O Menino do Pijama Listrado

O Menino do Pijama Listrado John Boyne
Oliver Jeffers


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Resenhas - O Menino do Pijama Listrado


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Evelyn Ruani 20/01/2011

A dor de uma raça inteira....
"Já não sinto mais nada"., disse Shmuel.

Facilmente me impressiono. Principalmente com assuntos como este. Perdi as contas de quantos livros sobre judeus eu li. Meu autor favorito neste tema é (claro) Leon Uris, um judeu que faleceu recentemente e que escreveu livros maravilhosos (e infinitamente tristes e pesados) sobre o tema. Destaque para Exodus e Mila 18.

E então, assisti ao filme desse livro que tinha tudo para ser bonitinho, se é que essa é a palavra correta. Eu chorei desde a aparição do primeiro judeu até o último minuto do filme. E no final então, chorei até desidratar. Não há nada de bonitinho nesse filme ou nessa história, ou nesse livro que li hoje. Nada de leve. É só a dura realidade transfigurada numa visão pouco esclarecida de um menino de 8 anos. Ele não entende, ele não sabe. Mas nós sim. Nós entendemos e é isso que mais dói. Tanto no filme, como no livro você sente cada ingenuidade do menino de olhos azuis na carne, como uma ferida dolorosa... Cada pergunta infantil (que você sabe a resposta, você entende) te faz doer, te faz querer dar um jeito de que aquilo não fosse verdade, que fosse um pesadelo... Filme/livro forte pra mim. Triste e impressionante.

Ainda estou sob o efeito do livro (o que fez voltar as imagens do filme) e talvez por isso as palavras apaixonadas. Vai ser difícil esquecer a expressão do menino judeu. A inocência nos olhos azuis do menino alemão. A dor nos passos pesados de Pavel. A dor de uma raça inteira.

Eu recomendo totalmente a leitura!
Dominique 08/09/2009minha estante
Você descreveu com perfeição: a dor de uma raça inteira. Triste demais, chocante demais, mas uma história bonita pq mesmo assim a inocência resistiu a onda de maldade de uma época deplorável. =(


Aline Maia 20/07/2010minha estante
A narrativa desse livro é incrivelmente encantadora e triste. Ótima resenha!


Linso 01/02/2011minha estante
De fato, o filme mostrou bem a dura realidade da guerra. Mas ao meu ver o livro deixou demais a desejar, sorte que eu tinha assistido o filme primeiro, se não eu não teria entendido muita coisa naquela historinha toda.


Wall 14/02/2011minha estante
Triste é saber como o ser humano pode ser tão cruel! ='(


MiKa 13/04/2011minha estante
Acho que o livro também deixou muito a desejar, a história é muito pequena e não me prendeu.


andressasharon 05/05/2011minha estante
Também achei a história muito pequena e que o livro deixou muito a desejar, mas de uma maneira geral é bom e tocante.


Leila 11/07/2011minha estante
Não concordo que o livro tenha deixado a desejar, pq o intuito não é fazer um tratado sobre as interações infantis com o que aconteceu e sim transmitir os pensamentos de uma criança sobre aquilo que ela viveu ali naquele momento e quanto a isso o livro é completo.


Simone 17/07/2011minha estante
Também eu li ( e leio ) incontáveis livros sobre o tema holocausto, pelo quel sou meio "obcecada" ( talvez tentando entender o Horror, que, na verdade, não tem qualquer explicação ). E este livro, em que o HORROR ( com letras maiúsculas ) é visto através dos olhos de uma criança, torna tudo ainda mais impressionante, impactante. Chorei muito com o livro, mais do que com o filme, talvez porque em mim as palavras sempre calam mais fundo do que as imagens. Ambos impressionam. E um último comentário: também li todos os livros do Leon Uris, do qual sou fã, e somente através da sua resenha, fiquei sabendo que esse maravilhoso autor faleceu recentemente.


Isabella Cruz 17/09/2011minha estante
De uma leitura simples o autor fez um enredo fascinante, pois coloca o horror do holocauto visto pelos inocentes olhos de uma criança de 9 anos. Poderia ter rendido mais história, mas o livro é triste e realista, seu contexto prende e a inocência dos relatos fascina!


May 02/10/2011minha estante
Essa frase do Shmuel é de lascar!


Renata 26/11/2011minha estante
livro bome triste... concorod com a sua resenha uma criança inocente testemunhando o horror que foi o holocausto particularmente eu adoro esse tema mas acho que o livro pode ser bastante atrativo para pessoas que também não se interessam tanto sobre o tema!


nath 30/11/2011minha estante
O livro o menino de pijama listrado não é somente um relato de um menino sobre o nazismo ou a luta do povo judeus, mas um relato de uma amizade verdadeira que nasceu de um momento de grande tristeza para a humanidade. Na minha opinião todos deveriam ler esse livro não apenas para ter um conhecimento do nazismo, que não é o que o livro se sustenta, mas para aprender algumas lições básicas como amizade, respeito e amor


Kathlyn 16/02/2012minha estante
Eu já não senti emoção lendo o livro, mas quando assisti o filme chorei bastante no final. Eu fiquei na verdade chateada sobre como o autor retratou o Bruno: Uma criança totalmente boba. Desculpa, mas não faz sentido o menino ser explorador e inocente aquele ponto ao mesmo tempo.
Mesmo assim, livros que retratam essa dura realidade é sempre uma leitura boa.


BELL 25/03/2012minha estante
Gostei da sua resenha , todas as pessoas deveriam ler esse livro , para dar valor a diversidade.Respeitando o próximo sem preconceito de etnia. (muito triste saber que isso aconteceu realmente com milhares de judeus não somente na ficção).


Caroline Lima 04/04/2012minha estante
O livro é triste, mas muito emocionante. Nos faz pensar nos problemas da humanidade e como a interpretação dos fatos sempre muda de uma pessoa para outra.


Yasmine 15/04/2012minha estante
Put'z eu vi o filme na escola. A professora de história estava estudando conosco sobre o ''Nazismo'', e ela nos falou que iria passar este filme, mas não disse nada mais só disse que tinha haver com o assunto das aulas. Pois no dia em que assistimos, olhava-se para um lado olhava-se para o outro não tinha um se quer, que não estava chorando, e pior que eu estava tentando me conter para não chorar, mas quando os vi chorar não segurei chorei litros por fim. Senti um vazio por dentro, depois que vi o filme, algo não me completava. Eu que sou apaixonada por livros segurei de que tinha de ler o livro, pois convenhamos ler é melhor que assistir. Li, um livro triste surpreendente.Conta-nos coisas que quase ninguém se interessa, sobre o nazismo pois isso foi fato, lamentável fato.Chorei litro na minha cama á noite o lendo, lágrimas minhas que molharam as páginas do livro, justifica a bela e incrível história de um menino alemão que faz amizade com um menino judeu(ambos inocentes), que era para ser um inimigo, história de uma amizade com um fim trágico =/. Recomendo ler, mexe de verdade consigo.


luiz 23/05/2012minha estante
não gostei do final


Isabella 19/06/2012minha estante
Eu achei incrível e terrível ao mesmo tempo.
o filme te toca de uma tal forma! mostra a inocência de duas crianças vivendo em meio a uma dura realidade dos tempos do nazismo,cada palavra que é solta pelas crianças me tocou profundamente.
Eu acho que é uma lição de vida.
muito perfeito!


Angelo 15/07/2012minha estante
Não tive a oportunidade de ler o livro, mas assisti o filme e ao mesmo tempo que você acha que o filme é inocente, você acaba se surpreendendo com o final. A inocência e o sentimento da dor é algo que nós leitores ou telespectadores sentimos, como se a perda fosse de algum ente próximo à nós.
Realmente são dois sentimentos muito distintos que quem lê ou assisti o filme sente, sendo o ultimo sentimento aquele que mais causa impacto.


Angel 23/11/2012minha estante
Eu vi o filme e achei lindo, agora o livro deve ser bem melhor rico em detalhes ... eu quero ler esse tbm ...


chelly 20/02/2013minha estante
nossa eu assisti o filme... MUITO bom (se é que se pode achar algo de bom em uma historia tao tensa... ) me emocionei muito da primeira vez q assisti (pra falar a verdade... ainda me emociono, sempre que assisto! ) estou querendo muito ler o livro.. espero q seja tao interessante quanto o filme


Clara 22/03/2013minha estante
é um ótimo livro, mais ''a menina que roubava livros'', que trata basicamente também dos sofrimento do judeus sob Hitler, é ainda mais triste. O ponto todo do livro ''O menino de pijama listrado'' que o faz ser uma ótima obra, é ser narrado por uma criança, muito bom.


Tigas 13/05/2013minha estante
Também chorei ao ponto de ficar desidratado. Não tinha conhecimento do livro, agora, mas do que nunca o quero em minha nobre estante de favoritos.


Anni 06/11/2013minha estante
Eu li o livro achando que " era o melhor do mundo", mesmo eu sabendo que nao devemos acreditar num livro assim sem ler ele, mas achei ele muito, como eu posso explicar.. sem ritmo, rumo.Nao me pregou na historia nem nada, nao sei como voces podem chorar... Nao me chamem de insensivel, porque quando o livro e triste mesmo, eu choro rios de lagrimas... O Cacador de Pipas chega a ser melhor! (Falta de acentos sao culpa do teclado)


Érick Ramos 09/01/2014minha estante
Eu não achei ele tão impressionante não. Até porque eu pensei que fosse algo mais envolvente, mas infelizmente, não foi.


Michel Lima 17/03/2014minha estante
Eu li o livro e logo depois assisti o filme.
Ambos emocionantes, tocantes!
Em vários momentos me veio vontade de entrar no livro ou na tv pra tentar fazer alguma coisa para que o fim pudesse ser diferente!

Um bom livro/filme, porém, ambos com finais nada feliz.
Assim como você disse Evelyn, não teve nada de bonitinho nessa história!


Ivy 20/03/2014minha estante
"A dor nos passos pesados de Pavel." !


Luana Ludmila 21/03/2014minha estante
Um livro tão pequeno e tão grandioso em sentimentos. eu li em um dia e mal pude dormi sentindo cada emoção do bruno e do Shmuel. As vozes das pessoas sendo arrastadas para dentro do contêiner ficam por muito tempo me rondando. Muito bom. - a dor de uma raça inteira - bem isso!


Sonia 09/04/2014minha estante
Amo suas resenhas. Este livro já está na minha estante, s?o assuntos que me interessam muito.
Ao ler a sua resenha fiquei também muito coriosa para ler algo de Leon Uris,vou pesquisar!


sil 11/06/2014minha estante
Eu já tinha ouvido falar muito desse livro/filme, e essa semana finalmente li o livro...acho que o que mais emociona nesse livro, não chega a ser o relato que Bruno faz do que vê, mas sim a inocência tamanha dele, que acaba levando ao desfecho tão triste desse livro...fiquei pensando no final durante toda a noite...


Déia 05/08/2014minha estante
Disse tudo!!!
". Nada de leve. É só a dura realidade transfigurada numa visão pouco esclarecida de um menino de 8 anos. Ele não entende, ele não sabe. Mas nós sim. Nós entendemos e é isso que mais dói. Tanto no filme, como no livro você sente cada ingenuidade do menino de olhos azuis na carne, como uma ferida dolorosa... Cada pergunta infantil (que você sabe a resposta, você entende) te faz doer, te faz querer dar um jeito de que aquilo não fosse verdade, que fosse um pesadelo... Filme/livro forte pra mim. Triste e impressionante."


Iceman 23/02/2015minha estante
O mais triste nesse livro foi quando o meu filho, de 9 anos de idade, terminou de ler e me disse que não entendeu o final.
Relemos juntos o final, parando para que eu pudesse explicar a ele o que aquela descrição toda significava. Ele foi lendo e entendendo o que estava acontecendo, jamais vou esquecer a expressão no rosto dele quando terminou.
Olhou para mim com lágrimas nos olhos e disse: "papai, ele tinha a mesma idade que eu" e caiu no choro.
Chorou muito, muito mesmo.


Nadine.Beal 15/08/2016minha estante
O Menino do Pijama Listrado - Um livro muito bom e triste, li já faz algum tempo, mas posso dizer que me tocou muito, fala de uma inocente amizade entre duas crianças de realidades de vidas diferentes, onde seus mundos eram outros. Uma amizade verdadeira que nasceu num momento de muita tristeza para a humanidade, ela nos faz enxergar de um jeito diferente através de um olhar de uma criança inocente, ela ocorre num cenário da 2º guerra mundial. Além de ler o livro, assisti também ao filme onde achei melhor ainda de compreender, recomendo a todos, pois nela consta uma historia de amizade, amor e respeito, onde muitos deveriam aprender esses simples conceitos.


Adilson 20/08/2016minha estante
Descrição de vidas perdidas em uma das mais violentas guerras, foram anos de lutas que um esse povo sofreu, e com isso a inocência de dois meninos que vivem uma grande amizade no decorrer do livro e depois no filme, cenas que comovem que lê ou assiste essa historia.


Rebeca.Neri 05/11/2017minha estante
Não tinha despertado interesse em ler esse livro, até agora, depois de ler a sua resenha. Parabéns pela descrição tão bem feita!




Regiane 24/06/2010

Inocência!
Eu tenho uma grande fascinação por assuntos que tratam sobre o holocausto, e posso dizer que esse foi o principal motivo para que esse livro me chamasse à atenção.

Uma das coisas mais interessantes que temos aqui, é o fato do autor ter escrito essa obra do ponto de vista de uma criança, e não de um adulto o que a torna singela, assim como uma poesia, apesar de toda tristeza que a cerca.

John Boyne, através de sua forma simples de escrever, faz com que o leitor reflita muito sobre a vida, e nos mostra que amizade e o amor ainda podem prevalecer acima da maldade, do preconceito e do ódio.

Um livro que me comoveu e que me conquistou. Recomendo!!!
Manú 30/08/2012minha estante
Acho que esse livro conquista qualquer um por ser um pouco (muito) diferenciado dos outros que falam sobre a 2ª Guerra Mundial e tudo mais. Não só pelo fato de ser narrado pela inocência de uma criança, mas pelo fato de ser a inocência de uma criança Alemã! Isso é bem diferente de todos os livros que já li. Me emocionou demais. Posso dizer que é o melhor livro que já li com esse tema!




kassya 28/07/2009

Guerra e amizade.
Guerra e infancia.
Guerra.

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Marina 13/09/2009

Inocência e burrice não são a mesma coisa.
O livro é bom, mas poderia ser muito melhor.

Alguns fatores simplesmente não convencem. Ora, como pode um menino de 9 anos em plena Alemanha nazista não saber quem é Hitler ou o que uma suástica representa, ainda mais sendo filho de quem é (um comandante do exército nazista)?

Mesmo que essa alienação do menino fosse possível, John Boyne subestima a inteligência de um garoto de 9 anos fazendo Bruno, o protagonista, acreditar eternamente que os judeus são pessoas que moram do outro lado da cerca, que não são prisioneiros, e que é muito injusto o fato de que do lado de lá seja muito mais divertido porque há muitas crianças e na casa dele não, mesmo depois de presenciar atos violentos. Ah, faça-me o favor. Capacidade de raciocínio e de tirar as próprias conclusões são nulas, né. Chega a ser irritante em alguns momentos.

Outro ponto que não gostei é a linguagem do autor, muito simples e por muitas vezes boba como o protagonista. Na própria orelha do livro diz que ele não é feito para uma criança ler, mas não é o que o texto de Boyne transmite (se fosse o próprio personagem que narrasse tudo bem, mas não é o caso).

Enfim, apesar de tudo, se você puder ignorar a falta de coerência do escritor, a leitura será bem proveitosa. E o final é surpreendente e emocionante.
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Coruja 20/08/2010

Eu geralmente vou muito pelos detalhes dos livros que leio - serei sincera: sou uma leitora chata, do tipo que presta atenção em cada mínimo ponto e gosta de fazer referências cruzadas e teorizar sobre as idéias originais do autor.

Obviamente que faço o mesmo aqui.

Para começar, o título original é O menino do pijama listrado: uma fábula. Não é isso que está no título da capa, mas se vocês olharem aquela parte em que tem a catalogação do livro, vão descobrir esse pequeno, quase mínimo detalhe.

O que nos leva a perguntar... porque o autor chamou sua história de fábula? O que é uma fábula?

"Fábula (latim fari + falar e grego Phaó + dizer, contar algo) é uma narração breve, de natureza simbólica, cujos personagens por via de regra são animais que pensam, agem e sentem como os seres humanos. Esta narrativa tem por objetivo transmitir uma lição de moral."

Realmente, o livro é uma narrativa breve - o autor diz em algum lugar que levou exatamente dois dias e meio para escrevê-la por completo. Mas ela tem uma lição de moral, além da que "meninos curiosos acabam na câmara de gás?". Qual a natureza simbólica da história?

Lembro que a Belle, quando me fez a indicação do livro, falou algo sobre amizade. Talvez então, essa seja uma fábula sobre amizade, uma história sobre a capacidade de fazer amigos, de lealdade, de caridade, solidariedade. Mas, no único momento em que Bruno poderia ter sido fiel a sua amizade, quando questionado pelo tenente Kotler na cozinha, ele se acovarda.

Qual pode ser a moral da história? Qual a moral de uma guerra? Guerras, supostamente, são meios para se chegar a um fim. Que fim? A reparação de um erro? A segurança de um povo? A ambição de um governante?

Não acho que o livro seja uma fábula, do ponto de vista que não existe uma moral na guerra. A guerra, nas palavras do Padre Antônio Vieira, é "aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e, quanto mais come e consome, tanto menos se farta". Essa foi uma das melhores definições que encontrei quando escrevia minha monografia que, surpresa, surpresa: era sobre direito de guerra.

O que me surpreende é a forma como Bruno mantém sua inocência pueril morando nada mais nada menos do que em Auschwitz. Aliás, eu gostaria de me bater publicamente por só ter me tocado disso quando Gretel disse a Bruno que ele pronunciava o nome do lugar errado; não era "Haja-Vista". Havia tantas pistas: Shmuel dizendo que estavam na Polônia, a data da inauguração do campo no banco, junho de 1940 - o lugar foi inaugurado em maio, mas foi só em 14 de junho que chegaram os primeiros prisioneiros políticos polacos.

Não entendo como ele, especialmente sendo filho de um comandante da SS, não tivesse noção de quem eram os judeus, de como eles "poluíam" o espaço vital alemão, como eram culpados de todas as vergonhas que a grande Alemanha fora obrigada a engolir com o Tratado de Versalhes de 1919 e como o Führer estava levando-os de volta à glória de seus primeiros dias. Não entendo como ele não foi capaz de compreender o quão errado era tudo o que estava acontecendo quando Kotler esfaqueou Pavel na sala de jantar e ninguém disse ou fez nada (fica nas entrelinhas que o Kotler esfaqueou Pavel... e que estava tendo um caso ou estava a caminho disso com a Mãe de Bruno também. Ou é coisa da minha cabeça?).

Afinal, a juventude ariana era doutrinada desde muito criança - porque é de pequeno que se torce o pepino. Eles eram ensinados sobre sua herança e sobre a 'corja' judaica na escola. Por isso o ensino de História e Geografia era tão importante.

Bruno me fez lembrar de Giusoé, de 'A vida é bela', que vive também numa fábula, num mundo fabricado por seu pai, Guido, para preservar sua inocência. Mas no filme de Benigni, tal farsa é ativamente perseguida pela figura do pai, ao passo que a ignorância de Bruno é de sua própria lavra. Ele não tem capacidade de enxergar - não porque seja muito novo, porque, ao meu ver, não subsiste inocência em tempos de guerra; mas porque não lhe deram as ferramentas para compreensão do que estava acontecendo - e, nesse ponto, a história se torna um tanto implausível para quem conhece um pouco de História.

O livro emociona, especialmente pela forma como o autor usou a linguagem - frases curtas, palavras repetidas, construções simples, típicas de um discurso infantil. Mas é uma emoção, não digo falsa, mas rasa. Nesse ponto, a história de 'A vida é bela' me emocionou muito mais, porque ela tinha um propósito, a forma como o Guido foi capaz de se sacrificar de forma tão completa pelo filho. Nesse livro, não há nenhum sacrifício consciente e muitas das escolhas de Bruno são escolhas egoístas, escolhas, claro, de uma criança sem preocupações.
milena 25/04/2012minha estante
Adorei sua resenha,pra mim resenhas precisam ter o ponto de vista do leitor de forma critica e você trouxe vários questionamentos plausíveis aqui. Na verdade a minha curiosidade despertou porque acabei de ver o filme e queria saber quais eram as diferenças entre filme e livro,principalmente com relação ao final porque não mostra o que acontece com os pais de Bruno. Gostei muito de seu ponto de vista sobre a historia.


Leticia 11/07/2015minha estante
Adorei sua resenha! Acho que não seja coisa da sua cabeça: "esfaqueou Pavel... e que estava tendo um caso..." ou o caso era com Gretel. Ainda, o autor em algumas momentos não completava as frases, no lugar dos "palavrões" colocava reticências, também achei desnecessário.


Barbara 18/01/2016minha estante
Excelente resenha! Colocou em palavras tudo que senti durante a leitura. :)




Andreia Santana 16/10/2011

Um olhar "inocente" sobre os campos de concentração
Li O menino do pijama listrado em menos de 12 horas. Não dá para largar o livro depois que você começa, simples assim. Ambientado na II Guerra Mundial, um tema sobre o qual tenho grande curiosidade, o livro é um poema. Triste e ao mesmo tempo belo. Comovente, mas nem um pouco piegas. A infância é mostrada em toda a sua inocência, mas não é uma infância subestimada. É a inocência de descobrir o mundo, questioná-lo, chocar-se, um não compreender que guarda uma compreensão intuitiva, inconsciente.

John Boyne é um autor que eu não conhecia e antes de ler o livro, assisti ao filme, em 2009. Após conhecer a história original afirmo ter visto uma das melhores adaptações de um livro para o cinema nos últimos anos. Do elenco à forma de tratar a história, o filme teve um cuidado e um respeito com o livro que há muito não vejo no cinema.

Conversando com algumas pessoas que também viram o filme, mas que na ocasião não tinham lido ainda a obra (como eu) surgiu o questionamento sobre o desfecho da narrativa. Sem antecipar aqui o que acontece, digo apenas que acredito que aquele final era necessário para sustentar a história construída desde o início. É o mesmo desfecho do livro e por mais que doa, não poderia haver outro.

Particularmente, gosto de finais que não fazem concessões à emotividade e que por isso, não sacrificam a coerência de uma boa história. Assistindo aos extras do filme, vi uma entrevista com o diretor Mark Herman, em que ele traduz muito bem minha impressão tanto da obra em papel quanto da sua transposição em película: “não é uma produção sobre a II Guerra Mundial, o conflito é o pano de fundo para mostrar a história de uma família alemã e das consequências do nazismo, muitas trágicas, para a estrutura familiar como um todo”.

Diria ainda que é um livro (e um filme, agora não dá para dissociar um do outro) sobre a perda da inocência diante de um flagelo como foi esta guerra em particular. Se pensarmos sob o ponto de vista sociológico (levando em conta o modelo adotado pela nossa sociedade), em que a família é o primeiro núcleo ao qual somos apresentados, abalos aí, nesta base, comprometem toda a estrutura sobre a qual a nossa sociedade é estruturada, comprometem principalmente a ideia de civilização como a linha que separa o animal humano da barbárie.

Admiro os livros e os filmes que me colocam para pensar nessas questões. São instigantes, provocadores na medida em que nos levam a reavaliar conceitos. Sem pretenções de construir uma crítica especializada, meu envolvimento passional com os livros e os filmes não permite tal reflexão, daí ter desistido de virar “crítica” na estrita tradução, o que posso dizer de mais técnico sobre O menino do pijama listrado é que o filme tem uma fotografia que nos remete à década de 40 do nazi-fascismo alemão. A luz é muito limpa, as cores esmaecidas, como que envoltas em camadas discretas de cinza. Mais do que as roupas e carros de época, o que nos transporta para a Berlim nazista é a cor e a luz. O roteiro também é enxuto, sem grandes dramatizações, é um cotidiano de 70 anos atrás, envolto em situações que se por um lado tiveram repercussões mundiais até hoje, por outro também foi marcado por centenas de tragédias familiares.

Os atores, principalmente as duas crianças protagonistas, são de uma correção e de uma entrega aos seus papeis que poucas vezes vi em meninos tão pequenos. Parecem anjos caídos em meio ao caos. O olhar dos dois é qualquer coisa de desconcertante. E ambos tinham só nove anos na época (o filme é de 2008 e o livro de 2007). Os atores adultos, de forma muito digna, se colocam na posição de coadjuvantes para que aquelas duas crianças conduzam a narrativa. No livro, os adultos são os coadjuvantes, sempre vistos e interpretados por Bruno e por Schmuel. O filme me emocionou, assim como o livro, mas foi uma emoção diferente, uma emoção que nasce do eterno desejo humano de contrariar o destino, mesmo quando ele teimosamente recusa-se a mudar.

Já falando especificamente do livro, trata-se da tradução de tudo isso aí acima só que transposto para o reino das palavras. A narrativa simples, poética e delicada de John Boyne tem gosto, tem cheiro e tem cor. Os diálogos entre Bruno e Shmuel, respectivamente o filho de um comandante nazista e um menino judeu preso em um campo de concentração são de um lirismo e de uma pureza de fazer chorar, mas também de fazer rir justamente pela inocência que sabemos não existir mais no mundo de hoje, 70 anos depois. Aquele grau de fantasia pertencia às crianças de um outro tempo e nos deixa, a nós adultos, muito nostálgicos. Nostalgia não da tragédia da vida dessas duas crianças, mas uma saudade infinita de um tempo que somos levados a acreditar que era mais puro.

Uma sinopse: O menino do pijama listrado conta a história da amizade entre Bruno, filho de um comandante da elite nazista, diretor de um campo de concentração, e Schmuel, um menino judeu prisioneiro neste campo. Os dois tem nove anos e até antes da insensatez da guerra, levavam vidas muito parecidas, o que fica claro pelos contrastes sutis nos diálogos das crianças e na própria realidade do campo e da casa de Bruno. O campo aliás, só aparece descrito com contornos indefinidos, visto pelos olhos de Bruno, que a princípio, acredita que o local visto da janela de seu quarto é uma fazenda onde vivem fazendeiros estranhos, que passam o dia vestindo pijamas listrados. A dureza do lugar é revelada aos poucos, quase como um jogo de esconde-esconde, em que Bruno compreende a natureza do trabalho de seu pai.

Um curiosidade: Um dado histórico muito interessante adotado na versão em filme é a utilização de trechos de um antigo vídeo de propaganda nazista, rodado em 1941, que mostrava os campos de concentração como beneméritas cidades construídas por Hitler para presentear os judeus, onde eles viviam felizes na sua segregação!! Era esse tipo de filme que passava nos cinemas alemães, numa forma de convencer a classe média do país de que a “higienização” proposta pelo III Reich era benéfica para todos! Não que todos os alemães fossem inocentes das atrocidades cometidas por Hitler, mas muitos, por medo, omissão, preconceito ou por falta de vontade de pensar por conta própria, engoliam a propaganda oficial. Sabiam a verdade de forma incosciente, mas preferiam não vê-la.
Ruivinha 06/11/2011minha estante
(bom, eu nao li o livro, mas vi o filme), sobre essa sua curiosidade: Sabiam a verdade de forma incosciente, mas preferiam não vê-la.
Isso o mundo inteiro sabia, mas se fazia que não...infelizmente...pq o Papa nunca interferiu? pq nunca pediu para os outros paises invadirem a Alemanha e salvar os Judeus? Pq a Europa inteira era contra os judeus! Infelizmente e ridiculo isso, mas é a realidade.


Ana 05/08/2014minha estante
Resenha perfeita. Descreveu tudo!




Bruno Gaspari 09/09/2010

(minha resenha não deve conter nenhum spoiler específico. De qualquer forma, cuidado ao navegar pelas resenhas, pois alguns resenhistas engraçadinhos adoram colocar detalhes do último capítulo com uma evidência assustadora)

Não gostei do livro por diversos motivos. O primeiro deles foi a decepção de lê-lo após "O Garoto no Convés", que é do mesmo autor e muito melhor, em todos os sentidos, do que O Menino. No entanto, eu fico feliz de ter lido o outro antes, pois poderia ter me recusado a ler o outro pela péssima impressão que tive nesse.
O segundo motivo é que não o achei bem escrito. As repetições de trechos específicos não serviram pra mim como uma boa saída narrativa, e sim como um tipo de pretensão de profundidade.
O terceiro, na realidade, foi sobre o tema. Ambientar a história no nazismo não me pareceu ser importante para o livro em si. Na realidade, serviu apenas de pano de fundo para uma historinha bastante ingênua. Claro, é fácil dizer que é uma bela amizade entre duas pessoas vivendo em lados opostos e antagônicos da sociedade daquele período, mas, no entanto, a maneira como o autor encara esse próprio cenário que ele cria é de uma grande superficialidade.
O quarto é o final. Conveniente demais e destinado a fazer as pessoas chorarem.
Por fim, o quinto motivo é o protagonista. Bruno (bendito nome), filho de um importante comandante de Hitler, não sabe o que é um judeu. Não consegue perceber a violência que acontece diante de seus olhos, motivo bastante claro e vidente para as "pessoas de pijama listrado" não gostarem dos soldados, e vive praticamente no mundo da lua, chamando Hitler de "O Fúria", por exemplo, algo que - jamais - aconteceria para um filho de um comandante de tão alta patente. Não é convincente e acaba por enfraquecer demais todo o clima que o autor tenta criar.
Consigo entender o motivo das pessoas gostarem tanto deste livro, mas para mim me pareceu uma saída fácil para um bestseller. Histórias sobre o nazismo sempre vendem absurdamente e emocionam multidões. Para mim, ao fechar o livro, a única mensagem que consegui extrair dele é que, realmente, tragédias ocorrem em famílias que não sabem se comunicar.
Larissa GO 09/10/2011minha estante
Exatamente o mesmo sentimento que tive ao ler este livro. O autor não precisava escrever como um garoto de 9 anos (ou um garoto com problemas mentais, não sei) durante o livro todo, repetindo, repetindo e repetindo as mesmas frases. É muito irritante. Se ele tivesse escrito em 1ª pessoa, eu daria até um desconto. Mas não é, é tudo em 3ª pessoa, ele é um narrador onisciente. Falta profundidade, falta complexidade e exagera no melodrama.




Rafael Palone 28/07/2014

"O Menino do Pijama Listrado" deveria ser leitura obrigatória.
Coloque o preto perto do branco que ele vai parecer mais escuro do que já é. Coloque o pobre perto do rico que ele vai parecer mais desafortunado do que já é. Coloque o nazismo aos olhos da inocência que a crueldade torna-se mais forte e brutal do que já é. E, quantas crianças não acompanharam de perto os campos de exterminação e os ataques nazistas contra os judeus? A jogada de John Boyne em "O menino do pijama listrado" é essa: mostrar parte do holocausto aos olhos puros de uma criança de oito anos chamada Bruno.

O protagonista não é judeu. Na verdade, muito pelo contrário. Filho de um militar nazista, é obrigado a deixar o casarão que vivia em Berlim para morar em um território desolado. Assim como toda criança busca novidades e perde-se em um mundo de descobertas, Bruno explora o local que vive até encontrar uma cerca. Impedido de ultrapassar, ele tenta descobrir o que há do outro lado. Para ele, o local é uma fazenda onde as pessoas vivem bem. Os números em suas roupas - pijamas listrados - fazem parte de uma espécie de jogo. E, mesmo limitado pela cerca, Bruno conhece a peça principal do jogo: um amigo.

O universo envolvido pela cerca que Bruno fantasiou ser um terreno de paz é, na verdade, um campo de concentração. O amigo, Schmuel, é um pequeno judeu. Mas, quando um está frente ao outro, não existe filho de militar, muito menos filho de judeu. Existe uma amizade.

A obra mais famosa de John Boyne, "O Menino do Pijama Listrado", conta a história de uma amizade entre duas crianças que ignoram o fato de viverem em ambientes completamente diferentes, e criam o seu único espaço. É exatamente isso que torna o livro lindo e terrível ao mesmo tempo. Um relacionamento de paz perdido no meio da guerra, cuja ingenuidade é fator principal para o enredo e desfecho extraordinários. Já adianto: se o seu coração é mole, prepare-se.

Além do cenário do holocausto, guerra e nazismo, o livro também discute a questão da "descoberta da realidade". Quando os seres humanos deixam de lado as visões idealizadas e ingênuas das coisas e começam a enxergá-las como são de fato. Nem tudo é paz, nem tudo é felicidade, e nem tudo é realmente uma "fazenda onde as pessoas brincam com seus pijamas listrados".

Já que a história é contada a partir de um olhar infantil, as situações não são tão bem esclarecidas. É a partir de seu repertório que o leitor que tira as conclusões principais sobre o que está acontecendo ou pode acontecer. Apesar disso, é extremamente didático, educativo, curtinho e explica o holocausto de maneira única e singela. "O Menino do Pijama Listrado", com certeza, deveria ser considerado leitura obrigatória.

site: http://www.canalindicex.com/2014/07/o-menino-do-pijama-listrado-john-boyne.html
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Tainara 02/07/2010

Sinto que sou a única pessoa que não viu muita coisa nesse livro. Não consegui me emocionar com a história. Nem com o final, que muitos disseram ser comovente. Não gostei da narrativa, achei infantil DEMAIS. Há repetição de inúmeras frases. Até parágrafos, inclusive. Toda vez que Bruno se lembra de algum fato, o conta do mesmo jeito de outrora. E assim sucessivamente. Achei que teria um quê de suspense a mais na história, a partir do momento em que Shmuel e Bruno descobrem ter nascido no mesmo dia - gêmeos talvez? Mas não foi nada disso. Nenhum suspense. Só um final totalmente previsível pra mim.
tiagoodesouza 29/04/2012minha estante
O fato de eles terem nascido no mesmo dia nunca fez passar pela minha cabeça que fossem gêmeos. O livro não é uma leitura de entretenimento, por isso não deve ter funcionado para você. E o fato do final ser previsível não foi ruim. O livro é uma fábula, tem uma moral por trás da história contada.


Débora 19/12/2013minha estante
Concordo plenamente. Achei o livro fraco. A história até que é criativa mas foi mal escrita.


Lara 01/03/2017minha estante
Gostei do livro, porém ressalto que não atingiu minhas expectativas. Acredito que seja um livro para crianças pela forma de como é narrado e pelo vocabulário. Mas gostei da simplicidade e da inocência dos meninos diante de uma situação tão amarga que foi o holocausto.




Taryne 20/06/2010

É uma história tão pura que faz a alma doer. Chorei de soluçar.
Simone 09/08/2014minha estante
Concordo!




Queria Estar Lendo 29/07/2013

Só mais um - O Menino do Pijama Listrado
Resenha: O Menino do Pijama Listrado
Link oficial da resenha: http://tinyurl.com/o2nf2u8

Bruno é um garoto comum de nove anos que adora brincar com os amigos e explorar. Seu pai tem um emprego muito importante junto do Fúria, sua casa tem empregados, ele ama a mãe e tem que suportar a irmã mais velha, Gretel, com seu quarto cheio de bonecas apavorantes.

Mas a vida de Bruno muda completamente quando o Fúria da um emprego importante para os eu pai, que faz a maior injustiça do mundo com o pequeno: ele precisa se mudar e deixar para trás seus melhores amigos para a vida toda! Bruno odeia a mudança, mas não pode evitá-la e é assim que eles se mudam para a casa de Haja Vista, ao lado de uma fazenda onde, oras essa, as pessoas vivem de pijamas listrados o dia inteiro!

Como um bom explorador que é, Bruno logo se aventura ao longo da cerca que delimita as fronteiras da fazenda e acaba por fazer um novo melhor amigo para a vida toda: Shmuel.

O menino do pijama listrado é, com certeza, o livro mais atordoante que já li.

Situado em uma Alemanha nazista do século passado, o relato infantil e a ingenuidade de Bruno me fizeram chorar com o final do livro, me levando ao ponto de não conseguir ver o filme pois já sabia o final da história - era triste demais revivê-la.

John Boyne consegue transmitir toda a infantilidade, imaginação e sentimentos de uma criança de nove anos, completamente alheia ao mundo a sua volta neste livro. O fato dele trocar o nome dos locais (por não entender seus nomes reais) como Fúria no lugar de Füher e Haja-Vita ou invés de Aushwitz, passa tamanha inocência que é difícil lembrar que a história é uma obra de ficção.

Descobri o nome do livro do nada, em um comunidade do orkut que mediava, comprei apenas por comprar e depois percebi que havia sido uma de minhas melhores compras, inconscientemente. Assim como em "O caçador de pipas", onde a frase Por você eu faria mil vezes me deixa emocionada, em "O menino do pijama listrado", a frase que me deixa mais fascinada com Bruno e seu senso de amizade eternar e lealdade, é quando ele diz a seu mais novo amigo, Shmuel: 'Você é o meu melhor amigo para a vida toda, Shmuel

Acredito que a escrita calma e leve - apesar do conteúdo - de Boyne foi o que melhor contribuiu para transmitir tamanha inocência e sensibilidade, mostrando aos leitores o mundo através dos olhos de Bruno: um mundo onde a maldade não existia, onde a amizade não tinha limites e onde todos eram iguais, mesmo com todas as suas diferenças.

Boyne nos oferece as portas para um mundo maravilhoso, que não possui qualquer noção das monstruosidades que o ser humano é capaz porque, afinal de contas, é o mundo perfeito que apenas uma criança, em toda sua ingenuidade e beleza de alma, poderia nos levar.

E qualquer um pode abrir essas porta e se aventurar pelo mundo de Bruno, pela bagatela de um coração partido.

E agora eu deixo vocês com uma imagem e alguns quotes que eu amo!

A infância é medida por sons, aromas e visões, antes que o tempo obscuro da razão se expanda.

"Temos que procurar fazer o melhor de uma situação ruim.
" - E se eu também tivesse um par de pijamas listrados, aí eu poderia passar para o seu lado e fazer uma visita, sem que ninguém percebesse.
- Acha mesmo? Faria isso?
- É claro. Seria uma grande aventura. Nossa última aventura."
Bruno e Shmuel

Não torne as coisas piores, pensando que dói mais do que você realmente está sentido.

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Gostou da resenha, quer mais? Então acesse o blog 'Só mais um' e venha viver este vício conosco! :)

Esta resenha foi feita por Bianca da Silva, membro do blog 'Só mais um', e a reprodução integral ou parcial da mesma é proibida. Plágio é crime.

Só mais um
http://migre.me/akZTi
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Lulle 18/05/2009

Sem Graça
Estória sem sal e pouco convincente. Ninguém sentia falta do garoto enquanto ele passava horas a fio com o amigo? Como ele não percebia nada que se passava à sua volta? Mesmo com pouca idade, algum senso crítico já tinha que ter se formado...
Erika Lina 08/07/2014minha estante
Eu também estranhei ele não perceber certas coisas...




Mateus 21/03/2009

Livro ótimo, muito bom mesmo! É muito interessante ver a Segunda Guerra Mundial pelos olhos de um pequeno garoto, que conta a história de um geito inocente e divertida. O desenrolar do livro é excelente, e o final é como se dessem um soco em nosso estômago. Mas com certeza vale a pena lê-lo!
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claudioschamis 09/08/2009

É realmente um livro para ficar marcado como sendo um dos mais bonitos livros que eu li. É de uma intensidade forte. É grandioso. Trata de um tema delicado, triste na história do mundo, mas que é escrito com a suavidade da inocência de uma criança. Incerteza, medo, inocência, ternura, família, descobertas, amizade e amor. Tudo é tratado de forma brilhante numa narrativa emocionante e que te faz pensar na vida e no seu significado.
17/12/2009minha estante
Olá!!!

Voce assistiu o filme?


Davi 25/04/2010minha estante
Fiquei com mais vontande de ler. Preciso comprar e ler!


Dani Rodrigues 27/05/2010minha estante
Por diversas vezes me senti tentada a comprar esse livro, mas acabo levando outro... mas sem dúvida, está na minha relação de desejados...


Bárbara :) 24/07/2010minha estante
Eu adorei esse livro .




Lena 13/12/2009

Lindo.
Quando eu comprei O Menino do Pijama Listrado e comecei a ler, confesso que não esperava muito dele: um amigo meu já tinha resumido toda a história pra mim, inclusive o final, e eu comecei pensando 'bem, é uma só uma historinha simples pra me entreter'. Mas conforme eu fui avançando na leitura (muito ágil, por sinal) e cheguei no final, me vi completamente cativada pela narração ingênua de Bruno e sua amizade com Shmuel. O Menino do Pijama Listrado é, sim, um livro simples, mas é a sua simplicidade, e a ingenuidade de um garoto alemão de nove anos em meio ao Holocausto que fazem dele um livro genial, singelo, envolvente e emocionante. Recomendadíssimo.
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