Quincas Borba

Quincas Borba Machado de Assis




Resenhas -


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Auditor 30/08/2021

Uma lição
Adoro o que chamo a trilogia do Machado (Dom Casmurro, Memórias e este livro); seu ápice está nesta trinca meu ver. Das três este é o que me deixa mais triste e aborrecido. Não pela qualidade da obra; pelo contrário. Reli este livro após a leitura do O Idiota do Dostoievski e vi algumas similaridades, maiormente quanto a pessoas que se aproveitam de outras por serem mais "simplórias" por assim dizer ou por terem algum problema de discernimento. Claro que na obra machadiano isto é mais destacado, talvez porque este traço negativo esteja mais arraigado em nossa psiquê infelizmente. Decerto que são tudo conjecturas, e não sou crítico literário tampouco sociólogo; apenas um brasileiro médio. Este livro ensina tanto em alguns aspectos que até o recomendaria como forma de conhecer o real sentido do termo aproveitador. Claro que o estou tratando apenas por um enfoque porque este foi o que me chamou mais a atenção. Não pretendo esgotar o que dele pode extrair-se. Em suma: obra maravilhosa.
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Fla 30/07/2021

Excelente
O que é a vida, o que fazer dela? Machado nós leva a analisar no que/quem temos gasto os nossos dias.
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Mari 12/10/2020

Livro cobrado pelo vestibular
Mais uma vez lendo uma obra literária para a Fuvest.

Eu adorei o livro, apesar de ter pensando que eu iria odiá-lo ou me irritar com a narrativa como em Memórias Póstumas De Brás Cubas.

Eu odiei o Rubião no começo por bater no cachorro, é um cachorro e ama você!! Não o trate assim!! Mas confesso que acabei gostando dele e me irritando com a burrice ou ingenuidade dele. Toda hora queria dar dinheiro para as pessoas, cuidar dos entes e queridos, assinar 173818 revistas que ele nem fazia questão de ler, confiar o seu dinheiro a estranhos e isso não terminar muito bem :/

A personagem que mais me irritou foi a Sofia. Mano, que mulher chata, mentirosa, falsa, interesseira, cozinheira de homem e tudo de ruim!!! Escrota demais!!!

Gosto da crítica traçada por Machado de Assis e nem precisa estudar muito para entendê-la, pessoas que aproximando de outras pelo seu status social e quando você o perde, elas dão as costas para você.

Gostei mesmo!!!
Leiam!!!
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samuel 21/08/2021

QUINCAS BORBA - NÃO TÃO BOM, MAS ÓTIMO
Aproveitei esse mês de agosto para ler o máximo de obras de Machado de Assis que eu conseguisse (já foram 6 até agora haha), e enfim cheguei o famigerado Quincas Borba. Sendo uma espécie de "spin-off" da famosa obra "Memórias Póstumas de Brás Cubas", o livro apresenta uma história completamente diferente, tanto no enredo e personagens, quanto na narração e montagem.

De fato estamos falando de mais uma grande obra de Machado de Assis, repleta de críticas sociais e ironias (sendo este último aspecto, na minha opinião, melhor desenvolvido que em 'Memórias Póstumas'). Entretanto, o livro não chega a ser tão bom como as outras obras mais famosas do autor.

Confesso que, de todos os livros que li de Machado, essa foi a leitura mais rápida e fácil, uma vez que a narração ocorre de forma linear, e a narração em terceira pessoa colabora narrando claramente os acontecimentos, sem a imparcialidade que notamos em "Memórias Póstumas".

O livro em geral funciona como uma grande personificação do humanitismo, filosofia idealizada e pregada por Quincas Borba. Cada personagem representa um aspecto de tal filosofia e se olharmos o desenvolvimento em geral tudo estará mais claro.

"Ao perdedor, o ódio ou a compaixão. Ao vencedor, as batatas!"
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Titi 08/07/2021

Mais uma obra absurda do Machado, os personagens são complexos, o ambiente é real, e é muito gostoso o livro. Indico.
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Naths 28/09/2021

Ao vencedor, as batatas.
Quincas Borba é um filósofo amigo de infância de Brás Cubas. Ele se muda para Minas, lá faz amizade com Rubião e quando morre deixa para o amigo toda a sua fortuna com apenas uma cláusula: que cuidasse de seu cachorro também chamado de Quincas Borba.
Acompanhamos então Rubião se mudar para a corte rico e fazer várias amizades interessadas em seu dinheiro, em especial o casal Palha.
Conforme o tempo passa, ele vai gastando de seu dinheiro, aumentando seu círculo de amizades e ficando meio... paranóico.
O livro termina com a loucura de Rubião, que se intitula Luís Napoleão III, o Imperador da França e então a sua morte e do cachorro.
Toda a obra é narrada por um narrador onisciente que não participa da história, preciso dizer que amei a narração. A escrita de Machado de Assis impecável como sempre. Não me interessei tanto pelo enredo em si, muitas coisas desinteressantes acontecendo ao mrsmo tempo. Porém juro que a filosofia do Quincas Borba aliada a narração icônica machadiana fazem o livro valer a pena.
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Cy 12/04/2021

Quincas Borba: seria o primeiro spin-off brasileiro? Hehehe
Terceiro filho da fase marcada pelo realismo do Machadão (+ Dom Casmurro + Brás Cubas), o filósofo Quincas Borba é um personagem secundário de Brás, e depois ganha um livro todo para chamar de seu (ou não; o título é ambíguo propositalmente, já que há um outro Quincas Borba na história, o cachorro, o Quincas Dog).

Divertido e irônico ao melhor estilo Machadão, o texto critica acidamente o dinheiro e as relações sociais que se criam e modificam em torno e por causa dele. Ah, ele também dá um tapa na cara da "meritocracia". =)

Uma das coisas que mais amo no Machado são seus narradores intrometidos e tagarelas, que conversam com o leitor. Simplesmente genial.
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Duda 13/05/2021

Razoável
O livro é muuuiittoo lento, a leitura é muitas vezes chata e arrastada, tem alguns pontos interessantes para refletir, como a loucura, o interesse, o dinheiro... enfim, as leituras obrigatórias para os vestibulares deveriam ser mais atuais e divertidas, isso só torna a leitura difícil (para muitas pessoas) e desgostosa.
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Maria 17/10/2021

Gostei bastante do livro, a escrita machadiana é muito cativante. Um clássico brasileiro que todos deveriam ler!
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Cailo 04/01/2022

Aos vencedores as batatas
Eu quase desisti de ler até entender o que o Machado de Assis tava tentando dizer com tantos elementos que aparentavam estar desencaixados. O livro é um porre, mas com uma mensagem bem legal
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rafa_._cardoso 11/04/2021

Quando a ingenuidade é prejudicial
O romance narra a história de Rubião, que após receber uma herança do filósofo Quincas Borba, se muda para o Rio de Janeiro, capital do Império na época.

Na viagem de trem para a capital, Rubião conhece o casal Sofia e Cristiano Palha, que percebe estar diante de um ingênuo e veem ali uma oportunidade.

As desventuras de Rubião com seus "amigos" parasitários dão o rumo da história, que critica a sociedade da corte, assim como os valores morais e éticos da época.

Quincas Borba é uma das obras da fase realista de Machado de Assis e explora os conflitos psicológicos de seus personagens e o modo de vida da corte com um senso de humor na medida.
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André Ortelan 04/01/2022

"Ao vencedor, as batatas."
É sempre um prazer ler nosso Machado e em Quincas Borba não foi diferente. Iniciei com planos de ser o último livro do ano, o qual leria rápido, no máximo em uma semana. Ocorre que, pelo prazer de degustar cada curto capítulo, me estendi mais do que o planejado e fui acabar no dia 31 de dezembro à tarde. Mesmo fora de ordem, após Memórias Póstumas e Dom Casmurro, essa leitura fechou a tríade realista machadiana.
Resumidamente, trata-se da história de Rubião, o qual herdou uma fortuna de Quincas Borba (sim, aquele filósofo amigo de Brás Cubas, que versava por aí a importância de sua corrente "Humanitas") com a condição de cuidar de seu cão homônimo: Quincas Borba.
A partir disso, essa obra que, à época foi publicada em folhetins semanais, relata a vida do novo herdeiro na cidade corte imperial do Rio de Janeiro, suas novas relações interesseiras e parasitárias, tudo isso regado àquele humor ácido deste consagrado autor.
Além de escrita genial, do humor latente e do enredo interessante em si, destaco, como de costume, aprendizados que tive neste livro sobre os efeitos do dinheiro e de como ele diferencia e, paradoxalmente, iguala as pessoas. Para tanto, basta observar o fim de Quincas e o fim de Rubião e elencar as semelhanças.
Sempre busquei frisar que os livros de Machado de Assis contêm uma linguagem um pouquinho mais rebuscada, contudo, nesta obra em si, achei isso bem atenuado, o que contribui para uma leitura mais fluida e descomplicada. Recomendo à todos os que veem ainda brilho nos clássicos!
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Mariah.Battista 22/03/2021

Ok , vou começar pelo fato de ter me surpreendido dms (de forma positiva) , sai total da minha zona de conforto e mesmo assim me apeguei à história e me envolvi bastante.
Não é o tipo de livro que eu gosto e sentiria vontade de ler , há acontecimentos q me incomodam um pouco mas entendo que eram coisas normais da época.
O último cap me pegou dms e me deixou mei tristinha but amei a leitura !
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Renata 07/12/2020

"Ao vencedor, as batatas!" Só que não!

O que me pareceu interessante nesse livro foi o pensamento Humanitas, que para mim, não passa de uma forma rebuscada de afirmar que os meios justificam os fins, ou a lei do mais forte, semelhantemente a teoria evolucionista, ou como uma extensão da mesma. Fiquei pensando se Machado de Assis, realmente concordava com esse pensamento. Até pelo fato de que há certa incongruência, no fato de que um autor que era negro, aceitar essa afirmação, como correta; a lei do mais forte sobre o mais fraco, ideia essa, até comum no período colonialista, e que justificava a escravização. Se essa filosofia pareceu engraçada ou inofensiva, vou mostrar um trecho que exemplifica sordidez desse pensamento. Em que o Rubião finalmente entende a tal filosofia Humanitas, que o Quincas Borba tanto falava: " Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, e que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão." De certa forma, a história gradativamente desconstrói essa afirmação, evidenciando o real posicionamento do autor, acerca dessa afirmação.

A história é crítica, mas com um bom humor sutil, e muita ironia. O que inicialmente não foi tão perceptível pra mim, visto que pausei a leitura, por achar a mesma desconfortável. Porém, só após ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, pude voltar a lê-lo, e dessa forma, pude apreciar melhor a história. E sugiro que, quem pretende ler o livro "Quincas Borba"; se ainda não leu "Memórias Póstumas...", que inicie por este último. Visto que, você só entende o que acontece com o Quincas, e um trecho do passado desse personagem, quando conhece a história de "...Brás Cubas", até porque os dois personagens dos dois livros são amigos de infância rs.

De todo modo, ambos os livros são muito bons, mas senti que a leitura fluiu muito mais com "Quincas Borba". O livro que apresenta o nome Quincas Borba, como título, mas que na verdade retrata a a ascensão econômica de Rubião, ao se tornar herdeiro de Quincas Borba. Faz várias críticas ao comportamento social da época, à hipocrisia e fingimentos, sendo bem retratados pelos personagens: Carlos Maria, Sofia e Palha. "amigos" estes, que se apoiavam da generosidade de Rubião, e que por fim de toda a história, percebeu que não se adequava à sociedade carioca, sendo ele um mineiro, simples. Rubião tem um triste fim, mas ao longo da história é possível rir, e se encantar com várias outras histórias que ocorrem simultâneas ao desfecho da vida de Rubião.
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