O Livro do Cemitério

O Livro do Cemitério Neil Gaiman
P. Craig Russell




Resenhas - O Livro do Cemitério


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Bruno 07/05/2018

Isto não é um livro. É um remédio para dormir e dos mais perigosos.

Gosto do autor Neil Gaiman, mas aqui ele decepciona em todos os quesitos. Tudo bem que é um livro de fantasia, que é onde tudo pode passar do limite e o místico está presente o tempo todo, mas aqui ele pareceu não conhecer a palavra limite. A loucura é abundante e totalmente inaceitável. O livro é irritante e chato. O protagonista não é nada carismático e o livro não aborda com profundidade nenhuma temas como amadurecimento como dizem tratar.

Aborda a questão sobre família, mas é um livro detestável e maçante, que na maior parte do tempo só abusa do realismo mágico e do misticismo enquanto histórias paralelas começam e terminam a cada capítulo, pintando todas estas situações como contos bizarros, passageiros e inúteis onde nada acontece e, o que acontece, é tão frustrante e decepcionante que me fez esquecer de qualquer coisa boa que pudesse ter no meio dessa história toda.

Sei que é um livro muito recomendado, mas eu não gostei não.
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Ca 28/03/2018

"Ninguém se parece com ele"
Pegando uma referência ao Nin, ninguém se parece com Neil Gaiman. Minha primeira experiência com o escritor e eu estou simplesmente apaixonada!! A história é incrível, tem tudo o que uma boa história precisa ter,uma pitada de cada coisa. Ninguém Owens tem uma personalidade incrível, foi crescendo e amadurecendo com a gente, se transformou em um homenzinho ótimo! Silas, sabe sempre o que dizer. E, Neil Gaiman, estou apaixonada por você!!
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Bruh Silva 20/02/2018

Tem como não se apaixonar por Ninguém?!
O romance O livro do cemitério, do escritor Neil Gaiman, ganhou uma versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, sendo esse o primeiro volume de dois.

Nesse enredo conheceremos a história de Ninguém Owens, ou Nin como foi carinhosamente apelidado. Quando pequeno Nin teve toda a sua família assassinada, sendo sua mãe, pai e irmã. O único sobrevivente dessa tragédia foi o garoto, que desde pequeno muito esperto e curioso, fugiu e achou um esconderijo dentro do cemitério, que fica no alto da colina.

O garoto logo foi acolhido pelo Sr e Sra Owens, que há anos moram no cemitério e que quando vivos não tiveram filhos. E de quebra ganhou mais um protetor, Silas que é a figura mais emblemática do livro. Um tanto quanto solitário, desempenha o papel de guardião de Nin Owens, responsável ainda por alguns ensinamentos, solução de dúvidas ou curiosidades e por arranjar comida sempre que necessário.

Nesse primeiro volume acompanharemos dois anos da vida de Nin, o garota que já esta familiarizado com aqueles que ultrapassaram o véu que separa os vivos dos mortos. Inteligente, hiperativo e muito curioso. A sua personalidade afável proporciona a nós leitores uma experiência fantástica.

A história é completamente apaixonante e envolvente, veremos a pureza de Nin no decorrer do livro e de como os personagens secundários, seus familiares, fazem de tudo para protegê-lo e ensinar um pouco dos dois mundos, sempre com a preocupação de que a criança não perca a inocência que é tão presente nessa idade.

A conclusão do primeiro volume, nos deixa com a curiosidade ainda mais aguçada querendo saber o que acontece na sequencia da historia e com será desvendado os mistérios que cercam a vida Ninguém Owens.

Este livro eu ganhei em um sorteio do Skoob, no final do ano passado. Confesso que não espera muita coisa do enredo, mas no final eu amei, amei, amei. Não poderia ter sido melhor!
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a world to read 13/02/2018

Neil Gaiman é autor de um monte de livros, e apesar de ter um estilo muito próprio, se aventura em diversos gêneros com maestria. A HQ O Livro do Cemitério é o primeiro volume da adaptação do livro homônimo do autor, de fantasia juvenil. A HQ foi encabeçada por P. Craig Russell, que já trabalhou com Gaiman em Sandman e ilustrações para Coraline, e conta com ilustrações de outros artistas: Kevin Nowlan, Tony Harris, Scott Hampton, Galen Showman, Jill Thompson e Stephen B. Scott.


Neil Gaiman, Quadrinhos, O Livro do Cemitério, Ninguém Owens

A adaptação segue com a história de Ninguém Owens, um garoto que teve sua família assassinada e desde bebê fora criado por criaturas do cemitério da cidade. Os seres do lugar lhe deram a proteção do cemitério, o que lhe permite ter uma vida tranquila lá. E os mortos, em sua maioria, ajudam a educar e melhorar o desenvolvimento do pequeno rapaz. Seus pais adotivos, o Senhor e a Senhora Owens, contam com a ajuda de Silas, o protetor de Nin, e o responsável por trazer para ele os mantimentos necessários para sua sobrevivência.

Mais em:

site: http://aworldtoread.com/2018/01/15/o-livro-do-cemiterio-volume-1-neil-gaiman/
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ananda1410 11/02/2018

Incrível!!
A história é muuuuito cativante, tudo desenhado de forma delicada e com cada estilo marcado por um ilustrador. Nin é um amor ?? Estou a espera do segundo volume de quadrinhos!
Obs.: Nunca tinha tido contato com outra obra de Neil Gaiman além de os episódios por ele roteirizados de Doctro Who, mas pretendo ler Sandman.
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LOHS 21/01/2018

Maravilhosa!
Eu gosto muito do Neil Gaiman, mas O Livro do Cemitério é um dos títulos que ainda não tive a chance de ler. Infelizmente, ninguém está querendo trocar esse livro no Skoob (Rsrsrs) - estou a procura!

A obra original, publicada em 2008, foi inspirada O Livro da Selva (1894) que ficou muito conhecido por conta das adaptações de Mogli - O Menino Lobo. Mas Neil Gaiman sendo Neil Gaiman coloca como pano de fundo um cemitério. O Livro do Cemitério se tornou um bestseller e foi premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido).

Agora, a Rocco publica para nossa alegria a adaptação em quadrinhos da história por P. Craig Russell, amigo e parceiro do autor em outros livros - incluindo a versão em HQ de Coraline. A obra será dividida em dois volumes e conta com ilustrações de Kevin Nowlan, P. Craig Russell, Tony Harris, Scott Hampton, Galen Showman, Jill Thompson e Stephen B. Scott.

O primeiro volume da adaptação em HQ começa de forma sombria. Um homem chamado Jack, que se considera um profissional, assassina uma família quase completa. Mas, quando ele vai terminar o serviço e matar o bebê, ele se vê com um grande problema porque o garotinho desapareceu!

O menino, por algum motivo desconhecido, pulou do berço e foi engatinhando até o cemitério que ficava no alto da colina. Alguns dos fantasmas do local, logo se afeiçoaram ao garotinho e - ao perceberem o perigo que ele corria - decidiram protegê-lo. Assim, ele se torna Ninguém Owens, apelidado de Nin, um garoto criado por fantasmas e outros seres sobrenaturais que os vivos não fazem ideia de sua existência.

Esse primeiro volume irá mostrar o crescimento do jovem Nin. Cada capítulo mostra um período a cada dois anos, onde conheceremos seus pais e professores fantasmas, suas aventuras envolvendo seres fantásticos e uma amiga humana (de fora do cemitério). O cemitério é o único local seguro para o garoto, pois fora dele o homem chamado Jack continua a sua procura para “terminar o serviço”.

A HQ termina com um interlúdio que nos deixa com muitas pulguinhas atrás da orelhas e a ansiedade insana de pegar o segundo volume para ler, mas infelizmente ele ainda não chegou às livrarias. Então, volto à minha busca pelo livro original! (Rsrsrs)

Assim como a maioria das fantasias de Gaiman, O Livro do Cemitério, nos apresenta um universo incrível com seres mágicos e sobrenaturais, misturando lendas e culturas de uma forma única.
Cada capítulo da HQ foi ilustrado por uma pessoa diferente. Isso cria uma variedade de estilos muito interessantes, embora eu deva confessar que não apreciei todos os tipos. Nesta edição, os ilustradores que mais gostei foram P. Craig Russell e Galen Showman.

Na minha opinião, os artistas conseguem manter a essência de Neil Gaiman que cria grandes sucessos ao mesclar uma atmosfera sombria com fantasmas amistosos e seres míticos presentes em diferentes culturas.

O segundo volume, acredito eu, fará com que Nin - já crescido - tenha que lidar com o assassino de sua família, o homem chamado Jack, e o mistério da razão de ainda estar atrás dele.

A HQ O Livro do Cemitério (volume 1) é uma fantasia que recomendo para todos que gostam do gênero e de quadrinhos. Tenho certeza que irão se entreter tanto quanto eu! ;)


site: http://livrosontemhojeesempre.blogspot.com.br/2018/01/o-livro-do-cemiterio-em-hq-01.html
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Debyh 20/01/2018

Começarei confessando que não sabia que existia uma versão sem ser de quadrinhos desta história. Esta versão que li é a edição em quadrinhos e devo dizer que gostei bastante da história, mesmo que tenha tantos elementos conhecidos por outras mitologias a utilização deles foi bem original para mim. O trabalho foi interessante e inovador, portanto mesmo tendo pontos conhecidos eu me diverti bastante na leitura.
Ninguém Owens foi criado no cemitério, seus pais são fantasmas e seu guardião Silas não parece ser humano. Juntamente com outros moradores do cemitério acompanhamos a jornada de Nin entre o mundo dos humanos e o sobrenatural do qual, mesmo sendo humano, ele sempre fez parte.
(continua no link)

site: http://euinsisto.com.br/o-livro-do-cemiterio-1-neil-gaiman/
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Katyane 16/01/2018

Uma história incrível.
Esse livro é uma literatura infanto-juvenil maravilhosa com um enredo envolvente e divertido.
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"Ana Paula" 12/01/2018

Este foi meu primeiro contato com alguma obra do autor Neil Gaiman. Tinha muita vontade de ler algo dele e acredite, até tenho alguma coisa dele na minha estante, mas a oportunidade só chegou mesmo quando solicitei O Livro do Cemitério para resenha.

"O cemitério normalmente não é democrático: no entanto, a morte é a grande democracia e cada um dos mortos tinha voz e uma opinião se a criança viva podia ficar".

Por se tratar de uma HQ, a leitura fluiu sem problemas e até fiquei curiosa em algumas partes, mas creio que o livro mesmo - porque este HQ foi adaptado de um livro romance - seja muito mais tentador e gostoso de ler.
Mesmo assim, não posso deixar de dizer que me encantei pela obra. A HQ está linda demais e as ilustrações, belíssimas e condizentes com toda a história.

Logo no começo descobrimos como Ninguém Owens foi parar no cemitério onde é criado por fantasmas e pelo zelador, Silas. No cemitério, só Nin está vivo, todos os demais habitantes estão mortos. Nin tem a liberdade do cemitério e só ali deve ficar. Silas, que é o único que pode sair do cemitério, trás alimento para ele e conta algumas coisas sobre o mundo lá fora. Nin cresce conhecendo e aprendendo de tudo com os fantasmas que ali residem, inclusive um túmulo onde vozes clamam pela volta do Executor.

"É só a morte. Quer dizer todos os meus melhores amigos estão mortos. - Sim, estão. E eles, na maior parte, acabaram para o mundo. Você não. Você está vivo, Nin. Isso quer dizer que tem potencial infinito. Para fazer qualquer coisa, construir qualquer coisa, sonhar qualquer coisa. Se mudar o mundo, o mundo mudará. Potencial. Depois que estiver morto, acabou. Foi-se."

A história é gostosa e trata a morte com doçura e simplicidade. Cada capítulo acompanha dois anos da vida de Nin. Vamos conhecendo-o e vendo-o se tornar um garoto inteligente, imperativo e muito curioso. Este é o primeiro volume de dois e fiquei bem curiosa para conferir o restante da trama.

Para uma primeira vez, acredito que Gaiman tenha me conquistado com a sutileza e leveza que enredou a história de um menino órfão criado por fantasmas em um cemitério. O que poderia ser um livro de terror/horror, acabou se tornando um livro com personagens cativantes em um cenário fantástico que brinca com a realidade.

"Você é um ignorante, neném — disse a srta. Lupescu. — Isso é péssimo. E você está satisfeito em ser ignorante, o que é pior ainda. Repita comigo, existem os vivos e os mortos, existem as criaturas do dia e as da noite, existem ghouls e andarilhos da névoa, existem os caçadores das alturas e os sabujos de Deus. E também os tipos solitários."

Como um todo, o livro me encantou e despertou a criança que havia muito, estava adormecida em mim. Nin é um personagem que logo vira seu amigo e te leva para suas aventuras. Infelizmente achei algumas partes corridas, sem aprofundamento; acredito que seja por se tratar de uma HQ e como não estou acostumada com esse tipo de leitura, não posso dizer que não gostei, apenas que me incomodou um pouco. Claro que vou querer ler o próximo volume e descobrir como essa história acaba. Nin ganhou meu coração com sua simplicidade e Gaiman me conquistou com seus questionamentos sobre estar morto e mesmo assim querer ser vivo.


site: http://www.lendoeesmaltando.com/2018/01/resenha-o-livro-do-cemiterio-o-livro-do.html
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Dhiego Morais | @odhiegomorais 06/01/2018

O Livro do Cemitério - Vol. 1
Alguns lançamentos costumam nos pegar completamente desprevenidos. Depois de ler O Oceano no Fim do Caminho, Mitologia Nórdica, Belas Maldições e Coraline, devo dizer que tudo o que eu menos esperava era uma adaptação em dois volumes de O Livro do Cemitério, ganhador das medalhas Newberry e Carnegie. Como uma amiga minha já havia me indicado a leitura dessa obra, achei válido conhecer a história navegando pela escrita imaginativa de Gaiman, enquanto apreciava as belas ilustrações da adaptação em quadrinhos.

Dividido em dois volumes, nessa primeira parte o leitor é brindado com seis capítulos ricamente ilustrados por uma gama de artistas talentosos convidados a fazer a sua releitura de uma das obras mais vendidas na lista do jornal The New York Times.

?O cemitério normalmente não é democrático: no entanto, a morte é a grande democracia e cada um dos mortos tinha voz e uma opinião se a criança viva podia ficar?.

O Livro do Cemitério inicia-se com o capítulo De como ninguém ia ao cemitério, ilustrado por Kevin Nowlan. Imediatamente o leitor se vê diante de uma cena fria e cruel, em que pai, mãe e irmã são mortos ainda em suas camas embebidos pelo sono. O assassino ? um homem chamado Jack ?, dotado de faca, luvas e sobretudo só precisa concluir o serviço. Para isso, uma criança deve morrer também. Ele vai até o quarto, porém se depara com o cômodo vazio: não há vivalma.

Farejando os rastros, Jack segue até um antigo cemitério. Avistando o que poderia ser o garoto, o homem chamado Jack pula o muro, desejando capturar a criança, mas é interceptado por uma figura ainda mais alta do que ele próprio: o zelador do local. A forma o guia para fora dali, mas, de qualquer maneira, o que antes ele havia pressuposto ser o menino, agora não era nada além de uma névoa estranha da noite.

O garoto, escapando das mãos apressadas da morte, fora resgatado pelos residentes do cemitério. Tudo seria consideravelmente comum se não fosse pelo caso de que esses heróis fossem fantasmas!

?Mas eu o sentia, quando este lugar era vazio. Eu podia sentir uma coisa esperando bem ali, no fundo da colina?.



O que Gaiman propõe com a trama de O Livro do Cemitério é, no mínimo, inusitado. Redigir a história de um garoto órfão, que tem seus pais assassinados a sangue frio, misteriosamente, e consegue escapar se refugiando no cemitério local, sendo adotado e criado pelos fantasmas é fascinante! Como se não bastasse a proposta do livro, Gaiman faz o que sabe fazer de melhor: imprime à narrativa um texto imaginativo, sinistro e sensível, em que brinca com o onírico e com a questão da inocência e da juventude.

Ao longo de cada um dos seis capítulos, acompanhamos dois anos da vida de Ninguém Owens, ou Nin, como fora rebatizado pelos fantasmas. Criado pelo senhor e pela senhora Owens, que nunca haviam tido um filho antes, Nin cresce familiarizado com aqueles que há muito ultrapassaram o véu que separa os vivos dos mortos. O menino Owens é inteligente, hiperativo e muito curioso. A sua personalidade afável proporciona aos leitores uma experiência fantástica de leitura.

Além de Nin, mais algumas personagens se destacam entre os capítulos desse primeiro volume lançado nacionalmente pela editora Rocco: Silas é a figura mais emblemática do livro. Um tanto quanto solitário, Silas desempenha o papel de guardião de Nin Owens, responsável ainda por alguns ensinamentos, solução de dúvidas ou curiosidades e por arranjar comida sempre que necessário. Scarlett Perkins é uma garotinha de supostamente a mesma idade de Nin. Muito perspicaz, a menina ? ainda que tenha dúvidas sobre a existência ou não de Nin ? aproveita as idas ao antigo cemitério para se distrair com o menino. Por último, vale ressaltar Elizabeth Hempstock, uma mulher que, em vida, fora capturada e executada como bruxa ? para aqueles que perceberam, não é a primeira vez que Gaiman utiliza esse sobrenome, Hempstock. Em O Oceano no Fim do Caminho esse mesmo sobrenome tem muita importância. O próprio Gaiman, respondendo a uma FAQ à época da escrita d? Oceano, disse que poderia haver relação distante entre Lettie Hempstock e Liza Hempstock.

?Estava acontecendo alguma coisa, Nin tinha certeza disso. Estava ali, no ar claro de inverno, nas estrelas, no vento, na escuridão. Estava presente nos ritmos das noites longas e dos dias fugazes?.



As ilustrações do primeiro volume da adaptação são ótimas. A mudança de ilustradores para cada um dos capítulos atribuiu às releituras mais pluralidade e vivacidade às características das personagens principais. Dos traços que mais me agradaram, cito: Craig Russell (responsável também pelas ilustrações em Coraline), Galen Showman e Jill Thompson. De maneira geral, tudo muito caprichado e bem roteirizado.

Encerrando com um interlúdio ilustrado por Stephen B. Scott, o volume um mantém uma qualidade elevada, não apenas pelos quadrinhos bem delineados e coloridos, mas principalmente pela história abordada pelo autor, que constrói personagens extremamente cativantes em um cenário fantástico que brinca com o realismo.

Ao ironizar o horror, desconstruindo-o, Gaiman se utiliza do mistério e do sobrenatural para representar a questão da criação de uma criança e de sua orfandade. A infância é tema recorrente também.

A conclusão do primeiro volume apenas alimenta a sede pela sequência, na busca para compreender os mistérios ainda não solucionados. De maneira delicada, O Livro do Cemitério: Volume Um encanta e empolga, evidenciando Gaiman em sua melhor forma, resgatando o onirismo e a sensibilidade tão conhecidas da escrita do autor.
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Adrya Ribeiro 05/01/2018

"Mas entre agora e então havia a Vida; e Nin caminhou para ela com os
olhos e o coração bem abertos."

Tão fofo, falando sobre morte, vida de uma forma singela e doce. Adorei!

"É só a morte. Quer dizer todos os meus melhores amigos estão mortos. - Sim, estão. E eles, na maior parte, acabaram para o mundo. Você não. Você está vivo, Nin. Isso quer dizer que tem potencial infinito. Para fazer qualquer coisa, construir qualquer coisa, sonhar qualquer coisa. Se mudar o mundo, o mundo mudará. Potencial. Depois que estiver morto, acabou. Foi-se."
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Andressa 05/12/2017

Queria morar nesse livro.
Essa história, como grande parte das histórias escritas pelo Gaiman, logo despertou meu "eu" interior de dez anos de idade. Gaiman tem uma sensibilidade imensa pra nos transportar por universos fantásticos que residem na mente fértil de toda criança. Agora, o que falar das ilustrações presentes nessa obra? Cada capítulo era uma surpresa e uma delícia de ser apreciado. Ficava um bom tempo encarando cada página, tamanha a beleza de cada detalhe. Agora espero ansiosamente pelo segundo volume para poder me apaixonar mais um pouquinho pelos distintos habitantes do cemitério imaginados por Gaiman.
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Andriola 25/07/2017

Perfeito
Gente que livro lindo, to encantado com essa história. O livro não tem nada de macabro. A história nada mais é que uma reflexão sobre a vida. Nin era um menino vivo mas que ao mesmo tempo estava morto. Ele queria sair do Cemitério e viver sua vida. O livro retrata isso, sobre estamos preso em algum lugar e a vontade é de sair pro mundo e viver a vida. A mensagem principal do livro é essa sobre sairmos de nosso pequeno mundo. Emocionante, chorei muito, especialmente quando você entende o livro. Neil Gaiman demorou praticamente 20 anos pra escrever esse livro. E realmente valeu a pena. É uma leitura simples, não pesada e nem arrastada. Neil Gaima tem essa magia fascinante de nos envolver em seu mundo.
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keilasue 15/07/2017

Recomendo
E se para sobreviver você tivesse que não existir? Existir no sentido de não ser visível, não conviver em sociedade. Para Nin, o mundo afora é um mistério, e o único lugar que conhece de uma zona a outra é o cemitério, seu lar. Ninguém Owens, nosso protagonista, convive com fantasmas e outros seres que lhe ensinam, lhe protegem e lhe mantém em segurança do... bem, aí é contar demais. Leiam. Deixem a mente fluir pela história. Amadureçam com o personagem e sobrevivam a cada capítulo.
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Bela Lima 18/06/2017

Enquanto aguarda o homem chamado Jack, Nin aprende.
Havia uma família e agora há apenas uma criança. Sua família foi morta por um homem chamado Jack e ela por pouco também não foi, tendo descido de bunda pela escada, engatilhado por uma ladeira e passado entre as brechas de um portão, o pequeno bebê acabou sendo salvo da morte ao chegar no cemitério.

"O homem chamado Jack era alto. Este homem era mais alto. O homem chamado Jack usava roupas escuras. As roupas deste homem eram mais escuras. As pessoas que viam o homem chamado Jack quando ele estava cuidando de sua vida — e ele não gostava de ser visto — ficavam perturbadas, ou pouco à vontade, ou se achavam inexplicavelmente assustadas. O homem chamado Jack olhou o estranho e foi o homem chamado Jack que ficou perturbado."

E o Cemitério guarda segredos como qualquer outro, guarda lápides e guarda mortos, guarda criaturas solitárias e... acaba guardando Ninguém Owens também.

Sendo adotado pelo Sr. e pela Sra. Owens, Nin cresce como qualquer outra criança, qualquer outra criança que tem mortos como pais, vizinhos e amigos. E seu guardião... seu guardião Silas não está vivo nem morto, não é desse ou de outro mundo, mas é a pessoa que Nin mais admira, que pode andar pelo mundo dos vivos e dizer tudo que há lá, que lhe ensina qualquer coisa sem ser chato e que sempre lhe ajuda.

"Ele só se parece consigo mesmo. Ninguém é parecido com ele. Então se chamará Ninguém. Ninguém Owens."

O Livro do Cemitério é um relato da vida de Nin no Cemitério, sobre as amizades que fez, o que descobriu, como os vivos são assustadores e os mortos sua família, como o homem chamado Jack está em algum lugar lá fora, esperando, aguardando, encontrá-lo para terminar o trabalho mal feito há muitos anos.

Assim, Nin é preparado desde criança e, tendo recebido a Liberdade do Cemitério, ele aprende diversos "poderes" que apenas os mortos têm, como Medo, Terror, Passeio do Sonhos, Sumido; e conhece diversos seres que habitam esse mundo, que não estão mortos ou vivos, que não são humanos ou animais, que não estão neste mundo ou em outro.

"Você é um ignorante, neném — disse a srta. Lupescu. — Isso é péssimo. E você está satisfeito em ser ignorante, o que é pior ainda. Repita comigo, existem os vivos e os mortos, existem as criaturas do dia e as da noite, existem ghouls e andarilhos da névoa, existem os caçadores das alturas e os sabujos de Deus. E também os tipos solitários."
Nin aprende e conhece muito sobre o mundo além do Cemitério e mundo dentro do Cemitério e mundo na terra não consagrada do Cemitério, descobrindo sobre bestas lunares e ghouls e fazendo amizades com bruxas.

Enquanto aguarda o homem chamado Jack, Nin aprende.

"-Está fora de cogitação. Aqui podemos manter você em segurança. Como o manteríamos seguro lá fora? Lá fora, qualquer coisa pode acontecer.
-Sim — concordou Nin. — Está é a coisa potencial de que estava falando. - Ele silenciou. - Alguém matou minha mãe, meu pai e minha irmã.
-Sim. Alguém matou.
-Um homem?
-Um homem.
-Isso quer dizer - disse Nin - que você está fazendo a pergunta errada.
-Como assim?
-Bom. Se eu for lá fora, no mundo, a pergunta não é “quem vai me manter seguro dele?”
-Não?
-Não. É “quem vai mantê-lo seguro de mim?”
-Precisamos encontrar uma escola para você - disse ele."

Eu gostei do livro, mas não virou um dos meus favoritos (embora eu não seja contra uma continuação), pois não é um livro recheado de mistério e descobertas, ele tem um ritmo lento, contando a história de Nin e sua aprendizagem e evolução do bebê perdido à criança curiosa e finalmente no adolescente astuto. O final foi impressionante e eu quero tanto uma continuação.

site: http://sougeeksim.blogspot.com/2017/06/resenha-o-livro-do-cemiterio.html
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