Gone

Gone Michael Grant




Resenhas - Gone: O Mundo Termina Aqui


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Blog MVL - Nina 18/03/2011

Minha Vida por um Livro | minhavidaporumlivro.blogspot.com
Em Gone - O Mundo Termina Aqui,do autor Michael Grant,temos uma situação um tanto inusitada. Todas as pessoas com mais de 14 anos de idade simplismente desapareceram. É isso mesmo que você leu. Apenas bebês,crianças e adolescentes continuam existindo. O que aconteceu com os adultos? Ninguém sabe.

Fazer uma resenha para esse livro é extremamente difícil. Primeiro porque a história em si é bem complexa e chocante. A cada capítulo você se surpreende não só com os acontecimentos mas também com as ações dos personagens centrais. Crianças e adolescentes que parecem estar perdendo sua humanidade.

Algumas cenas são,para dizer no mínimo,chocantes. O desespero de alguns para cuidar dos menores e tentarem implantar algum tipo de sistema e a violência de outros.

Durante a história conhecemos Sam Temple,um herói tão relutante quanto determinado. Ele possui seus próprios segredos. Principalmente o fato de que as coisas já não eram normais em sua vida muito antes do acontecimento que deu fim a todos os adultos. Sam possui poderes especiais que vão se desenvolvendo durante o livro.

Conhecemos também a inteligente Astrid Ellison,personagem que me lembrou muito a Hermione Granger da série Harry Potter. Ela é a consciência de Sam e obviamente seu interesse amoroso na história.

E por fim temos Caine Soren,o vilão. Caine é articulado,bonito e demonstra claramente um comportamento sociopata,na minha opinião. Ele e seu grupo de seguidores são os causadores da maior parte dos males em Perdido Beach,cidade onde se passa a história.

Não tem como ler a obra de Michael Grant e não se sentir fascinado pelo enredo que ele construiu. Gone é uma história de horror. Há um pouco de romance,bastante ação e muitas coisas de virar o estômago acontecendo. É recomendável um coração e estômago fortes para ler o livro pois não é uma leitura para covardes.

A primeira reviravolta significativa do livro me deixou esperando que a relação entre Sam e Caine se suavizasse,porém só piorou a situação. Em muitas ocasiões me peguei pensando "Como puderam fazer isso? Falar aquilo? Eles são crianças!". Mas a verdade é que não há como racionalizar uma situação totalmente irracional. Como pessoas tão jovens e crianças fariam para se virar em uma situação como a que os personagens estão expostos no livro.

Gostei muito de Gone. Desde a primeira frase do livro você está capturado. Vivendo no meio da situação,se sentindo tão claustrofóbico e sem saída quanto as crianças da história.

5 estrelas para Gone. E que venha a continuação!

Marina Moura

Blog: Minha vida por um Livro
http://minha-vida-por-um-livro.blogspot.com/
Mateus 10/09/2010minha estante
Quando li a sinopse de Gone, não fiquei muito animado, pois pensei se tratar de um livro infantil... mas está bem, vc me convenceu :D


Querol 23/04/2013minha estante
Não é um livro infantil, apesar de os personagens principais serem pessoas com menos de 15 anos, mas apenas se tudo as situações em que elas passam são bem adultas. Na minha opinião, o livro é um dos melhores que estão no mercado, a história é simplesmente FANTÁSTICA, a única coisa que eu mudaria são as cenas de violência... às vezes são pesadas demais. Vale a pena ler.


Juan 11/02/2014minha estante
Fiquei muito curioso com esse, a capa já é bem chamativa e a sinopse parece agradar a quem é fã do novo ritmo literal do momento, me preocupa um pouco quanto ao perfil dos personagens por serem crianças, não sei se o livro vai ser algo forçado ou não, mas mesmo assim me sinto atraído em ler Gone.




F. Pierantoni 15/04/2011

Gone: O Mundo Termina Aqui
Descontados alguns percalços pelo caminho, não há como negar que essa nova onda literária de temática survivor está com a corda toda. Passando pela saga Jogos Vorazes (Editora Rocco), pelo thriller Maze Runner (V&R Editora) e por outros títulos semelhantes, encontramos impressionante regularidade e alta qualidade. Com entusiasmo, acrescento agora a essa lista mais um integrante: Gone – O Mundo Termina Aqui (Editora Galera Record), de Michael Grant.

E se todas as pessoas com mais de quinze anos simplesmente desaparecessem? Pois é isso que acontece na pequena Praia Perdida, uma cidadezinha litorânea da Califórnia. De um instante para o outro, os adultos se foram e as crianças encontram-se no puro caos. Há acidentes por toda parte, batidas de carro, fogões deixados ligados, bebês largados sozinhos... E essas não são as únicas preocupações da garotada.

Outras coisas estranhas estão acontecendo. Uma barreira translúcida transforma a cidade numa bolha isolada do mundo. Animais apresentam mutações perigosas. E há algo de errado nas próprias crianças, que começam a demonstrar determinadas capacidades extra-humanas.

Gone – O Mundo Termina Aqui traz uma bem-feita mistura de peso e leveza, tensão e diversão. Porque o livro trata de uma situação terrível, de uma sociedade destruída, de situações extremas. Todavia, seus protagonistas são crianças e, como tal, agem como crianças, pensam como crianças, falam como crianças. Isso alivia a abordagem das cenas de violência e sofrimento – que não são poucas –, além de enriquecer a história ao retratar de maneira interessante como um bando de garotos organizaria uma nova comunidade – por curiosidade, eles fazem questão de manter o McDonalds funcionando.

O livro poderia já ter se saído muito bem tratando apenas da faceta pós-apocalíptica do enredo. Ainda assim, o autor arriscou ainda mais, introduzindo poderes mutantes aos personagens. Uma má gestão dessa decisão teria arruinado a obra, porém Grant soube utilizá-la com eficiência e habilidade, fugindo ou mascarando os tantos clichês do gênero.

Achei o trio principal de personagens parecidos demais com nossos queridos Harry/Rony/Hermione e desanimei-me um pouco ao descobrir que a série Gone prevê ainda mais cinco livros para concluir sua história e seus mistérios. Não obstante, a experiência com esse primeiro volume foi ótima e, se o autor souber manter o mesmo padrão de inovação e competência, é certo que teremos em mãos uma saga memorável.

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Gostou da resenha? Quem sabe você também goste do meu livro.
Descubra novos mundos em O Diário Rubro.

http://odiariorubro.com

site: Conheça o livro e leia os primeiros capítulos
Matheus Caixeta 03/08/2011minha estante
Resenha muito bem feita, mas ainda fico com um pé atrás quanto a esse livro. Isso por causa dessas mutações e capacidades extra-humanas e também por causa do trecho do livro que li (as primeiras 10 páginas, mais ou menos). A linguagem parece meio infantil, não sei se vou gostar do livro se a narrativa for assim o livro todo. Mas confesso que sua resenha me deixou curioso quanto ao livro.


Brayan 15/01/2012minha estante
Parabéns pela resenha, você escreve muito bem. Não sei se ainda vou ler esse livro, mas sua resenha ajudou muito.


Amanda Gaia 28/03/2012minha estante
Sua resenha é bem persuasiva, aliás, comprei o livro por causa dela. Parabéns!


Leonardo 30/12/2012minha estante
Gostei bastante de sua resenha, só não concordei na parte que compara com Harry/Ron/Hermione, o Quinn é um idiota, o Ron jamais teria aquele tipo de atitude e não seria covarde. Quantos aos outros dois são realmente parecidos.




spoiler visualizar
Helô 14/01/2012minha estante
Adorei a resenha, concordo contigo...


Barbarah 13/10/2012minha estante
Respondendo sua pergunta. Por ele tava morto. Só as pessoas vivas sumiram, pq seria querer muito q a luz verde tirasse até os corpos dos mortos de dentro do LGAR... Bem eu imagino q seja isso, pq faz um bom tempo q eu li o livro..


Gustavo Rafael 27/10/2012minha estante
Concordo.
Lana all the way! A menina é a mais interessante e cativante da estória.
Sobre o corpo do mineiro a Barbarah já respondeu. Também acho que só se foram os acima de 14 que estavam vivos.
Agora, outra coisa que estraga a estória é o Quinn. Cara chato da peste.


Leonardo 30/12/2012minha estante
Tem muita coisa a ser respondida, tipo o Petey parando a explosão(???) la da usina usando o poder de teletransporte dele e criando o lugar, isso não fez sentido algum! E aquela dedução de que o Sam é irmão do Caine foi ridícula e forçada, do nada eles são rimão só porque nasceram no mesmo dia com poucos minutos de diferença, antes disso nem saber que era adotado o Caine sabia. E aquela coisa na caverna é realmente nada a ver, o autor vai ter que lutar muito pra deixar isso plausível nos próximos livros.




Padronizado 04/11/2014

RESENHA: Gone - Michael Grant
Publicado no Brasil pela editora Galera Record, Gone (skoob) tem um grande número de leitores por todo o mundo e é amado até por Stephen King! Isso mesmo!
Um livro muito interessante e divertido, muito fácil de ler. A narração é bem objetiva e possui um narrador onisciente. A história é basicamente formada por adolescentes, bem jovens. Nenhum deles passa dos 15 anos, pois um dia, todas as pessoas acima dessa idade, simplesmente somem! Do nada, sem deixar pistas. O mundo, aparentemente fechado por uma barreira inexplicável, agora é conhecido como LGAR (Lugar da Galera da Área Radioativa).
O livro relata o jeito que as crianças e adolescentes deram para conseguir sobreviver sem os adultos, sem ordem, com a iminente ideia de que, em pouco tempo, poderão começar a passar fome. E com um pequeno probleminha: alguns deles estavam sofrendo mutações!
O mundo vira de pernas para o ar, de uma hora para a outra, e as crianças e adolescentes se vêem tendo que dar um jeito de sobreviver, e de conviver em harmonia, apesar de todas as diferenças. Como toda boa história, claro, tem o garoto que é um líder por natureza, a garota linda e inteligente, o amigo desastrado, os valentões e até psicopatas.
A partir daí, a história se desenrola, rápida, divertida, emocionante e faz você ter vontade de ler logo.

site: http://blogpadronizado.blogspot.com.br/2014/11/gone.html
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Danielle Fontes 23/10/2010

Não tem muito o que falar sobre este livro. Qualquer coisa que eu fale aqui pode ser considerado spoiler. E qual o motivo disto?
O livro já começa com um mistério. Todas as pessoas com 15 anos ou mais desapareceram, ou pufaram, como os personagens falam.
Praia Perdida vira um verdadeiro caos. Crianças sem pais, bebês sozinhos em casa sem ninguém para cuidar. Os mais velhos tentam controlar a bagunça. Entre eles temos Sam, Astrid, Quinn e Edílio.

O diferencial deste livro é a quantidade de personagens que aparecem no decorrer do livro. São tantos que eu acho que nem consigo lembrar o nome de todos eles. E todos tem um papel importante no livro, todos fazem alguma coisa, não são só personagens secundários e inúteis que aparecem aqui e somem ali.
É um bombardeio de informação durante o livro inteiro. A cada página você descobre uma coisa nova. Cada página é uma revelação. O livro tem mais de 500 páginas, e se eu não tivesse que dividir minha leitura com a faculdade e o trabalho, eu com certeza teria terminado o livro em um dia. Ele te prende de tal forma que você tem que fechar o livro e falar: CHEGA! Preciso realmente dormir agora!

Recomendo muito, o livro é uma ficção científica. Não esperem romance pois as poucas partes que tem não podem ser consideradas como 'romance'. O livro é um YA então temos cenas pesadas, temos mortes e mutilações.

Não posso entrar em detalhes, pois a mágica do livro está em você ler sem saber nada mais do que a sinopse.
Maíra 22/10/2010minha estante
Adorei sua resenha, estava procurando por livros para comprar e vc me fez ficar muito curiosa, vou fazer o pedido agora mesmo.

Parabéns e Bjoos


Gui 12/11/2010minha estante
Gostei da resenha, mas o que é YA??


Yas 06/12/2014minha estante
Young Adult, Gui.




Igra 06/01/2011

Gone
O livro é resumido em uma palavra::: violência. Sério, nao estou brincando. Da primera vez q eu ouvi falar, até pensei que seria um livro um pouco infantil, mas o grau de violência nao é baixo. Temos carnificina, mortes, torturas, e até mutilação. Fiquei indignada, pq, por Deus, todos os personagens sao crianças!!! houve partes onde eu meio q gritei: ele nao pode dizer isso, tem 14 anos!

Nao indicaria esse livro para pessoas com estômago fraco, ou alguma coisa do tipo. Pessoas q choram, entao... No mínimo, recomendaria a maiores de 15 anos, pq pode causar algum impressionismo.

Fora tdo isso, o livro é mto bom. O q se fazer qdo todos os adultos a sua volta, desde professores até seus próprios pais, somem???? E q tipo de coisa é aquela que limita a cidade?? Nem todas as perguntas sao respondidas, mas entendemos muitas coisas mesmo assim. Pelo q ouvi, serao 6 livros, entao dá tempo de entendermos tdo com calma. XD

Em relaçao ao desenrolar da história, achei que o início pecou um pouco, pq as coisas realmente so ficam boas depois q um certo alguem chega na cidade. Caine. Nem preciso dizer que ele é meu personagem favorito, justamente por ser o garoto complexado, e ter um ego do tamanho do mundo. Adoro garotos complexados, e até o protagonista, na minha opinião, nao chega aos pés do Caine. Combinemos que Caine nao é exatamente um exemplo de pessoa, mas eu curto os vilões, principalmente os bem construídos. A coisa que rola entre ele e a Diana é... misteriosa. Espero que os próximos livros explorem isso, pq apesar de haver romanceS (sim, plural), nao achei que isso recebeu a atenção completa.

Sam é o nosso protagonista, e gostei dele, porque ele se nega a lutar pelo poder de comando. Aliás, o livro todo é sobre disputa por poder, ego e afins, assuntos que eu inclusive amo. Isso me prendeu totalmente, e ainda mais depois da descoberta de um passado envolvendo Sam e Caine, que também se desdobrou em outro assunto q eu amo igualmente.

Astrid me lembrou a Hermione, e o Quinn podia ser um babaca no início, mas as falas dele eram as melhores, disparado. As partes narradas com o foco em Lana me entediaram no começo, mas depois eu curti. Drake Merwin é definitivamente o ser mais psicótico e lunático da face da Terra. Ouvi gente dizendo que o que o autor fez com ele no final, dando-lhe "aquela coisa", foi meio q exagero, mas eu nem achei. Na verdade curti, pq deu um ar ainda pior a ele (se é q podia piorar). Teve momentos q ele me deu calafrios.

Novamente: Nao leia o livro se vc nao tem estômago. Michael Grant nao poupa descrições, desde mortes até as torturas, e acho q teve uma cena em especial (nao direi qual é XD) q me deixou realmente enjoada, de tao pesada. Nao é um livro para crianças. Definitivamente literatura para jovens adultos, pq a coisa é BEM real.

Enfim, recomendo totalmente "Gone" para aqueles com alguma maturidade e posso dizer q o livro realmente prende. Sério.
Quatro estrelas para ele, q só nao foram cinco por causa da lentidão do início. Nao repreendo a violência, na verdade achei q deixou o livro... singular. Pq nao se pode negar q essa seria a realidade se isso tdo acontecesse de fato.

Boa leitura. XD
Gustavo Rafael 27/10/2012minha estante
muito boa a resenha, mas sério, o Quinn estraga a leitura... Eu nem ria com as piadas dele pq eu sabia desde o início que ele só tava ali na estória pra fazer besteira. Personagem totalmente descartável, na minha opinião.


Humb 20/12/2012minha estante
Esse livro é mais violento que O Peregrino? Como é que um livro desses é classificado como infato-juvenil?!?
Em O Peregrino, os personagens são adultos, então a violência é até aceitável. Mas crianças?!?
O autor desse livro deve ter problemas...




Matt 15/10/2014

"NUM MINUTO O PROFESSOR ESTAVA FALANDO SOBRE A GUERRA CIVIL. NO MINUTO SEGUINTE, DESAPARECEU." É a primeira frase do livro. Simples assim. Não demora muito tempo até os alunos perceberem que todos os professores e alunos mais velhos tinham sumido e a confusão tomar conta do local. Sam Temple, o protagonista, Quinn Gaither, seu "melhor e provavelmente único amigo", e Astrid Ellison, ou Astrid Gênio, como ela é conhecida,se juntam e descobrem que todos com 15 anos ou mais desapareceram. Logo, a organização do ambiente escolar passa a vigorar na cidade: os fortões mandam, e os fracos obedecem. Tristes destes últimos, que assim como os leitores, pensam que os valentões vão ser seus piores problemas.
Até que chegam - em uma carreata triunfal - os alunos da Academia Coates. Ricos e engomadinhos, encabeçados por Caine, Diana e Drake eles rapidamente eles se aproveitam da situação de pânico e domam os valentões, assumindo o controle da cidade.
Temos alternância do ponto de vista, acompanhando personagens que à primeira vista não têm ligação com os acontecimentos, mas que com o tempo vamos vendo que são peças cruciais. Uma coisa notável no livro é o modo como os personagens são bem construídos e tão bem entrelaçados que parecem reais. As personalidades deles são realistas. Ao longo da história, não tem sequer um deles que não cometa um erro por causa de seus defeitos, e eles são bem visíveis.

Além do mais, todos os personagens são fortes; não tem nenhum peso morto. Cada um deles acaba tendo um papel de ajudar na história que mais cedo ou mais tarde se revela. Até porque essa é uma característica marcante do livro: depois que se define os que lutam pelo bem e os que lutam pelo mal, o espírito de comunidade é muito forte. Tenho que dizer que os vilões são incríveis. Como o resto dos personagens principais de Gone, às vezes é estranho imaginar que eles têm só 14 anos. Vou usar a frase da Diana:
"DRAKE É DOENTE DA CABEÇA. NÃO DIGO ISSO PARA AMEDRONTAR, ESTOU DIZENDO POR QUE É VERDADE. EU SOU MÁ, CAINE TEM DELÍRIOS DE GRANDEZA, MAS DRAKE É COMPLETAMENTE LOUCO."

Aliás, ela tem as melhores frases do livro. Extremamente calculista e manipuladora, é ainda mais perigosa do que parece. E Drake, fora do juízo, lentamente desponta como uma ameaça tão forte quanto o próprio Caine. As coisas chegam ao ponto de ambos os lados se prepararem para uma guerra pelo controle da cidade. Acontecem algumas cenas chocantes, visto a idade dos personagens.
"PESSOAS APAVORADAS FAZIAM COISAS APAVORANTES, ATÉ MESMO CRIANÇAS."
Mas a atitude audaciosa dos vilões não tira a atenção dos "mocinhos", se é que podemos chamá-los assim. Principalmente Quinn e Sam, que são constantemente tentados por suas próprias mentes a desistirem, quando o errado parece mais fácil que o certo. A única coisa que chega a ficar deslocada na história é o romance do Sam e da Astrid que menos de duas semanas depois de se conhecerem já dizem que se amam. Hormônios à flor da pele, talvez?

Também parabenizo o autor pelo clima impressionante do livro. Até os nomes dos personagens (coisa que eu considero importantíssima), não sendo muito comuns, ajudam a dar vida a uma cidadezinha isolada pelas montanhas e o mar, com toda a beleza da Califórnia. Ao mesmo tempo, a menção a pessoas como Jack Johnson e o ex-presidente Theodore Roosevelt, obras famosas como Harry Potter e Stardust, em conjunto com a charmosa presença de um Mc Donald's, causam uma identificação instantânea. "E se fosse eu no lugar deles?" Várias vezes eu imaginei.

Mais brutal do que alguns eventos do livro, só mesmo o impacto que ele causou. O final, deixando a ponta solta para uma sequência, não poderia ter sido melhor. Não se enganem com a simples classificação de distopia. Sem dúvida os questionamentos levantados por Gone não deixam espaço para comparações com Jogos Vorazes, Divergente ou nenhum outro do gênero. Temas como assassinato, bulimia, abandono infantil e abuso de poder são abordados do ponto de vista de simples adolescentes.
"NÓS NÃO FIZEMOS ESSE MUNDO, SOMOS SÓ OS POBRES COITADOS QUE MORAMOS NELE."
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Karla 26/03/2016

A história me pareceu uma versão moderna, ampliada, fabulosa e com meninas de O senhor das moscas. Todos os aspectos estão embutidos em Gone: o caos causado pela falta de adultos, a desorganização, o surgimento da violência e da crueldade desmedida, o aparecimento de líderes natos e consequentemente a segregação dos bons e dos maus, até a escuridão está lá para suprir o lugar do bicho de O senhor das moscas.Certamente o livro do William Golding foi uma forte influência para o Michael Grant, o que é muito bom, pois boas ideias realmente devem ser aprimoradas, continuadas e propagadas, e quanto a esse aspecto o autor foi muito inteligente, Gone prende muito a atenção do leitor, diria até mais que o O senhor das moscas. Vale a pena ser lido.
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Charlie 01/01/2011

GONE
Primeiro de tudo: tem um fator, que eu IDIOTA, diga-se de passagem, deixei que tomasse conta de mim: a expectativa. Eu esperava muito desse livro. E aconteceu que não fui COMPLETAMENTE correspondida, é.
A pior coisa do mundo. Mesmo. Você pensa que vai ler algo realmente maravilhoso, não perde por esperar... Mas acaba que não era tão bom assim.
Mas é um livro realmente muito bom.
É um livro que te faz arder de raiva. Os personagens realmente conseguem me deixar irritada. Isso, se for a proposta do livro, é muito bom. É, de forma ou de outra, muito psicológico. Me senti muito curiosa para saber como crianças agiriam sem adultos. VIOLENCIA. É bastante violento, sim. Mas nada que me faça ter náuseas. Isso porque já li muitos livros violentos, isso já me parece fichinha. Não me impressionou.
Só com o Drake, que é completamente problemático. Achei quase uma viajem do autor, enfim. O chicote foi meio... Lunático, mas...
Outra coisa que me fez não considerar ele um 5 estrelas foram Sam e Astrid. Como a Astrid é chata. Ela só quer parecer inteligente, com aquelas frases feitas, etc e tal, mas bah, ela não me surpreendeu em nenhum momento com inteligência NENHUMA, era uma menina muito tosca. Eu a odiei desde o primeiro momento. Ela não é NADA. E Sam era meio mole, convenhamos. Muito mimimi falando que iria se tornar ruim, mas enfim, né.
Amei Lana. Amei! Ela não se acovardava, lutou pela vida, e conseguiu. Lutou pelo Patrick, que era a única coisa que tinha. Na minha opinião, a melhor personagem. P.P. também me conquistou. E Maria, que era realmente sensacional! Essa sim, verdadeira guerreira Ela se preocupava com os mais frágeis, de verdade. Não era que nem Astrid que se queixava de cuidar de UMA pessoa só. E ainda era seu irmão.
As vezes a linguagem do autor me irritava mesmo, por estar querendo dar impacto demais em certas coisas, e ficava forçado. Muitas pessoas falavam que ele escrevia bem demais, mas achei muito amador.
MAS a história é realmente muito boa, bem amarrada e com bons persongaens (com suas excessões).
Ah, e no começo dos capítulos tinha uma contagem regressiva. Eu achei MUITO boa sacada! E me deixava com vontade de chegar ao zero.
Muitas coisas bizarras, lógico, mas bem interessantes.
É mais sobrenatural do ficção científica, na minha opinião. Só lendo.
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Nery 07/10/2010

Resenha: Gone - O Mundo Termina Aqui
Quando recebi "Gone - O Mundo Termina Aqui" para ler e resenhar, não esperava me deparar com uma história tão cativante. Escrita por Michael Grant, Gone é uma série de 6 livros, tendo os três primeiros publicados lá fora e o quarto volume prometido para abril de 2011. No Brasil a editora Galera Record é responsável pela série, porém ainda não temos previsão para o segundo volume.

O autor nos faz viver em Praia Perdida, durante as mais de quinhentas páginas do livro; com a história em terceira pessoa, acompanhamos a história de Sam Temple, um jovem estudante de 14 anos. Durante sua tediosa aula de história, seu professor simplesmente desaparece, ou Pufa, termo usado durante o livro, pelos personagens; acompanhado de seu melhor amigo Quinn, os dois jovens não imaginavam que estavam apenas começando a descobrir todas as coisas estranhas que estavam prestes a vivenciar dentro de uma grande bolha, isolada do mundo e, a partir de agora, sozinhos, sem pessoas maiores de 15 anos.

Ação, mistério, fantasia e ficção científica; Michael Grant não economiza ao criar o LGAR, ou Lugar da Galera da Área Radioativa. Gone possui uma história recheada de sequências de ação emocionante, que te faz segurar a página, pronto para virá-la em busca dos próximos acontecimentos, ou demorar para entender perguntas como: Para onde foram todos? A fantasia dá lugar à ficção científica ao notarmos que agora os habitantes de Praia Perdida estão confinados dentro de uma bolha, demarcada por uma barreira intransponível, porém, como se não fosse o suficiente, algo começa a gerar mutações em animais e nos jovens.

Após nossa descoberta de quem crianças e pré-adolescentes estão sozinhos no mundo, o autor abre o leque do mistério ao nos mostrar Sam Temple disparando raios pelas mãos, o que não se torna único após Astrid, por quem nosso herói sempre foi apaixonado, revelar que seu pequeno irmão autista, Pete, também possui habilidades. Não sendo os dois únicos, Sam e Pete também compartilham das mesmas habilidades que os alunos da Academia Coates, aqueles que futuramente se tornariam os grandes vilões deste primeiro volume.

Sam, Quinn, Astrid e o Pequeno Pete, e, por último, Edilio formam a equipe que tentará salvar Praia Perdida, porém os "novos donos" do LGAR surgem comandados por Caine; seu cruel bando cheio de mutantes e Drake, um humano normal sem poderes, porém insano e violento, chegam para comandar o Novo Mundo com mão de ferro.

Utilizando a narrativa em terceira pessoa, Michael Grant consegue migrar de Sam Temple para Lana, personagem de grande importância para a história, ou até mesmo para outros locais, mostrando aos leitores o desenrolar da história em tempo real, ou seja, os acontecimentos em vários locais, porém ao mesmo tempo; de forma simples e genial, o autor consegue entrelaçar todas as histórias, com acontecimentos sem forçar o encontro da história de Sam com a de Lana, posteriormente a de Caine com a dos demais e, simplesmente, têm-se toda as teias tecidas amarradas, sem deixar pontas sem nó.

Com o aparecimento do Líder da Matilha, um coiote que fala, conhecemos a Escuridão, notando que Caine não é o único vilão, porém Grant consegue reservar, o que notamos ser o grande vilão da história, para os próximos volumes, criando pequenos peões para atrapalhar a vida de Sam Temple. Neste primeiro volume, além de Caine e Drake, os nossos heróis precisam descobrir como vencer a força do Puf, ou seja, Caine e Sam estão prestes a completar 15 anos, mistério este que se resolve neste primeiro livro, e precisam descobrir como vencer a força que farão com que desapareçam de Praia Perdida, ou LGAR.

Criando uma reviravolta excelente, com acontecimentos inesperados e muita ação, Michael Grant encerra o livro, sem escapar de um clichê ou outro, porém nos deixando curiosos para sabermos mais sobre todos os inúmeros acontecimentos de Gone. Para nós, só nos resta aguentar a ansiedade e esperar para saber quem será o vencedor desta guerra e dominará o novo mundo isolado e povoado por crianças. Sam ou Caine? A batalha já começou.

Para quem já tem seu palpite do vencedor e quer outras respostas como, por exemplo, O que é a Escuridão? Como nossos heróis escaparão da grande bolha em que vivem? Tudo voltará ao normal?, infelizmente precisaremos esperar para os próximos lançamentos da Editora Galera Record, se quisermos saber como Sam, Astrid, Pequeno Pete, Quinn e Elidio terminarão suas histórias.
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Márcia 08/08/2012

“Gone – O mundo termina aqui” se revelou um livro dinâmico, de ritmo impecável e enredo satisfatório. A ideia de um mundo sem adultos me pareceu original, no entanto no fundo não é um quesito que difere tanto o livro de outros anteriores em que adolescentes são os personagens principais. Em “Percy Jackson e Os Olimpianos”, por exemplo, que influência os pais dos semi-deuses exerciam realmente na história? Semi-nenhuma. Em “Gone” não é tão diferente, fora o fato de que o autor usa essa característica comum a muitas histórias por ai como base para o seu enredo.

Os personagens não são geniais nem inesquecíveis, mas se encaixam bem no contexto da história e cada um cumpre bem o seu papel. Imaginar uma cidade habitada apenas por crianças, confusas e inevitalmente inconsequentes é desalentador e faz parte do conjunto de motivos que fazem de “Gone” uma leitura frenética.

Os acontecimentos vão se sucedendo em velocidade infreável, quase sobrepostos, de maneira que o leitor não tem tempo nem de ir ao banheiro sem o livro.

O grande porém do livro talvez seja essa ideia de “um grande mal” na cidade em formato de um “monstro verde com dentes de piranha”. Sinceramente, simplório. Assim como não tenho certeza a cerca da originalidade de crianças com "super-poderes" do tipo soltar raios de luz pelas mãos. Um pouco mais de criatividade daria ao livro as 5 estrelas na grande maioria das estantes.

Outro ponto desagradável são as várias vezes em que o tema “Deus” entra em foco, seja em orações ou em discussões a respeito das causas. Num livro de ficção infanto-juvenil, torna-se forçado e desconfortável esse tipo de tema.

Menções a Harry Potter são feitas a torto e a direita. Se eu fosse o autor, as evitaria como ao diabo. Um leitor que não esteja tão impressionado com a leitura, ao se deparar com uma fantasia de renome como Harry Potter, a comparação pode não ajudar muito.

De mais a mais, o livro é juvenil, forte, sombrio e romântico ao mesmo tempo. Com certeza uma grande descoberta e uma ótima distração.
Lu 08/08/2012minha estante
Excelente resenha, Máah!




Helô 06/01/2012

Gone- Uma decepção
Fiquei pasma com as resenhas que li aqui e com a nota média desse livro (4,4?).
Da primeira vez que tentei ler, abandonei. Peguei novamente na estante e descobri o motivo da minha desistência: se trata de um livro muito chato. Não é o do tipo que me impulsionou a ler do começo ao fim, sem parar, simplesmente porque ele é pura enrolação e pouca ação importante para a história, de fato.
O estilo de Michael Grant não me convence. Simplesmente acho que ele escreve mal. Dá muitas analogias nas descrições (muitas vezes, idiotas e nada haver), e simplesmente não descreve os personagens. Quando muito diz a cor do cabelo e dos olhos u.u Os personagens são mal construídos, pois a maioria deles é do tipo "valentão"e não me pareceu muito diferente um do outro, gerando uma confusão em minha cabeça.
A ideia e a (pouca) explicação para os fatos é muito criativa, mas se me perguntarem o que aconteceu durante o livro eu vou dizer: nada. O que acontece é o que está escrito na aba: De repente, todo mundo com mais de 15 anos desaparece de praia perdida. O resto do livro é o autor embromando e enrolando a história, apenas contando como as crianças se organizaram, e os poderes sobrenaturais que algumas delas adquirem. Na minha opinião, a a saga podia ser resumida em um único livro , se os outros se passarem nessa velocidade, e este primeiro poderia ser dissolvido ou resumido em quatro ou cinco capítulos (os capítulos aliás, são bem curtos).
Gostaria de pelo menos, saber as explicações pra tudo o que aconteceu, e ler os próximos volumes, mas não sei se terei paciência para isso.
Maria Carolina 13/01/2012minha estante
Concordo com vc! Foi o mesmo Sentimento Meu!


GPSLopes 15/02/2012minha estante
Concordo plenamente... Se quiser vê a minha resenha, fiz agora pouco.




Dani 11/07/2011

Gostei muito de Gone. Tem um clima diferente, meio sombrio para um livro juvenil. Cada início de capítulo possui uma contagem de tempo, que vai decrescendo à medida que você avança na leitura e descobre o que aquele tempo está marcando. Tem até umas coisas loucas que dão um feeling de estar assistindo à série Lost. Os mistérios são muitos. Por que as pessoas acima de 15 anos sumiram do nada? O que a usina nuclear tem a ver com isso? Qual é o segredo que Sam esconde? Que diabos é o LGAR, afinal? Fora isso, o que vai acontecer quando você completar 15 anos?

São esses mistérios e os novos acontecimentos que te empurram pra frente na leitura, mesmo quando as coisas parecem estar paradas. Há vários "mini-clímaxes" no meio da história, e Michal Grant não tem pudores para mutilar ou matar pessoas — crianças. Nisso me lembrou um pouco de Jogos Vorazes. Toda a crueldade mostrada às vezes até faz parecer que não são crianças de 12, 14 anos que a praticam, e sim adultos.

As outras crianças veem o nosso protagonista, Sam Temple (ou Sam do Ônibus Escolar), como um herói, por causa do dia em que ele salvou as pessoas de um acidente num... ônibus escolar. Só que Sam não quer ser o herói. Mas preciso mesmo perguntar se ele vai acabar ou não sendo?

É, foi o que você pensou.

Tenho um pequeno problema com heróis, porque todos eles são muito parecidos e muito previsíveis, então não fazem o tipo de personagem que te desperta interesse. Sam fica bem dentro desse arquétipo do herói. Mesmo tendo segredos, quase tudo nele é previsível, exatamente como acontece com outros heróis esteriotipados.

E ainda tem Astrid, ou Astrid-Gênio, a típica menina inteligente que todo grupo precisa ter. Para falar a verdade, gostei mais dela no começo, quando está mais decidida e dona do próprio nariz. Depois ela me desapontou porque ficou sentimental demais, donzela-em-perigo demais. Preciso de girl power.

Por isso a minha personagem preferida é a Lana, e o cachorro dela, o Patrick. Primeiro que qualquer pessoa com um cachorro já ganha Respect +10 comigo, mas ela foi mais que isso. Tem seu mérito por ter sido batalhadora, vivendo, sozinha, um "lado B" da história. Por todas as situações pelas quais ela passou, acabou virando uma garota de ferro.

E o pessoal da Academia Coates deixa a história ainda mais interessante. Caine, Diana e Drake foram meus personagens preferidos, embora o Caine tenha sendo meio molenga demais em certas partes. E o final do livro estava sendo ótimo, mas, fiquei um pouco desapontada lá pelas últimas páginas.

A avaliação pularia para a nota 5 se os personagens principais (fora a Lana) tivessem me cativado mais. Porque a história é ótima e muito bem amarrada; por exemplo, gostei bastante da relação que o Pequeno Pete teve com a coisa toda, e de todo o mistério em torno do puf e da Escuridão. Além da criatividade do Michael Grant em criar uma história bem diferente num mundo de YA cheio de mesmices, é claro.

Resenha completa em: http://danificavel.blogspot.com/2011/03/gone-o-mundo-termina-aqui-de-michael.html
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Diego Matos 07/02/2013

Que livro é esse?
Definir GONE em uma palavra, Surpreendente.
É um livro muito, muito bom mesmo. Criativo com uma narrativa muito gostosa. Ele pode parecer a principio uma arma de contusão, mas suas paginas trazem uma estória fantástica repleta de ação e aventura e com uma originalidade espetacular. Muito bom mesmo a trama te prende e te puxa para a realidade revelando-nos o inicio de uma jornada de dor, sofrimento e descoberta de seus personagens. Uma leitura excelente. Recomendo a todos os meus amigos de Skoob.
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cinoca 02/01/2011

Não consegui parar de ler...
Eu não levava muito a sério quando as pessoas falavam que era difícil descrever Gone, mas eu devo morder a língua e concordar com todas as críticas que afirmaram que não é fácil colocar em papel as emoções que eu vivi com essa história.

Sabe aquele livro sem enrolações? Gone é assim. Nada de introdução aos personagens e suas monótonas vidas nas primeiras páginas, explicações sem fim sobre algum ou descrições detalhadas sobre algum local. O suspense começa desde as primeiras linhas. A cada página, a cada capítulo há sempre uma nova descoberta que te faz querer ler o próximo e o próximo capítulo até terminar a história.

Livros com muitos personagens às vezes tendem a demorar um pouco a você lembrar quem é quem, mas não em Gone. Sempre que o nome de um personagem aparece nas páginas, surge um “ah, é aquele(a) menino(a) que é desse e daquele jeito, adoro/odeio ele(a).” Na verdade, é difícil descrever todos os personagens centrais e cruciais para esta história, porque cada um tem uma personalidade tão diferente que te marca de algum modo, que resumi-los em poucas palavras não parece justo ao que nos é apresentado na obra.

Claro que há aqueles favoritos, e no meu caso são: Quinn, o amigo engraçado, sarcástico, malucão, mas que acabou mudando muito minha visão ao longo do livro. Assim como Sam, que começou como um personagem meio chato, sensato e preocupado demais. Querendo viver no anonimato, mas que ganhou espaço na galeria de meus personagens favoritos de todos os tempos, cada vez que eu o conhecia mais.

Há também a garota da história, Astrid, a menina loira, bonita e inteligente que todo mundo tem uma queda. Mas não é um daquelas personagens que gostam de se gabar por saber tudo. Ela é genuinamente inteligente e não nota que expor isso às vezes pode passar uma imagem de arrogância para os outros personagens, mesmo que você, leitor, tenho certeza desde as primeiras páginas que ela é o oposto disso.

Há também outros personagens sensacionais e de extrema importância no desenrolar dos fatos, mas descrevê-los seria limitar as emoções de quem irá conhecê-los através da história, mas adianto que há mistura sem fim de diferentes personalidades em crianças que você precisa acostumar-se rápido, porque tudo em Gone acontece num piscar de olhos. Não que o ritmo do livro seja ruim. Na realidade é o mais bacana na história criada por Michael Grant. Saber conduzir uma história sem enrolação e com momentos de tirar o fôlego durante mais de 500 páginas, não é algo muito fácil não.

O que mais me chamou atenção, acima dos poderes e mistérios que envolvem o mundo de Gone é como o autor conseguiu elaborar crianças tão cruéis. Crianças com apenas 14 anos cometendo atrocidades umas com as outras por pura gana, fome de poder… diversão. Não é algo que eu consegui me acostumar até agora. É difícil limitar as palavras para descrever um livro tão fantástico como este. Existem realmente poucas obras que me fizeram ficar impressionada com o que estava sendo descrito em quase todas suas páginas.
Michael Grant conseguiu criar um novo mundo – cruel, muito cruel – para os amantes de aventuras e mistérios, e seria um total desperdicio você deixar passar uma leitura como essa.
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