O Livro do Cemitério

O Livro do Cemitério Neil Gaiman
P. Craig Russell




Resenhas - O Livro do Cemitério


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André L. Pavesi 20/06/2010

Nada como uma visão difrenciada!
Acredito que todos conheçam a importância do autor e de sua obra para o mundo dos chamados "quadrinhos para adultos" - ele praticamente criou uma das vertentes mais importantes do gênero com seu trabalho em Sandman. Seu talento é mais do que comprovado e atestado.

Agora pegue a premissa básica desse livro - garoto é criado pelos fantasmas de um antigo cemitério inglês após o assassinato de sua familia por algum tipo de organização criminosa sinistra.

Nas mãos de alguns autores, teriamos um livro de terror, enquanto outros enfocariam o lado policialesco, investigativo da coisa toda. Neil Gaiman, ao contrário, resolveu investir no lado lírico, melancólico por trás do tema. O tratamento dado aos elementos sobrenaturais nesse livro, fantasmas, ghouls, lapides e afins, é de um lirismo melancólico impar, uma visão profundamente humana, mostrando um lado inesperado e tocante. Saltam aos olhos do leitor não fantasmas e monstros morto-vivos, mas individuos, pessoas com sentimentos, motivações, nuances de personalidade e idiossincracias próprias.

Uma melancolia inexplicável, uma sensação de estar fora do lugar, permeiam o texto todo, quase como uma dolorida saudade de algo que não se conheceu.

Thiago Oliveira 29/11/2010minha estante
Poxa Pavesi, deve ser um ótimo livro ou talvez tenha sido a sua ótima resenha que tenha feito passar essa impressão! Gostei do fato de você ter falado que Gaiman usa o lirismo na sua narração e isso atraiu bastante minha atenção, espero poder ler esse livro um dia!
Bela resenha, abraços literários!


Gúna 20/04/2012minha estante
Perfeito André!
Um menino criado por fantasmas só poderia ser uma pessoa má? De modo algum, Nin é tão ingênuo que em certas ocasiões é difícil acreditar que ele seja humano, pois oq ue vemos nos jornais, com crianças agredindo professoras nos faz pensar onde está a inocência que na nossa época nos fazia brincar em um cemitério como se fosse um playground... Muito bem escrito e ricamente ilustrado, uma leitura mais que recomendada.


feferbes 23/06/2012minha estante
Fique com mais vontade de ler agora....


Leticia 24/08/2012minha estante
Sou suspeita pois sou muito fã de Gaiman, mas esse livro mexeu particularmente comigo.
amei a historia e me cativei com Nim.
no fim da uma vontade de sair andando e conhecer o mundo e simplesmente viver.
leitura divina


Leticia 24/08/2012minha estante
Sou suspeita pois sou muito fã de Gaiman, mas esse livro mexeu particularmente comigo.
amei a historia e me cativei com Nim.
no fim da uma vontade de sair andando e conhecer o mundo e simplesmente viver.
leitura divina


Leticia 24/08/2012minha estante
Sou suspeita pois sou muito fã de Gaiman, mas esse livro mexeu particularmente comigo.
amei a historia e me cativei com Nim.
no fim da uma vontade de sair andando e conhecer o mundo e simplesmente viver.
leitura divina


05/12/2012minha estante
Adorei a sua descrição. A história me fez, por diversas vezes, resgatar memórias da minha infância, quando eu ía passear na casa do meu pai e ele morava ao lado de um cemitério e eu ía quase todos os dias passear lá. Isso me fez desmistificar todo esse "pavor" que as pessoas têm de cemitério. Eu olhava as fotos e datas das lápides e ficava imaginando quem e como teriam sido essas pessoas. Enfim, a história é surpreendente e fiquei imaginando como foi a vida do Nin depois que ele foi para o mundo e se, depois de sua morte, voltou para junto de seus amigos.




Roberta Nunes 15/06/2010

Um livrinho muito "mais ou menos"...
Talvez eu esperasse muito da história ou do autor (que não conhecia até então), mas o fato é que ao acabar o livro o meu maior sentimento foi o de alívio por ter finalmente acabado. O enredo tem tudo para ser interessante, mas na verdade tudo terminou meio confuso e sem graça. Os mistérios não foram bem explicados, faltaram detalhes essenciais... A sensação que ficou ao final foi de vazio, de uma história apressada e acabada às pressas.

Em síntese: o enredo é legal, tem passagens boas, serve como uma distração, mas com toda a certeza, durante a minha vida, já li livros BEM melhores do que esse com a história de Ninguém Owens.
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Silver Se7e 30/05/2010

Vivendo entre os mortos
Nessa história de Ninguém, o protagonista, tem uma vida diferente, uma vida entre os mortos. Com dois anos de idade Ninguém acaba escapando do assassino que matou toda a sua família, e acaba sendo adotado por todos os mortos do cemitério. A partir daí é contada a sua aventura entre os mortos que são amigos e os vivos, que, na maioria das vezes são perigosos, além de outros seres, que não são nem vivos e nem mortos.
Leitura muito agradável e com uma boa mensagem que os mortos passam de como é importante viver a vida.

Neil Gaiman é um ótimo autor, nos faz viajar com personagens muito cativantes por mundos incríveis.

O Livro do Cemitério é mais uma obra de altíssimo nível, que só não dou nota máxima porque quando se conhece outras obras do autor, Belas Maldições e Stardust, estas passam a ser as referências de seu potencial, mas não estou dizendo que o livro não seja bom, ele é muito bom. Recomendo.

Com o final que teve (ótimo final) ele merece uma continuação.
Enio Myrddin 11/10/2010minha estante
Concordo com tudo!
Nunca li Belas Maldições e Stardust, mas acho que Coraline (que tem algo de parecido com o Livro do Cemitério) é melhor.
Mesmo assim adorei.




Vivi 21/08/2010

Cubo Mágico
Com o Neil Gaiman as coisas são sempre mais do que parecem. =)

O livro começa quando o personagem principal ainda é bebê e só termina quando ele atinge a 'maioridade'. O fantástico é que apesar de resumida a história, vc não sente falta de nenhum detalhe. Todas as informações que vc precisa, estão no livro em algum lugar, até nas entrelinhas.

No início, vc acha que o Gaiman tá se perdendo na história, caminhando por buracos que não deveria ter se metido, mas quando chega ao fim, tudo faz sentido, e as coisas se encaixam como um cubo mágico.

Em algum momento pode até pensar que o final tá longe de ser importante... Porém, mudará de ideia quando finalmente alcançar o último capítulo. Todos os seus pensamentos tomam forma e corpo o suficiente para resolver de uma vez por todas o tão enigmático Cubo Mágico.

Veja bem, o livro não é confuso, nem matemático, muito menos joga com a lógica, estou só ilustrando as fases como comparação. Pois o livro tem partes lentas, emocionantes, de ação, de suspense, de ternura.... e vc acaba respirando a história antes mesmo de perceber.

E mesmo que tenha fantasmas, 'magia', guardiões que não estão nem mortos nem vivos, criaturas de outras dimensões... e tudo no mesmo cemitério; o mais interessante que vc vai encontrar em toda a sua vida, a fantasia é apenas um lado da criatividade do autor. O livro é muito mais que isso!
Dominique 21/08/2010minha estante
Não li nada de Gaiman aindaaaaaa!!! Preciso ler. Ótima resenha.




icarosmm 03/05/2013

Mogli Tr00
Em O Mundo de Sofia, o autor Jostein Gaarder toca no assunto de que quando pequenos, os homens tem o pensamento apurado pela curiosidade e imaginação. Provavelmente Neil Gaiman leu algo parecido com isso em algum lugar, e levando em consideração ao que leu, colocou de uma forma brilhante nesse livro que tão pouco falam dele. Muita gente acha o Gaiman um pouco bitolado no quesito universos paralelos e passagens secretas. No quesito criatividade, o autor ficou mais do que famoso por ser assim. O Livro do Cemitério não seria diferente. até porque, mesmo sem precisar sair do nosso mundo, Ninguém Owens conseguiu passar para o outro lado. Brilhantemente ilustrado com seu fiel colaborador, Dave McKean, Gaiman aproveita a parceria e não sente pena das precisas pinceladas do amigo. Presenciar um crime brutal não foi o suficiente para o bebê Ninguém, escapando por sorte e indo parar em um cemitério no final da rua onde sua família morava. O cemitério, por sua vez, já havia outra família lhe acolhendo. Uma bela referência a Mogli, o Menino Lobo, a relação do vivo com o morto faz com que pensamos que quanto mais medo muitas pessoas tem de alguma assombração, o vivo tem mais espaço para colocar suas maldades em práticas. A maldade, por si só, não tem efeito ao morto, obviamente, mas mesmo depois de morto, uma pessoa pode continuar malvada. Conforme Ninguém vai crescendo, cada vez mais ele vai aprendendo sobre essas regras.

Uma pessoa jovem ser criada por fantasmas e almas penadas de fato, é algo inusitado, mas é o charme do terror fantástico que faz o livro ser tão fascinante. O que amedronta, te acolhe. O medo dá lugar ao amor familiar de um lugar inadequado para se viver e criar um filho. A culpa não é do Ninguém, e sim do acaso de um ato de puro descaso com o ser humano. Humanos esses que são menos do que os que não são mais humanos, assim trata-se de Ninguém, mesmo quando ele se acha sujo e solitário o bastante, porque mesmo criado entre quem já se foi, ele ainda está aqui.

Onde está a paixão quando a perspéctica de vida já está morta? Onde está a paz quando a vida foi lhe entregue pela morte do mesmo sangue? Quando se encontra a tão esperada solução ao sufoco de uma vida regada pela morte, é hora de dizer adeus definitivo para quem não pode viver ao lado. As despedidas são péssimas, mesmo sem precisar de um funeral. De toda forma, é redescobrindo a vida que a morte sossega, e seguir em frente é inevitável para quem quer realmente viver.
Clarinha 11/07/2016minha estante
Vou começar a ler em breve. =)




Dri 05/10/2011

Decepção?
Juro que esperava mais do livro, pelo título me surpreendi, achei que seria tão rico em assunto, mas o autor se deteve aos mínimos detalhes de algumas coisas e só preencheu linhas. O final aconteceu tão rápido que ficou meio sem rumo certo, uma pena pois adoro o autor.
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MENINA LY 15/07/2011

Lindo!!!!
Claro que este não é o melhor livro do Neil Gaiman, mas....a estoria é tão singela, profunda...principalmente o final....
O que dizer, que recomendo.
Achei super engraçado as pessoas quando observavam eu lendo este livro: LIVRO DO CEMITERIO - CREDO, E COISA DE VODU? Como as pessoas tendem a fazer observações e até mesmo criticas sem ao menos procurar saber mais daquilo que é questionável
Como sempre Neil faz estoria pra gente ficar pensando por dias- morte e vida basicamente é a estoria do livro...Será que devemos ter medo dos fantasminhas ou na realidade devemos ter medo dos vivos? Quem pode magoar o nosso coração?, aqueles que vivem ou aqueles que já partiram deste mundo?
Como sempre Neil Gaiman mostra que é o cara!!!!!
Recomendo a todos...
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Fer Mendonça 22/09/2012

Sinceramente eu consigo me tornar mais fã do Neil Gaiman a cada livro que eu leio. Nesse livro, apesar da atmosfera de Terror, ele consegue criar um ambiente agradável para o Nin. Ok, o livro em si é todo muito doido, mas mesmo assim eu adorei! Lembrando que para os inimigos de uma leitura difícil, esse livro é facílimo de ler. Eu me diverti horrores!
Ninguém Owens era apenas um bebê quando um homem chamado Jack invade a sua casa e mata toda a sua família. Porém, ele consegue escapar e vai parar em um cemitério, onde é protegido.

“...’Você recebeu a Liberdade do Cemitério, afinal’, Silas diria a ele. ‘Então o cemitério está cuidando de você. Enquanto estiver aqui, pode enxergar no escuro. Pode andar por alguns caminhos que os vivos não deviam percorrer. Os olhos dos vivos não cairão sobre você. Eu também recebi a Liberdade do Cemitério, mas no meu caso ela veio apenas com o direito de moradia.’ “

Ninguém, ou Nin, como é conhecido, recebe a Liberdade do Cemitério, que permite que ele fique invisível e atravesse paredes, dentro dos limites de um cemitério e também recebe um guardião, o Silas, figura misteriosa mas paterna que deixa comida para ele e tira suas dúvidas, além do casal Owens, que o adota a pedido de sua falecida mãe. Assim, Nin é criado por fantasmas e outros seres fantásticos.

“...’Seja buraco, seja pó, seja sonho, seja vento
Seja noite, seja escuro, vontade e mente sem freio,
Agora deslize, escorregue, sem ser visto no aposento
No alto, embaixo, por entre e no meio.’”

Vivendo nessa atmosfera mítica, Nin se torna um garoto com característica pouco comuns, e aspirações pouco comuns: conforme Nin cresce, o cemitério começa a parecer muito pequeno para ele, pois quer ver o mundo, conviver com outras pessoas que respirem!... Mas Jack está lá fora, de vigília...
Conseguirá Nin sobreviver a isso? Curioso para saber quem é o Executor? E Jack, por que assassinou toda aquela família?
Bem, eu iria correndo ler o livro, pois todos os personagens te esperam para dançar a Macabra...
.
“...Pisar e virar, depois andar e parar,
Agora vamos a Macabra dançar.
[...]
Lá-lá-lá ump! Lá-lá-lá ump!”

Leia mais resenhas em: http://blogmundodetinta.blogspot.com.br
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Núbia Selen 15/01/2013

O Livro do Cemitério conta a história de Ninguém Owens, um garoto que ainda bebê teve a família morta por um assassino misterioso. Quando o tal homem cometia o ato, o menino escapou do berço, foi para a rua e subiu a colina, engatinhando, até o cemitério. Lá, foi pego pela Sra. Owens, que ao entender o que estava acontecendo, escondeu o bebê do homem que vinha atrás dele para o matar. Detalhe, a Sra. Owens faz parte do povo de cemitério, isso mesmo, ela está morta. Depois de muito debater com os habitantes do lugar, fica decidido que eles criariam o bebê. No momento em que alguém questionou como o alimentariam, surgiu um personagem muito interessante, o nem morto, nem vivo, Silas, que se prontificou a ser o guardião do menino até que ele tivesse idade para se virar sozinho.
Não contei nada que tire o encanto da história.
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Cláudia 13/02/2012

Nin era apenas um bebê quando sua família foi assassinada, naquela noite ele foi acolhido pelo Sr. e Sra. Owens, um casal bondoso de fantasmas que em vida não teve a oportunidade de ter filhos. Os moradores do Cemitério se reuniram e acabaram aceitando Ninguém e lhe concedendo a Liberdade do Cemitério – algumas vantagens para um vivo naquele local. Silas, um misterioso não-fantasma, aceita ser o seu guardião, afinal alguém tem que se responsabilizar pela alimentação e outras necessidades do garoto.

Os capítulos são até certo ponto bem individuais, pois eles apresentam momentos importantes inteiros da vida de Nin - como algumas amizades e aventuras além dos portões, e cada um tem o seu desfecho, claro que como um todo você descobre a história por trás dos assassinatos e sobre as vidas (e algumas mortes) dos moradores do Cemitério. A leitura é envolvente, além de rica, mistura elementos – como mistério, drama e aventura. Os personagens são bem desenvolvidos e vários deixam o leitor na dúvida sobre as suas intenções, sempre acho interessante quando a narrativa tem essa abertura para reflexão sobre os fatos mostrados, a dúvida sobre a veracidade deles. Não posso deixar de falar de Nin, ele é um personagem carismático e fácil de amar, ainda que a história não fosse tão boa valeria por ele, felizmente não é o caso ... ela é excelente.

http://www.concentrofoba.com.br
Marina 23/02/2011minha estante
Quero leeeeer!! :)))




Núbia Esther 23/04/2011

Começo esta resenha de trás para frente, dos agradecimentos para ser mais específica, para contar-lhes o que Gaiman não fez questão de esconder: seu livro foi inspirado na obra O Livro da Selva de Rudyard Kipling, Ninguém Owens de certa forma é o seu Mogli e sua selva, o Cemitério da Colina…

Gaiman, como ninguém, sabe conferir um tom sombrio às suas histórias e o fato de um livro seu ser dedicado ao público infanto-juvenil não o impede de fazê-lo com maestria. É com um tom sombrio que começamos a acompanhar os fatos narrados em O Livro do Cemitério.

Em uma noite, que poderia ter sido como outra qualquer, um triplo assassinato ocorreu. Um indivíduo chamado Jack tinha como incumbência matar toda a família, mas um bebê conseguira escapar e com toda sua curiosidade inata ele foi parar no cemitério no fim da rua que sobe a colina. Ali ele foi encontrado por um casal de fantasmas, os Owens, foi adotado e assim “nasceu” Ninguém Owens. Porém, você deve estar se perguntando como um casal de fantasmas pode criar um bebê. Como fica a alimentação, o carinho, as coisas de que todo bebê precisa para crescer forte e saudável. Silas, uma espécie de zelador do cemitério torna-se o seu guardião e fica responsável por conseguir os bens materiais necessários ao bebê e que os seres diáfanos estão impossibilitados de conseguir. Quanto ao carinho, bem, digamos que Ninguém tem um dom e que este dom permite que ele veja e toque os fantasmas.

Ninguém, ou Nin, cresce longe dos perigos que ainda o espreitam. Quem é Jack? Porque sua família fora morta? São questões que permanecem sem respostas e enquanto isso, o cemitério o protege…

“[...] ”Você recebeu a Liberdade do Cemitério, afinal”, Silas diria a ele. “Então o cemitério está cuidando de você. Enquanto estiver aqui, pode enxergar no escuro. Pode andar por alguns caminhos que os vivos não deviam percorrer. Os olhos dos vivos não cairão sobre você [...]”

E assim, passamos a acompanhar as aventuras de Nin – que nos cativa a partir do momento em que perde suas fraldas – suas aventuras entre as lápides, seu relacionamento com Silas, com seus “pais”, com os outros fantasmas do Cemitério da Colina. Acompanhando estes acontecimentos, vemos o crescimento de Nin até o momento derradeiro em que o passado bate à porta novamente e o futuro traz implicações necessárias.

Ao exemplo de Kipling, Gaiman mostra como o diferente pode contribuir para a formação do Eu; sua selva são as lápides, um ambiente que por si só é considerado lúgubre, mas que através de sua narrativa ganha cor, humanidade, vira um lar. Nunca imaginei que gostaria tanto de um cemitério como passei a gostar daquele, lá na Cidade Velha, no fim da rua que sobe a Colina.

[Blablabla Aleatório]-http://feanari.wordpress.com/2011/01/28/o-livro-do-cemiterio-neil-gaiman/
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Coruja 14/08/2010

"Havia uma mão na escuridão e ela segurava uma faca." Assim começa o livro O Livro do Cemitério, atualmente, meu livro favorite de Gaiman – se é que eu posso dizer que tenho um único livro favorito desse cara simplesmente brilhante...

Gaiman diz que a inspiração deste livro veio de The Jungle Book (em português, O Livro da Selva), de Rudyard Kipling – para quem não sabe, a história que inspirou o filme da Disney, Mogli, o menino lobo (Necessário... somente o necessário... o estraordinário é demais... eu digo... necessário... somente o necessário... por isso é que essa vida eu vivo em paz... - é estranho que eu me lembre de cor das músicas?).

Como Mogli, nosso protagonista, um bebê comum, absolutamente normal, perde a família e fica sozinho no mundo num lugar completamente desconhecido... se não hostil a um bebê humano. A diferença é que, enquanto Mogli se perde na selva e é então criado por animais... o personagem principal de The Graveyard Book vai parar num cemitério, onde será criado por fantasmas e por Silas, o guardião que, ao que tudo indica, é um vampiro.

*Gaiman confirmou posteriormente em entrevistas que, sim, Silas era um vampiro.*

Lá, nosso bebê será batizado de Nobody Owens – na tradução, o nome do menino é ‘Ninguém’, literalmente -, embora as “pessoas” prefiram chamá-lo de Bod, e será protegido dos olhos do assassino de sua família, Jack, enquanto permanecer atrás das grades que guardam o cemitério.

Não, é claro, que do lado de dentro ele esteja assim também tão seguro... afinal, nunca se sabe quando se há de deparar com Ghouls, o que há dentro do túmulo mais antigo que tanto deseja um mestre e quem e o Homem Azul.

The Graveyard Book faz o mesmo estilo de Coraline, uma vez que ambos colocam seus personagens principais em situações assustadoras, com as quais eles têm de lidar sozinhos, da maneira mais astuta possível, e independente dos adultos.

Eu considero, porém, que há qualquer coisa de mais... delicada neste último livro, através do desenvolvimento das relações de Bod com todos os habitantes do cemitério – de seus pais, Mr. E Mrs. Owens, à bruxa Liza, enterrada em solo não consagrado até a jovem Scarlertt – que lá pelo final tive ânsias de esganar.

Na verdade, eu adoro a “vida” no cemitério – faz-me lembra do mundo dos mortos em A Noiva Cadáver, de Tim Burton... Embora os tons do cemitério de The Graveyard Book sejam predominantemente em cinza perolado – ao contrário do afterlife colorídissimo em que Victor vai parar, os mortos de ambas as histórias são, simplesmente muito... vivos.

Será que dá para entender o que estou tentando dizer?

Não sei se por conta de ter vivido a vida inteira num cemitério, sendo criado por fantasmas, um vampiro e, eventualmente, uma lobisomem, ou se é apesar disso, Nobody é um personagem terno, puro por quem você se vê torcendo até quase sem querer.

Antes que eu me esqueça... aparentemente, está se fazendo um roteiro deste livro para torná-lo filme em 2011 – li isso em algum lugar do twitter do Gaiman. E há já uma página disponível do filme no IMDB, embora não haja lá muitas informações por enquanto...
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Gustavo Rafael 18/12/2011

O Livro do Cemitério
A Trama se desenrola ao redor de Ninguém Owens, que quando bebê , aos 2 anos de idade, escapa da morte ao sair de sua casa engatinhando rumo ao cemitério, enquanto um homem chamado Jack assassina toda sua família. A partir daí, mostra – se o crescimento desse menino junto aos fantasmas do cemitério que o acolheram e todo o desenvolvimento da criança nas artes fantasmagóricas – Sumiço, Medo, Passeio nos Sonhos, etc. -, além de explicar o motivo – clichê - dos assassinatos e porque o Nin Owens estava sendo caçado.

A estória é boa e tinha um grande potencial para ser melhor desenvolvida por abordar um assunto diferente e ao mesmo tempo interessante. Contudo, mesmo com a fluidez da narração e com um tema interessante, o livro não consegue fechar de forma satisfatória todas as linhas da trama, deixando alguns pontos sem esclarecimento e acaba por desembocar em alguns clichês.

A mensagem que o livro passa sobre o perigo que ronda a vida é bem legal e o desfecho do livro é emocionante, mas mesmo assim, os assuntos abordados no livro podiam ser melhor trabalhados, deu a impressão de que algumas informações foram jogadas, apenas para dar algum sentido a estória, mas acabou deixando muitas perguntas em aberto.
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Wendell 15/11/2011

O Livro do Cemitério - Neil Gaiman
Lembra de Mogli, o Menino Lobo ? Aquele que foi criado pelos animais na floresta. Pois então, Neil Gaiman pensou mais ou menos assim, ‘Se um bebê pode ser criado por animais ferozes então porque não pode ser criado por fantasmas ?’

E assim surge a história de Ninguém Owens (Nin para os intimos). Um garoto que ainda bebê escapa de uma tentativa de assassinato por um chamado Jack, que matou toda sua família menos ele. O bebê vai engatinhando até o cemitério e é seguido por Jack, mas chegando lá algo inusitado acontece, um casal de fantasmas quer adotar o bebê. E daí a história se desenrola.

Cada capítulo conta uma fase da vida de Ninguém, começando quando ainda era uma bebe e terminando quando ele já está bem grandinho. Além de que Neil tem essa coisa de enfatizar que as histórias nunca acabam e o final faz justamente isso.

Nin começa sendo educado por Silas seu protetor, depois vai para a escola e descobre um mundo totalmente diferente, o mundo dos vivos. A forma como Nin cresce é muito interessante, e lendo nas entrelinhas temos belas divagações sobre a vida e morte. Mas além do crescimento de Nin temos também um mistério envolvendo o tal Jack, que inconformado com a vítima que deixou escapar tenta obcecadamente matá-lo.

E o cenário não se limita ao cemitério, além da escola que já citei, vemos o mundo dos Ghouls (que eu achei que deveria ser um pouco mais explorado, mas Gaiman é assim, sempre deixa suas idéias abertas a diferentes interpretações) e outros lugares interessantes.

Só não gostei da capa (a brasileira) porque do resto eu amei, as belas ilustrações do sempre maravilhoso Dave Mackean combinadas com a história do Neil ficam em perfeita harmonia.

Acho que gostei tanto do livro por que adoro coisas em tom cinza, personagens líricos, temas mórbidos, histórias infantis que não subestimam a inteligência do leitor, sabe só coisas que aprecio muito.

E o que admiro tanto em Neil Gaiman é a sua fonte infinita de idéias e sua versatilidade. Caramba! Esse homem tem uma imaginação de ouro, nem sempre a história vale a pena (elas são apenas umas raras exceções), mas sempre há um cenário muito bom com idéias maravilhosas, ou então pelo menos um personagem que te cativa tanto ao ponto de ler uma história até o final só por causa dele. Enfim a literatura de Neil Gaiman vem se desenvolvendo desde ‘Belas Maldições’ seu primeiro romance em parceria com Terry Pratchett, e tem seus altos e baixos, mas sempre mantêm uma média muito boa em seus trabalhos.

A resenha foi rápida, pois li o livro há algum tempo e não me lembro de muita coisa, mas quando eu o reler, algum dia, farei uma melhor. Enfim apreciem a muito boa leitura.
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