As verdadeiras riquezas

As verdadeiras riquezas Kaouther Adimi




Resenhas - As verdadeiras riquezas


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Bárbara 28/01/2020

A obra mescla diários, fatos históricos e uma história paralela contemporânea, todos ligados a uma pequena livraria na Argélia onde Gide, Camus e outros autores circulavam. Como pano de fundo, a conturbada relação entre o país e a França, de quem eram colônia.

Infelizmente o livro tem erros de digitação, muitos deles. E os títulos das dezenas de livros citados foram mantidos em francês, o que dificulta a pegar algumas referências.
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Lya 27/06/2020

Gostei muito
A história gira em torno da livraria As Verdadeiras Riquezas mas o foco mesmo é a relação da Argélia com a França, isso me interessou bastante porque eu não sabia nada sobre o assunto. O livro intercala entre passado e presente, entre narrativa e retalhos de um diário. Algumas partes podem ficar confusas porque são citados muitos autores que não são tão conhecidos, além de o título dos livros não estarem traduzidos. Vejo que a maioria das críticas ao livro são sobre a forma em que ele foi narrado, mas acredito que vale o esforço porque a visão do argelinos não é algo que vemos com tanta frequência, além de termos informações sobre como era fundar e manter uma livraria/biblioteca/editora na época. Recomendo bastante, é uma leitura que nos acrescenta muito.
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Vinicius Lima 06/12/2019

Fraquíssimo!
Eu curto demais livros que falam sobre livros. Este, em particular, havia chamado muito a minha atenção, principalmente por causa da premissa e da bela capa. No entanto, confesso que foi um sofrimento terminá-lo. A estrutura do livro, que alterna passado, presente e trechos de diários da personagem, poderia até ter dado certo, caso o autora não tivesse feito uma bagunça total. São tantos nomes, datas e fatos históricos jogados de forma rasa na cara do leitor, que deixa tudo extremamente confuso e cansativo. Me perdi em vários momentos da leitura e quase desisti, pois já não estava suportando mais. Enfim, é um livro com uma ideia bacana, mas totalmente mal executada. Se esse livro tinha alguma pretensão de emocionar ou chocar, conseguiu, no máximo, me irritar. Não indico!
Sami 13/12/2019minha estante
Fiquei mais tranquila com teu comentário, fiquei bastante perdida na leitura. Não sei dizer se o livro é ruim ou mal executado ou se meu desconhecimento dos livros e dos escritores ( da maioria deles, pelo menos) atrapalhou a leitura, mas não rolou. Gostei de algumas passagens : todas tiradas dos livros dos amigos do Charlot. Realmente a escrita não me envolveu.


Vinicius Lima 13/12/2019minha estante
Pra mim também não rolou. Eu achei que iria gostar bastante, mas...


Lorrine 07/03/2020minha estante
Também não gostei. Achei as partes do diário muito chatas, mal executadas. E a história em si pobre, pouco explorada.


Vinicius Lima 08/03/2020minha estante
Exato!




Pandora 21/05/2020

Primeiro, acho que falou um prefácio para introduzir Edmond Charlot - de quem muitos nunca ouviram falar - e para situar o leitor na Argélia enquanto colônia francesa. O livro começa com o fechamento das portas daquela que foi a Les Vraies Richesses (As verdadeiras riquezas), de Charlot, nos anos 90; pula pra uma conversa entre nativos em 1930 e depois vai para o diário de Charlot, cinco anos depois. E este é só o começo caótico da narrativa.

Kaouther Adimi misturou neste livro uma história verdadeira, a de Edmond Charlot com uma falsa, a de Ryad e como pano de fundo a conturbada história da Argélia. O problema é que ela não explica nada, as informações são jogadas ao leitor: os diários de Charlot, os fatos históricos, as suas impressões como cidadã (ela se coloca como parte das vozes argelinas no livro)... e se o leitor não tem o mínimo conhecimento sobre a Argélia e o papel de Charlot no círculo literário, é necessário fazer várias pesquisas sobre tudo para se conectar minimamente à história.

A coisa que mais me encantou no livro foi o entusiasmo de Charlot e seu amor pelos livros. Ele era um otimista. Quando decide abrir uma filial de sua editora em Paris, em determinado momento em que os negócios vão mal, ele escreve: ‘Um poeta. Um assassino. Se nem com isso a gente não sair dessa…’ Isto porque a editora seria instalada num antigo bordel, em que um dos frequentadores era um famoso poeta e cujo dono teria sido assassinado.

Até o fim de sua vida Charlot continuaria dizendo que a livraria e a editora não teriam existido sem os seus amigos e ignorava fofocas e maledicências do tipo ‘andam falando mal de você’. Mas se falaram, ele também teve amigos fiéis que o honraram: em 2010, seis anos após a sua morte, o poeta Frédéric Jacques Temple fez uma grande doação para que fosse criada a fundação editorial Edmond Charlot. Charlot tinha apoiado Temple e sido o primeiro a publicá-lo. Também foi o primeiro a publicar Camus, e sua pequena livraria foi ponto de encontro de intelectuais, escritores, pintores e jornalistas argelinos e franceses.

O diário de Charlot (1935-1961) é importantíssimo porque além de tratar de questões pessoais e profissionais, nos dá um panorama das dificuldades da guerra, da falta de matéria prima, a morte em voo de Saint-Exupéry, a prisão do próprio Charlot em 1942, a distribuição de livros como resistência, a luta pela libertação da Argélia...

Enfim, embora eu não amado a execução desta narrativa, eu adorei ler sobre a Argélia e de ter tido contato com os diários de Charlot. Terminei este livro agradecida pela sua existência. Adoraria tê-lo conhecido.
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daniloleitor 02/01/2020

Razoável
Acredito que histórias sobre livrarias são naturalmente atrativas para qualquer leitor. O ambiente livresco não é feito somente pelos volumes dispostos de forma ordenada (ou não!) nas prateleiras. São histórias e estórias de escritores, leitores e visitantes, funcionários e vizinhos, tudo sob o pano de fundo do cotidiano que dá o tom de cada lugar.

No caso do livro “As Verdadeiras Riquezas”, um misto de ficção e fatos reais dá o tom da história contada pela escritora Kaouther Adimi. Nascida na Argélia, vive atualmente em Paris e conta a história da livraria fundada por Edmond Charlót, usando para isso notas do diário do editor que publicou as primeiras obras de Albert Camus.

A história se passa intercalando o diário de Charlót com a saga de Ryad, um jovem de 20 anos que tem a missão de esvaziar o espaço que antes abrigava a livraria “As Verdadeiras Riquezas” (Les Vrais Richesses), para dar lugar a um novo empreendimento. O jovem passa então a ter contato com memórias daquele lugar.

Um pouco do biografia de Edmond Charlót pode ser conhecida conforme o leitor acompanha as anotações de seu diário. Além de fundar a livraria, o editor teve contato com autores hoje bastante conhecidos como Georges Bernanos e Saint-Exupéry.

O período compreendido pelas notas do diário vai desde a fundação da livraria (1936), passando pelo período de luta da Argélia por sua independência da França (entre 1954 e 1962), até tempos mais recentes.

Interessante as anotações sobre algumas das preocupações: questões financeiras, disputas entre escritores e orgulho/ego envolvido, nascimento do filho e falta de tempo para a família, burocracia, impostos, falta de insumos (papel e tinta) para publicação em tempos de guerra.

É um livro interessante e rápido de ler, e apesar de ser um tema instigante para amantes de livros e leitura, parece que acaba rápido demais, ou que ficou faltando algo. Minha expectativa era que a livraria seria a protagonista da história, mas penso que acabou sendo uma coadjuvante, ainda que com uma boa atuação.

site: https://maisumlivropf.wordpress.com/2020/01/02/as-verdadeiras-riquezas-por-kaouther-adimi/
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Janary 31/01/2020

MINUTO LEITURA: As Verdadeiras Riquezas
Era comum ouvir o leve badalar do sino pendurado acima da porta de uma pequena livraria na Argélia, enquanto os jovens entravam e saiam fazendo do local um refúgio sagrado do conhecimento durante as duas guerras que assolaram essa nação da África do Norte, durante o século XXI. Duas narrativas são contadas em paralelo: o passado e o presente da fundação e queda da livraria e editora ocorrem simultaneamente enquanto intercalam o direcionamento dessa história, a partir de 1936. “As Verdadeiras Riquezas” é uma obra delicadamente bem escrita pela argelina Kaother Adimi.

Nascida na Argel de 1986, a autora traz consigo muitos reflexos da situação política da região ao longo dos anos como as ideias sussurradas em rodas de debate entre os adultos na rua, ou da escassez de papel para publicar livros, entre outros detalhes. Kaother consegue passar as emoções que seus personagens exalam durante a história, em situações simples, porém, carregadas de referências ao cenário literário da época entre a França e a Argélia. Desde o lançamento, em 2017, o livro tem colecionado prêmios de literatura por vários países na Europa.

Ao mesmo tempo em que Kaother repassa os pontos da vida de Edmond Charlot ao fundar a Livraria “As Verdadeiras Riquezas”, a autora narra a chegada de um jovem que em nossos dias atuais, está incumbido de desmontar a livraria que vai dar lugar a um estabelecimento de outro tipo, acabando de vez com o espaço cultural. A medida em que as duas histórias vão chegando ao ápice, fica a sensação de que a qualquer instante elas vão se cruzar, mesmo separadas pelo tempo. Um livro sensível, que resgata um momento cultural e político na Argélia se apoiando entre realidade e ficção na tentativa de achar respostas do passado que possam responder aos questionamentos do futuro.


site: https://soundcloud.com/user-567764695
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Rafaella.Grenfell 18/12/2019

Fascinante
Uma história leve de como uma pequena livraria/editora se tornou um ícone para grandes nomes. Nos fala sobre a dedicação de um homem aos livros e suas mensagens e como o passar do tempo muda a nossa forma de ver e lidar com os livros. Nos traz um pouco da história do povo da Argélia e como lutaram ao lado e contra a França. Nos faz refletir sobre as dificuldades impostas aos pequenos empreendedores, não apenas durante a escassez da 2º Grande Guerra e também das causadas por maledicências e inveja. Nos traz luz sobre a importância das memórias, tanto as apenas ditas e contadas quanto àquelas devidamente registrada.


site: https://rafaellagrenfell.blogspot.com/2020/05/as-verdadeiras-riquezas.html
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Nathalie.Murcia 24/12/2019

Gracioso

Livro enviado no mês de novembro pelo Clube Rádio Londres. Uma bela combinação de título, história e capa graciosa. Poucas páginas que envolvem o leitor com uma narrativa que mescla notas de diário, vai e vêm entre passado e futuro, metaliteratura, colonialismo na Argélia, e política. Excelente escolha!

"Um homem que lê vale por dois. Ficará de frente para a história, a grande, aquela com H maiúsculo que virou este mundo de cabeça para baixo, mas também uma história, aquela de um homem, Edmond Charlot, que, em 1936, com vinte e um anos, abriu a livraria-biblioteca As Verdadeiras Riquezas."

Mais resenhas no meu Instagram.

site: http://.instagram.com/nathaliemurcia/?hl=pt-br
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Mariana Dal Chico 14/01/2020

“As verdadeiras riquezas” de Kaouther Adimi foi publicado no Brasil pela Rádio Londres que me enviou um exemplar de cortesia.

Desde que voltei a estudar o idioma francês, meu interesse por literatura francófona aumentou, por isso, fiquei muito empolgada quando recebi o livro e li a sinopse.

A livraria “As verdadeiras riquezas” foi fundada por Edmond Charlot que lutou bravamente para publicar os livros em que acreditava. Amigo de Albert Camus, ele foi sincero ao dizer que “O Estrangeiro” merecia uma editora maior, que desse vazão para sua grandeza.

Eu esperava uma leitura que trouxesse mais vida para a livraria, um ambiente tão querido por leitores, mas ela passou a ser coadjuvante em um enredo promissor que não teve um bom desenvolvimento.

O real e a ficção estão muito separados, é possível ver a linha que os divide e isso, prejudicou a fluidez da leitura.

Os trechos do diários de Charlot são bem interessantes, trazem desde a preocupação com o fornecimento de papel, ao lamento pela morte de um amigo.

A parte que mais me desagradou foi a ficcional, Ryad é um personagem fraco, seu conflito não convence e parece que sua história não é finalizada.

Os trechos que narram momentos históricos da Argélia são interessantes, principalmente pela escolha narrativa da autora que se inclui na fala sobre seu povo.

Essa foi minha última leitura de 2019, não é um livro ruim, mas ele tinha potencial para ser muito melhor.

site: https://www.instagram.com/p/B7JV7vDDK2g/
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Jean Bernard 11/02/2020

Uma obra curta que deixa uma sensação de quero mais. Um panorama histórico e literário da Algeria. Devorei.
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Aline T.K.M. | @aline_tkm 28/03/2020

Livros e história
Misturando ficção e realidade em uma narrativa poética e deliciosa, a autora conta a história de uma livraria argelina que foi ponto de encontro de nomes que marcariam a literatura pós-Segunda Guerra. Não se trata apenas dos livros, mas também de identidade, de tempos difíceis, guerras e massacres ? com destaque para os acontecimentos em torno da guerra de independência da Argélia.
Um livro curtinho, gostosíssimo de ler e que traz muita história impregnada em suas páginas.
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Leninha 19/04/2020

Ryad é um jovem estudante que não gosta de ler. No estágio do seu curso ele precisa ir para Argel, esvaziar uma livraria. ?
?
Mesmo com esta tarefa desagradável, ele vai se deparar com um universo histórico, onde a literatura fala mais alto. ?
?
As Verdadeiras Riquezas é um livro com uma narrativa que detalha fatos da história, dramas vividos durante a Segunda Guerra ,o colonialismo e a guerra da independência da Argélia. É um livro para quem aprecia literatura.
?
"Vai chegar um dia em que as próprias pedras vão gritar por causa da enorme injustiça que já foi feita aos homens deste país..."
?
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Edu Carvalho 03/07/2020

Fantástico!
É incrível como esse livro viaja por datas, anotações, fatos históricos e segue uma linha de raciocínio de fácil compreensão para o leitor. O final foi surpreendente para mim, pensei que o final seria sobre um personagem que pensei que fosse o protagonista, mas não, o protagonista foi outro personagem e me surpreendeu bastante!
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Carla 16/02/2020

História dos livros
Esse livro é muito interessante. Trazendo a história das publicações na Argélia no período da Guerra, mostra como o regime nazista censurou as produções e como foram importantes as obras que burlaram essa censura através dos esforços dos livreiros que contrabandearam tinta e papel ao longo dos anos.
Vale a pena a leitura. Aprendi muito também sobre a história da Argélia.
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