As verdadeiras riquezas

As verdadeiras riquezas Kaouther Adimi




Resenhas - As verdadeiras riquezas


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Bárbara 28/01/2020

A obra mescla diários, fatos históricos e uma história paralela contemporânea, todos ligados a uma pequena livraria na Argélia onde Gide, Camus e outros autores circulavam. Como pano de fundo, a conturbada relação entre o país e a França, de quem eram colônia.

Infelizmente o livro tem erros de digitação, muitos deles. E os títulos das dezenas de livros citados foram mantidos em francês, o que dificulta a pegar algumas referências.
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Mariana Dal Chico 14/01/2020

“As verdadeiras riquezas” de Kaouther Adimi foi publicado no Brasil pela Rádio Londres que me enviou um exemplar de cortesia.

Desde que voltei a estudar o idioma francês, meu interesse por literatura francófona aumentou, por isso, fiquei muito empolgada quando recebi o livro e li a sinopse.

A livraria “As verdadeiras riquezas” foi fundada por Edmond Charlot que lutou bravamente para publicar os livros em que acreditava. Amigo de Albert Camus, ele foi sincero ao dizer que “O Estrangeiro” merecia uma editora maior, que desse vazão para sua grandeza.

Eu esperava uma leitura que trouxesse mais vida para a livraria, um ambiente tão querido por leitores, mas ela passou a ser coadjuvante em um enredo promissor que não teve um bom desenvolvimento.

O real e a ficção estão muito separados, é possível ver a linha que os divide e isso, prejudicou a fluidez da leitura.

Os trechos do diários de Charlot são bem interessantes, trazem desde a preocupação com o fornecimento de papel, ao lamento pela morte de um amigo.

A parte que mais me desagradou foi a ficcional, Ryad é um personagem fraco, seu conflito não convence e parece que sua história não é finalizada.

Os trechos que narram momentos históricos da Argélia são interessantes, principalmente pela escolha narrativa da autora que se inclui na fala sobre seu povo.

Essa foi minha última leitura de 2019, não é um livro ruim, mas ele tinha potencial para ser muito melhor.

site: https://www.instagram.com/p/B7JV7vDDK2g/
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Sandrics - @culturinhas 07/01/2020

"Entre todos esses livros, Ryad está angustiado. Ele não ama as palavras que se aglutinam em uma mesma linha, uma mesma página, que se embaralham. Olha esses caracteres pretos impressos sobre o branco e pensa nos ácaros." As verdadeiras riquezas é uma editora/livraria localizada na rue Hamani, antiga rue Charras, na Argélia. O lugar que já teve momentos de glória hoje empresta cerca de três livros por mês e ainda atrai alguns curiosos. Abdahla, senhor de idade desconhecida, trabalha e mora na livraria há muitos anos, até o fatídico dia em que descobre que o local foi vendido e ele precisa sair. Então, curioso, fica observando pra ver quem vai ocupar o espaço. E assim conhecemos Ryad, um jovem que foi incumbido de esvaziar a livraria e se livrar de tudo, o que pretende fazer rapidamente e retornar à França.

Ryad não tem nenhum apego nem pelos livros nem pela história do local, que já recebeu famosos como Albert Camus e Saint-Exupéry. Enquanto isso, os moradores do vilarejo fazem o possível para sabotar o trabalho do jovem.

O livro alterna a história de Ryad enquanto também nos mostra o diário de Edmond Charlot, o fundador da livraria, em todo o processo da sua criação, seu auge e declínio.
Esse é um livro para quem ama o processo por trás da publicação de um livro, mesclando momentos históricos como as guerras mundiais e o domínio da França sobre a Argélia. Foi uma leitura rápida e interessante mas eu com certeza esperava um pouco mais

site: https://www.instagram.com/culturinhas/
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Peleteiro 05/01/2020

Uma obra quase exclusiva para entusiastas
As verdadeiras riquezas, de Kaouther Adimi, pode ser tida facilmente como uma obra exclusiva para entusiastas da história da Argélia, ou admiradores de escritores como Saint-Exupéry, Albert Camus e tantos outros - o que é o meu caso. A narrativa fragmentada não encanta, de modo que a história principal, do garoto Ryad, acaba sendo a menos importante e mais desinteressante, entretanto, o livro apresenta o seu real valor ao trazer anotações dos diários do editor Edmond Charlot, e proporcionar ao leitor uma imersão no processo de formação de grandes escritores e obras, fazendo-o perceber a semelhança entre as dificuldades editoriais da época, e as atuais, dadas as suas devidas proporções, é claro. Os textos jornalísticos que descrevem a Árgelia, entre 1930-1947 (se não me engano), também dão um quê especial à obra.

Penso que não deve ser uma leitura muito interessante para aqueles que não se interessam pelo assunto, e buscam o livro esperando uma história sobre a transformação que uma livraria pode fazer num sujeito, mas posso dizer que fiquei muito contente em poder ler este trabalho e saber um pouco mais sobre a intimidade de grandes escritores, a partir dos olhos dos que estavam presente durante as suas caminhadas.
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daniloleitor 02/01/2020

Razoável
Acredito que histórias sobre livrarias são naturalmente atrativas para qualquer leitor. O ambiente livresco não é feito somente pelos volumes dispostos de forma ordenada (ou não!) nas prateleiras. São histórias e estórias de escritores, leitores e visitantes, funcionários e vizinhos, tudo sob o pano de fundo do cotidiano que dá o tom de cada lugar.

No caso do livro “As Verdadeiras Riquezas”, um misto de ficção e fatos reais dá o tom da história contada pela escritora Kaouther Adimi. Nascida na Argélia, vive atualmente em Paris e conta a história da livraria fundada por Edmond Charlót, usando para isso notas do diário do editor que publicou as primeiras obras de Albert Camus.

A história se passa intercalando o diário de Charlót com a saga de Ryad, um jovem de 20 anos que tem a missão de esvaziar o espaço que antes abrigava a livraria “As Verdadeiras Riquezas” (Les Vrais Richesses), para dar lugar a um novo empreendimento. O jovem passa então a ter contato com memórias daquele lugar.

Um pouco do biografia de Edmond Charlót pode ser conhecida conforme o leitor acompanha as anotações de seu diário. Além de fundar a livraria, o editor teve contato com autores hoje bastante conhecidos como Georges Bernanos e Saint-Exupéry.

O período compreendido pelas notas do diário vai desde a fundação da livraria (1936), passando pelo período de luta da Argélia por sua independência da França (entre 1954 e 1962), até tempos mais recentes.

Interessante as anotações sobre algumas das preocupações: questões financeiras, disputas entre escritores e orgulho/ego envolvido, nascimento do filho e falta de tempo para a família, burocracia, impostos, falta de insumos (papel e tinta) para publicação em tempos de guerra.

É um livro interessante e rápido de ler, e apesar de ser um tema instigante para amantes de livros e leitura, parece que acaba rápido demais, ou que ficou faltando algo. Minha expectativa era que a livraria seria a protagonista da história, mas penso que acabou sendo uma coadjuvante, ainda que com uma boa atuação.

site: https://maisumlivropf.wordpress.com/2020/01/02/as-verdadeiras-riquezas-por-kaouther-adimi/
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Nathalie.Murcia 24/12/2019

Gracioso

Livro enviado no mês de novembro pelo Clube Rádio Londres. Uma bela combinação de título, história e capa graciosa. Poucas páginas que envolvem o leitor com uma narrativa que mescla notas de diário, vai e vêm entre passado e futuro, metaliteratura, colonialismo na Argélia, e política. Excelente escolha!

"Um homem que lê vale por dois. Ficará de frente para a história, a grande, aquela com H maiúsculo que virou este mundo de cabeça para baixo, mas também uma história, aquela de um homem, Edmond Charlot, que, em 1936, com vinte e um anos, abriu a livraria-biblioteca As Verdadeiras Riquezas."

Mais resenhas no meu Instagram.

site: http://.instagram.com/nathaliemurcia/?hl=pt-br
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Rafaella.Grenfell 18/12/2019

Fascinante
Uma história leve de como uma pequena livraria/editora se tornou um ícone para grandes nomes. Nos fala sobre a dedicação de um homem aos livros e suas mensagens e como o passar do tempo muda a nossa forma de ver e lidar com os livros. Nos traz um pouco da história do povo da Argélia e como lutaram ao lado e contra a França. Nos faz refletir sobre as dificuldades impostas aos pequenos empreendedores, não apenas durante a escassez da 2º Grande Guerra e também das causadas por maledicências e inveja. Nos traz luz sobre a importância das memórias, tanto as apenas ditas e contadas quanto àquelas devidamente registrada.


site: https://rafaellagrenfell.blogspot.com/2020/05/as-verdadeiras-riquezas.html
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Vinicius Lima 06/12/2019

Fraquíssimo!
Eu curto demais livros que falam sobre livros. Este, em particular, havia chamado muito a minha atenção, principalmente por causa da premissa e da bela capa. No entanto, confesso que foi um sofrimento terminá-lo. A estrutura do livro, que alterna passado, presente e trechos de diários da personagem, poderia até ter dado certo, caso o autora não tivesse feito uma bagunça total. São tantos nomes, datas e fatos históricos jogados de forma rasa na cara do leitor, que deixa tudo extremamente confuso e cansativo. Me perdi em vários momentos da leitura e quase desisti, pois já não estava suportando mais. Enfim, é um livro com uma ideia bacana, mas totalmente mal executada. Se esse livro tinha alguma pretensão de emocionar ou chocar, conseguiu, no máximo, me irritar. Não indico!
Sami 13/12/2019minha estante
Fiquei mais tranquila com teu comentário, fiquei bastante perdida na leitura. Não sei dizer se o livro é ruim ou mal executado ou se meu desconhecimento dos livros e dos escritores ( da maioria deles, pelo menos) atrapalhou a leitura, mas não rolou. Gostei de algumas passagens : todas tiradas dos livros dos amigos do Charlot. Realmente a escrita não me envolveu.


Vinicius Lima 13/12/2019minha estante
Pra mim também não rolou. Eu achei que iria gostar bastante, mas...


Lorrine 07/03/2020minha estante
Também não gostei. Achei as partes do diário muito chatas, mal executadas. E a história em si pobre, pouco explorada.


Vinicius Lima 08/03/2020minha estante
Exato!


Tati | Instagram: nacontracapa 21/09/2020minha estante
Estou no mesmo time que vocês.. faltam 30 pág e está difícil terminar...




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