que conta o que ouviu, tão comum no meio rural. Temporalmente, temos um nítido retrato do Brasil agrário das primeiras décadas do século XX.

De modo geral, as histórias apresentam de maneira bem transparente - valorizando a crítica em detrimento da exaltação - a vida e o universo da população do campo. Têm-se temáticas como: os conflitos familiares e entre vizinhos; o sonho de um filho bem sucedido; a saga por casar a filha ainda moça; a atuação dos coronéis; os causos do interior; entre outras que pincelam bem quem é e como vive esse homem tão destoante da sociedade tradicional.

Lobato, com seu estilo particular - um misto de grafia e arcabouço erudito com pitadas de referências regionais - traz à tona, antes dos famigerados modernistas, a figura do caboclo. Utiliza-se de influências expressionistas, ironias e elementos coloquias, especialmente a fala do caipira, para retratar de maneira mais fidedigna esse "ser" quem sempre esteve presente, mas nunca foi notado pela sociedade.

Há, portanto, uma grande importância residente nesta obra. Discussões de viés mais sociológicos, sobretudo na ideia de que o homem, no caso o caboclo, seria fruto do meio, no caso o ambiente hostil do campo. No campo da História do Brasil, a política dos coronéis durante a República Velha pode ser constatada. No que tange a literatura, por fim, nasce a abordagem analítica regionalista - que fora feita no Romantismo, todavia de forma menos criteriosa - que, de fato, serviu como suporte às pesquisas modernistas, posteriormente.

Com certeza é digno de ser lido, relido e nunca esquecido

Frases que me marcaram:
- " Só ele não fala, não canta, não ri, não ama.
Só ele, no meio de tanta vida, não vive..."
comentários(0)comente



Gabi 11/12/2013

Analise Literária do Conto Urupês de Monteiro Lobato

O Autor
Monteiro Lobato vive em processo evolutivo de idéias e neste processo ele tem flertes, os quais são refletidos em seus artigos. Ele se refaz, pois volta a trás de idéias já confirmadas porque ele vê a informação como salvadora, esta ideologia é muito presente em suas obras.

A Obra
O oposto da escrita de José de Alencar de Alencar que enaltece o índio com uma visão romântica, Urupês de Monteiro trás a tona o mesmo cenário com as informações darwinistas; mostra o caboclo como o macaco que quer dizer “ainda não evoluiu”* conforme a teoria de Darwin. A escrita Lobatiana tem fortes influencias do sociólogo Silvio Romero que também era professor de literatura que dizia; “se somos mestiços somos degenerados” e em Urupês vemos esta idéia refletida num trecho da narrativa: “Só ele não fala, não canta, não ri, não ama. Só ele, no meio de tanta vida, não vive ...”. Então ele gira sempre no questionamento:” Quem somos? De onde viemos?”; o ideal purista que busca a pureza da raça trás uma série de questionamentos e analisamos historicamente que temos origens cristãs e celtas**. A narrativa faz, também, uma comparação da crendice cabocla com a mitologia grega, há Santo pra tudo assim como os Gregos tem deuses para tudo. E toda a descrição do cabloco não é de um cientista, mas de um amante dela. Monteiro tira do leitor o patriotismo idealista para que ele adote um patriotismo consciente.

*Metáfora da mandioca:“A mandioca já é um pão amassado pela natureza” para Monteiro esta comodidade não permitia a evolução, pois ele permanece ali de cócoras como macaco e se os americanos tivessem sob o mesmo ambiente estariam também de cócoras.

**Viemos dos Visigotos, povo medieval cristianizado por Arino (bispo do século III) apoiado pelo imperador Constantino que gostava da idéia de que Deus e Jesus não era a mesma coisa, e sim que Jesus é filho de Deus, mas também temos uma linhagem celta que é pagã.
comentários(0)comente



27 encontrados | exibindo 1 a 15
1 | 2